Sunday, January 1, 2012

Não me dês mais do que a minha dose. Sabes as consequências de cor, tal como eu! Não me tentes vendar! Sabes que a minha epiderme funciona tal como a tua. E que as nossas aortas também pulsam em ré bemol. E por mais que tentemos mentir vamos sempre arranjar forma de chegar ao diafragma ou ao pescoço (o que for mais conveniente e demorar menos).

E faças a lista de reprodução que fizeres, nada vai mudar a música que me chega aos ouvidos. Já sou um menino grande. Já sei distinguir entre instrumentos de sopro sensíveis e cordas porcas e pianos brutos e baterias simpáticas.

E depois tens de apreciar aquilo que te cair na caixa de correio. O pior que te pode acontecer é não estares em casa para para atender a campainha ao carteiro.

Eu não sabia onde tocar, o andar, o número e o lugar. Por isso não cheguei a horas. Desculpa.

Por que ligar para aquele lugar onde ninguém te vai levar a sério? Eu juro que não faço chamadas anónimas.

Não me ames com plástico, electrões, matérias-primas ou zangadas. Ama-me com drogas, com etanol, com látex, com cera ou com cabedal. Ama-me com nódoas negras, arranhões, saliva e vodka preta.

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