Por entre nevoeiros ou chuvas de suor e saliva, encontras-me fora da prateleira. Não tenho permissão mas também não sei o caminho. Se me perder volto ao mesmo e tu não perdes nada (nunca me compraste).
Por entre nevoeiros ou chuvas de saliva surjo de madrugada. Acordo-te para o mal e para as cábulas de história.
Cartas sem resposta e carruagens sem cavalos. Um mar sem nevoeiro não é o mesmo que (...)
Olá, perdi-me da minha mãe e agora não sei onde estou. Podia ajudar-me? Não se preocupe, sou adoptada. Só desde que nasci! O meu pai veste-me à menino. Pinta-me tatuagens de gangues sul americanos. Diz-me que não há nada de errado na sexualidade prisional. Eu também me senti compelida a gostar do meu pai adoptivo e da minha mãe adoptiva, assim que comecei a crescer. Porque eram eles que me tratavam bem e era com eles que esbarrava todos os dias, ao sair da cama, da escola e do WC. Ainda sou pequenina, mas sei que vou fazer muitos amiguinhos em todos os locais por que vou passar e ficar, no mínimo, uns meses. Na escolinha já tenho amigos. No infantário gostam de mim. Quando for grande quero trabalhar num grande escritório com muitos coleguinhas para poder conversar sobre coisas triviais e sair ao fim-de-semana.
No comments:
Post a Comment