No meu canto onde sou feliz recordo a morada de um ex-emprego assim como recordo o caminho para a casa da minha ex-namorada. A sabedoria popular diz que bloqueamos as memórias mazinhas. Eu digo (e alguns cientistas também dizem) que bloqueamos aquilo que queremos bloquear, como os tipos da EMEL.
Não sei dizer se isso é bom ou mau. Não sei nada. Não perguntes.
Correndo o risco de soar incoerente, vou afirmar que deves, de facto, foder nas mesmas posições que fodias antigamente (com o outro). Levar os futuros aos passados. Ao planeta vizinho, ao indiano preferido, aos ataques de pânico.
Não sei dizer se me magoa ou dá prazer. (E não estou a falar só de sexo). Não sei dizer se chove ou faz sol. Apatia agorafóbica. Crueldade social? Pelo menos é melhor que a tua personalidade-limítrofe animalesca. Não me faças perguntas difíceis!
Quero ficar no meio. Não sei se a ditadura é boa para mim nem sei as bruxas existem. Não sei se essa cor te fica bem nem sei se pareces aquela cantora famosa. Não sei se gosto de mim nem sei se quero morrer. Pára de fazer perguntas, não sei se te quero responder.
PS: não sou lésbica.
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