Tabula rasa, tabula rasa, tabula rasa
Dizia Zeus perto da fogueira lançando às chamas anestesias intravenosas enquanto comia caranguejos.
Porque, no fundo, não eram avaliações, eram sim testes preliminares. Testes diagnóstico. Não é uma questão de mérito, é genético. Não é algo que se aprende. Não é algo que se pratica. E, muito menos, é algo que se ensina. (Esquece.)
Hoje, por exemplo, vi um louva-a-deus no ginásio. Para cima e para baixo, ele louvava sem parar. Se louvava a Marte ou a Vénus, não sei. Sei que me provocou um dos sete pecados mortais num dos sete mares sagrados.
E é por isto que digo que sou um fantasma. Se já estou morto, nada me pode derrubar. No máximo posso ficar petrificado. Quem não acredita em basiliscos que se desengane. Eu sei a vossa verdade, e vocês também. No meu confessionário aceitam tudo. Se depois não pagam a promessa, mais uma vez, é da vossa escolha. Mas eu como fantasma, sou o vosso grande irmão: não me escapa nada. Atravesso paredes e ossos. A ciência também não vos vai salvar (quem sabe, sabotar).
Brinco o dia todo, brinco sem parar. À hora que me apetece ou à hora que calhar. Não quero ser citado nem repetido. (Eu posso citar-me e repetir-me; apesar de odiar o auto-elogio.) Brincar ajuda-me a passar o dia. Esta rua está abençoada ou quiçá amaldiçoada. Gostam sempre muito de mim nesta rua. Mudo-me amanhã.
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