Friday, January 6, 2012

A tua filosofia e a minha afasia nunca vão ter uma conversa com introdução, desenvolvimento e conclusão. Vamos fingir eternamente, no teatro dos pobres e dos ricos. Vamos linkar piadas e partilhar eventos num esforço colectivo de dar aos paizinhos e às mãezinhas aquilo que achamos que merecem. E nós, o que fazemos aqui? O que fazemos em terra de ninguém? Somos sem-terra e orgulhamo-nos. Podíamos ter ido para os subúrbios da mente, uma casa com piscina. Se não tivesses sido tu a dar as coordenadas, ainda estava no meio do Tejo.

Gostava de te dar amarras, de te levar a passear e de ter amoras silvestres nos teus lábios. Ficam-te tão bem, esses lábios. Nunca os tires. E eu sei que te vão sugerir, e voltar a sugerir. Não caias na hipnose. Temos tanto para cheirar ainda, amiga.

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