Tuesday, January 10, 2012

Dizes-me de sobreaviso que me estás a dar o melhor. Fico alerta e nunca caio na armadilha. Vão-se fazendo coisas offline com o mesmo cinismo e a mesma falta de sentido. Tenho o cabelo no ar, tenho medo de sair à rua e não me foi diagnosticada nenhuma doença terminal. Achas que sim porque não te dou razões para o que faço e deixo de fazer (deixo para ti o diagnóstico).

Em caso de ingerir malignas, leia a Bíblia. Há quem diga que possui respostas para tudo. Dupla penetração de ideias só para te confundir. Antigo e Novo testamento. Se eu pudesse andar para trás no tempo, mudava tudo. E depois andava outra vez para trás e mudava tudo para uma terceira experiência. E depois outra. E depois outra. Isto não tem tempo suficiente para sermos tudo o que gostaríamos de ser. Por isso é que andamos para aqui «eternamente» a tentar perceber o significado disto tudo. Vamos ao médico, lemos o horóscopo, vemos o boletim meteorológico e escrevemos sobre assuntos que nos fascinam, para tentarmos perceber melhor. Aprendemos a técnica só para depois questionarmos um pouco mais. E inventamos ficheiros e produtos e verdades novas todos os dias.

Faço-te um update todos os dias. E todos os dias deixamos de ser os mesmos carneiros e os mesmos animais. Às vezes também sou carneiro, apesar de cada vez menos. Vejo menos séries televisivas americanas e mais aulas sobre neurociência.

Se eu andasse para trás no tempo, matava os meus progenitores.

[Dou-te as perguntas e as respostas só para ver se fazes batota. Adoro monopolizar.]

Para além disso, temos sempre o paradoxo lesbiano da não-masturbação e da não-inserção de dedos para a gentil colocação de tampões higiénicos na vagina. Depois temos também o paradoxo de cozinhar seitan mas deixar o namorado caçar além-mar ou até a não-aceitação de amor-de-graça mas forjar afecto e atracção numa cela nocturna.

Nunca nada foi tão falso. Eu disse-te. Não quiseste acreditar, só porque não foste a primeira a ver. Toma lá a taça, ganhaste-me.

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