Antes de sair de casa guardo o jogo tal como está naquele momento. Quem olha nem desconfia. Guardo e carrego à hora que me apetece, sem pedir opinião nem enviar notificações.
Toda a gente acha que deve dar a sua opinião. Menos aqueles que querem ficar no centro. (Os espertos.) (Segundo parêntesis porque é relevante: os sociopatas concordam com o que lhes serve o propósito.)
Como nos empregos. Toda a gente acha que o seu trabalho é mais importante que o do vizinho. Ou que há sempre uma correlação entre o trabalho do CEO e o do cantoneiro. "No meu trabalho também é sempre a mesma história". Comunistas amigos.
A minha identificação é a marca da minha escravatura. A minha escravatura com a humanidade e com a vossa honestidade. Se eu me achasse muito criativa tinha incluído ali outro parêntesis não-relevante a dizer "(falta de)" como a maioria dos sobre-estimados. Isto só para concluir que a marca da tua escravatura não é nenhuma cicatriz e não diz nada sobre ti. Se te queres valorizar faz um blogue e corta o cabelo. Ou então vai para o Facebook.
Whatever works
Encomendo uma retroversão dos meus sentidos. O sexo é tão alucinado que precisa de lixívia. Dou-te o dicionário para as minhas não-emoções e tu dás-me as fontes da tua memória. As maçãs podres de nós três nunca mais vão sair da banca. O mercado todo já sabe que sou poeta. Não falhes na gramática e eu não aprendo a fazer contas de dividir.
O mimo esconde tudo o que puder esconder. Mas também não vai deixar muitos espaços vazios para preencher. Nove em vinte. Não vais jogar xadrez connosco. Volta para o circo. Pessoal que sabe o que lhes espera do outro lado do espelho não devia merecer a palavra-passe. Nunca!
(Guardei o jogo)
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