cuspi-te no lavatório,
filho-de-marshmallows-feios.
queria banhar-te em leite condensado
mas ela bateu-me em castelo,
eu quase que quebrei.
ela é feita de massa-quebrada
mas não tem as raízes à mostra.
eu vejo o produto final,
tu vês o produto bruto.
ela cuspiu-te na batedeira
vai fazer um bolo com a tua mania.
ela diz que está deprimida
falta de personalidade
eu cheiro um merengue no ar
onde outros cheiram queijo.
burra ela não é certamente
e as claras não batem assim.
Sunday, December 30, 2012
Friday, December 28, 2012
querido pai natal,
queria ser a genitália que satisfaz os meninos
queria pôr lá dentro coisas boas
e tirar de lá as sombras.
queria pôr as lágrimas de alegria
e tirar de lá os sonhos maus.
queria pôr lá todos os desejos
e tirar de lá todos os falsos amigos
Não me deste ouvidos.
Agora todos os brinquedos vão pensar que são meninos e meninas de verdade. Vão atirar-se para o chão e vão partir-se. E eu não vou poder fazer nada sobre isso. Porque tu não leste a minha carta. Aquela que escrevi com a esporra de ontem como tinta. Na coxa da vizinha como papel.
Eu, no fundo, só queria ser a mão que faz entrar o que tu queres lá dentro.
Ficaria feliz ao ser o mensageiro.
Dizer-te que ele te ama muito.
Dizer-te o quão molhada ficaste.
Dizer-te que me arrepiou aquilo que disseste.
Não precisavas de me contar nada.
Eu só queria dar-te pontos de experiência e levar-te ao próximo nível.
queria ser a genitália que satisfaz os meninos
queria pôr lá dentro coisas boas
e tirar de lá as sombras.
queria pôr as lágrimas de alegria
e tirar de lá os sonhos maus.
queria pôr lá todos os desejos
e tirar de lá todos os falsos amigos
Não me deste ouvidos.
Agora todos os brinquedos vão pensar que são meninos e meninas de verdade. Vão atirar-se para o chão e vão partir-se. E eu não vou poder fazer nada sobre isso. Porque tu não leste a minha carta. Aquela que escrevi com a esporra de ontem como tinta. Na coxa da vizinha como papel.
Eu, no fundo, só queria ser a mão que faz entrar o que tu queres lá dentro.
Ficaria feliz ao ser o mensageiro.
Dizer-te que ele te ama muito.
Dizer-te o quão molhada ficaste.
Dizer-te que me arrepiou aquilo que disseste.
Não precisavas de me contar nada.
Eu só queria dar-te pontos de experiência e levar-te ao próximo nível.
Thursday, December 20, 2012
apetece-me banhar-te em agua demasiado quente
apetece-me espelhar-te numa poça de sangue
apetece-me dizer-te o quão bonita estavas ontem
apetece-me temperar-te com sal e pimenta
apetece-me depois manter-te em lume brando
apetece-me manter-te por perto
apetece-me dedicar-te um poema mau
apetece-me comer-te a carne
apetece-me dar-te orgamos múltiplos
e depois negar que te conheço.
apetece-me espelhar-te numa poça de sangue
apetece-me dizer-te o quão bonita estavas ontem
apetece-me temperar-te com sal e pimenta
apetece-me depois manter-te em lume brando
apetece-me manter-te por perto
apetece-me dedicar-te um poema mau
apetece-me comer-te a carne
apetece-me dar-te orgamos múltiplos
e depois negar que te conheço.
Monday, December 17, 2012
E ás vezes quase que sinto um aperto no poço onde deveria ter a alma
Parece que sinto que fiz algo de mal.
E parece que fico à espera de qualquer coisa
De qualquer viatura demasiado pesada para mim
De qualquer estrondo, encontro de metal e pele
Fico à espera de algo que nos vem destruir.
E volto a sentir aquele aperto no lugar do morto
Já não consigo ouvir aquela banda sem pensar
Que podíamos ter tido outro fim.
Se tivesses sido mais esperto
E, se calhar, mais bonito.
Já não consigo ouvir aquela musica sem pensar em ti.
Aquela musica que toda a gente diz que é nossa. Minha e dela, minha e dele, minha e tua. Enfim.
Venha o autocarro de dois andares.
Venha o armagedão num domingo soalheiro.
Venha o mar lavar-nos daqui para fora.
Porque somos todos uns porcos.
E esta cidade à beira-mar plantada não interessa a ninguém que não tenha amantes.
Tanto eu como tu temos de nos esconder
Há ouvidos em cada esquina
Há casas para arrumar.
Parece que sinto que fiz algo de mal.
E parece que fico à espera de qualquer coisa
De qualquer viatura demasiado pesada para mim
De qualquer estrondo, encontro de metal e pele
Fico à espera de algo que nos vem destruir.
E volto a sentir aquele aperto no lugar do morto
Já não consigo ouvir aquela banda sem pensar
Que podíamos ter tido outro fim.
Se tivesses sido mais esperto
E, se calhar, mais bonito.
Já não consigo ouvir aquela musica sem pensar em ti.
Aquela musica que toda a gente diz que é nossa. Minha e dela, minha e dele, minha e tua. Enfim.
Venha o autocarro de dois andares.
Venha o armagedão num domingo soalheiro.
Venha o mar lavar-nos daqui para fora.
Porque somos todos uns porcos.
E esta cidade à beira-mar plantada não interessa a ninguém que não tenha amantes.
Tanto eu como tu temos de nos esconder
Há ouvidos em cada esquina
Há casas para arrumar.
Friday, December 14, 2012
E por mais que me apeteça arrancar a pele,
Mostrar que não tenho nada a esconder,
(Eu nunca me arrependo de nada.)
Ás vezes penso que teria sido útil recortar os centímetros de pele onde tocaste pela última vez.
Assim já não sentia saudades.
Guardava-te num frasco hermeticamente fechado e assim não saías para lado nenhum.
E assim eu não tinha de andar á tua procura.
Nem tinha de enviar mensagens encriptadas ao vento.
Nem de codificar os meus pensamentos.
(A paranóia tomou conta de mim.)
Se encontrares o cheiro dele, vento, trá-lo de volta.
(Acho que eles estão todos a ouvir a nossa conversa.)
Se não encontrares nada, então, nunca mais te quero ver à frente.
(Ou tudo ou nada.)
Mostrar que não tenho nada a esconder,
(Eu nunca me arrependo de nada.)
Ás vezes penso que teria sido útil recortar os centímetros de pele onde tocaste pela última vez.
Assim já não sentia saudades.
Guardava-te num frasco hermeticamente fechado e assim não saías para lado nenhum.
E assim eu não tinha de andar á tua procura.
Nem tinha de enviar mensagens encriptadas ao vento.
Nem de codificar os meus pensamentos.
(A paranóia tomou conta de mim.)
Se encontrares o cheiro dele, vento, trá-lo de volta.
(Acho que eles estão todos a ouvir a nossa conversa.)
Se não encontrares nada, então, nunca mais te quero ver à frente.
(Ou tudo ou nada.)
Friday, November 30, 2012
Neste momento estou a baixar os níveis de testosterona dos homens neste comboio.
Se eu não tivesse mais em que pensar, do que nos níveis hormonais de animais alheios, talvez fizesse um esforço para parar.
Acho que fiz um homem sair na paragem errada, e não foi de propósito. E não foi por lhe ter dado indicações erradas. (Não se pode contradizer a evolução.)
Por isso, e para ser sincera, hoje preciso de muitos químicos para contra-balançar a falta de mimos.
Ou se calhar porque acordei tão cedo.
Já não sinto as mãos Não sei quem escreve por mim. Fala por mim. Age por mim. Quem sou eu e quem é a outra? Não sei se ainda tenho ego. Se calhar o vento de ontem a noite levou-me tudo. Se calhar o frio congelou-me o pensamento.
(Não consigo parar de pensar em ti.)
Se calhar daí cada eu e cada tu terem ficado congelados naquela fase. Será bom, isso? Normalmente toda a gente se queixa do frio. Que ficam parados no tempo. Eu, às vezes, não me importava de ficar parada no tempo contigo.
Se eu não tivesse mais em que pensar, do que nos níveis hormonais de animais alheios, talvez fizesse um esforço para parar.
Acho que fiz um homem sair na paragem errada, e não foi de propósito. E não foi por lhe ter dado indicações erradas. (Não se pode contradizer a evolução.)
Por isso, e para ser sincera, hoje preciso de muitos químicos para contra-balançar a falta de mimos.
Ou se calhar porque acordei tão cedo.
Já não sinto as mãos Não sei quem escreve por mim. Fala por mim. Age por mim. Quem sou eu e quem é a outra? Não sei se ainda tenho ego. Se calhar o vento de ontem a noite levou-me tudo. Se calhar o frio congelou-me o pensamento.
(Não consigo parar de pensar em ti.)
Se calhar daí cada eu e cada tu terem ficado congelados naquela fase. Será bom, isso? Normalmente toda a gente se queixa do frio. Que ficam parados no tempo. Eu, às vezes, não me importava de ficar parada no tempo contigo.
I'll stich you back together if you promise not to run away from me again
I'm your siamese lover
You love to be my skin
I love to give you life.
You're my superego
I'm your superdrug.
I guess you didn't miss me as much as I missed you.
I guess you can call me needy
You know I go hunting another 'you' as soon as you leave.
Next time remind me to get into your bag and tag along while you butcher.
Next time remind me you don't want me near your voice everytime you make a sound.
Next time remind me I don't have to handcuff you to the bed just to make sure you're safely inside.
I'm your siamese lover
You love to be my skin
I love to give you life.
You're my superego
I'm your superdrug.
I guess you didn't miss me as much as I missed you.
I guess you can call me needy
You know I go hunting another 'you' as soon as you leave.
Next time remind me to get into your bag and tag along while you butcher.
Next time remind me you don't want me near your voice everytime you make a sound.
Next time remind me I don't have to handcuff you to the bed just to make sure you're safely inside.
It was raining, you know.
Next time remind me again why you can never love me. For the monster I am - I might as well rape you again. For I didn't get the memo that we were broken up.
Next time remind me again why you can never love me. For the monster I am - I might as well rape you again. For I didn't get the memo that we were broken up.
Broken down, I am: can't get a grip. Can't get a job, can't get a life. I'm your parasite.
Wednesday, November 28, 2012
Espelho meu, espelho meu,
Quem se vem mais bonita do que eu?
Quem se encontra nas florestas mágicas
Dos pêlos púbicos húmidos
Das peles rosadas, irritadas
Inchadas e arrepiadas
Quem se toca com o plástico
O silicone, o blush e laca
Sem saber se enfiar a garrafa
Vai ser como uma maçã envenenada?
O espelho grita e geme e estremece
Porque ela é o meu espelho
E eu sou o dela.
Nas paredes dos quartos
De pensões abandonadas
E de lençóis manchados
Ninguém duvida nem pergunta
Porque daqui levam dois pelo preço de três
E se não partilham também não comem.
Quem se vem mais bonita do que eu?
Quem se encontra nas florestas mágicas
Dos pêlos púbicos húmidos
Das peles rosadas, irritadas
Inchadas e arrepiadas
Quem se toca com o plástico
O silicone, o blush e laca
Sem saber se enfiar a garrafa
Vai ser como uma maçã envenenada?
O espelho grita e geme e estremece
Porque ela é o meu espelho
E eu sou o dela.
Nas paredes dos quartos
De pensões abandonadas
E de lençóis manchados
Ninguém duvida nem pergunta
Porque daqui levam dois pelo preço de três
E se não partilham também não comem.
Thursday, November 22, 2012
And then I got my shotgun. I polished it pretty. Pretty enough for your face. Which isn't saying much to be honest. And I slowly approached your corner. Your lying thieving corner. The one where you drag everything evil into. The little ones. The big ones. The rich and the poor. They hula hoop for your enjoyment. And then they started noticing I wasn't smiling. Like I used to. Like you used to make me do. No, they started killing those muscles. They started ignoring good manners. I am your moving target, now.
I am your forever moving target-audience. The audience you want to hear applause and praise and send roses through the air. But what you didn't notice is that the curtain didn't fall. And now everyone sees the real you and the bad skin underneath the cheap makeup.
Aren't you an ugly cliché.
A badmouthing, slithering, stinking and ignorant cliché.
You see me coming, you don't question. You know your worst nightmare was going to be a reality - one of these days. You see the steel, the barrel, you see it all from the corner of your eye. The same corner that cornered me into believing. You knew you had it coming like the stock waits to rot.
I don't want you inside my skin anymore. I want to take you out. I tried, but you were too deep inside. I couldn't risk an artery. So I take you down instead.
Like slow motion movies, you're going to look everywhere just to try and calculate how much lives your family will lament. You will try and grab something, just like a normal despicable human being would, even if you know perfectly well who's going to die.
I am your forever moving target-audience. The audience you want to hear applause and praise and send roses through the air. But what you didn't notice is that the curtain didn't fall. And now everyone sees the real you and the bad skin underneath the cheap makeup.
Aren't you an ugly cliché.
A badmouthing, slithering, stinking and ignorant cliché.
You see me coming, you don't question. You know your worst nightmare was going to be a reality - one of these days. You see the steel, the barrel, you see it all from the corner of your eye. The same corner that cornered me into believing. You knew you had it coming like the stock waits to rot.
I don't want you inside my skin anymore. I want to take you out. I tried, but you were too deep inside. I couldn't risk an artery. So I take you down instead.
Like slow motion movies, you're going to look everywhere just to try and calculate how much lives your family will lament. You will try and grab something, just like a normal despicable human being would, even if you know perfectly well who's going to die.
Saturday, November 17, 2012
Ás vezes sinto falta da tua história.
Essa tua personagem.
O meu brinquedo ex-predilecto.
Acho que te vou tirar da prateleira
Meu soldadinho-de-chumbo-pouco-discreto.
Dás-me saudades dessa fúria
Incompleta de quem não vive
Ou não sabe viver
E nessa fúria que quer esmurrar
Abraçar
E arrancar esse sorriso portunhol
Essas pestanas compridas demais
Arrancar-te
Despedaçar-te as asas que não voaram
Saber se és feliz.
Avisa a tua mulher que eu estou a chegar.
Essa tua personagem.
O meu brinquedo ex-predilecto.
Acho que te vou tirar da prateleira
Meu soldadinho-de-chumbo-pouco-discreto.
Dás-me saudades dessa fúria
Incompleta de quem não vive
Ou não sabe viver
E nessa fúria que quer esmurrar
Abraçar
E arrancar esse sorriso portunhol
Essas pestanas compridas demais
Arrancar-te
Despedaçar-te as asas que não voaram
Saber se és feliz.
Avisa a tua mulher que eu estou a chegar.
Thursday, November 15, 2012
I'm trying to be blonde
You're trying to be a man.
May the blush be enough
To bounce off the doubt
That I'm not dead
Inside your head
I'm only a temporary file
On your huge dick of loneliness
May the blush on my cheeks
Be enough to feed the lonely heart
They think I'm aroused
You think I'm a fraud
Oh can't you see
I live to please you
Red, red, red. Give me all the reds
I put them there, why should you delay?
You owe me red
Oh mother how I long
To show you what I own
Now that I learned
That life ain't easy
Like you told me
I get paid in reds
Like you told me
Only the biggest is the bestest
Oh mother
May the blush on my cheeks
Pay the bills
'Cause I'm too tired to clean
'Cause I been running oh so fast
To be the biggest and the bestest of them all
Oh may be the blonde meet the man of her mother's dreams.
You're trying to be a man.
May the blush be enough
To bounce off the doubt
That I'm not dead
Inside your head
I'm only a temporary file
On your huge dick of loneliness
May the blush on my cheeks
Be enough to feed the lonely heart
They think I'm aroused
You think I'm a fraud
Oh can't you see
I live to please you
Red, red, red. Give me all the reds
I put them there, why should you delay?
You owe me red
Oh mother how I long
To show you what I own
Now that I learned
That life ain't easy
Like you told me
I get paid in reds
Like you told me
Only the biggest is the bestest
Oh mother
May the blush on my cheeks
Pay the bills
'Cause I'm too tired to clean
'Cause I been running oh so fast
To be the biggest and the bestest of them all
Oh may be the blonde meet the man of her mother's dreams.
Tuesday, November 13, 2012
As meninas com as camisas do uniforme.
As meninas com chuva nos óculos
As meninas com o cabelo fora do sítio - e não foi de propósito.
As meninas sem maquilhagem.
As meninas com demasiada bagagem
As meninas que não conhecem os memes
As meninas que não respondem com memes.
As meninas que não têm vergonha de dar uma gargalhada
E as que tampouco têm vergonha de corar em público.
As meninas que não discutem as suas tatuagens nem os seus gostos nem os seus desgostos.
As meninas que não falam alto demais ao ponto de abafar os outros.
Elas sabem que vão ser ouvidas.
As meninas que gritam quando é preciso.
As meninas que matam quando é preciso.
As meninas que esmurram, caiem e sujam-se quando é preciso.
As meninas que protestam.
As meninas que se vestem de meninos.
As meninas que não querem ser meninas.
As meninas que gostam de meninas
E também de meninos.
As meninas que cospem na consistência do ser humano e lhe mijam em cima.
As meninas que não fazem aquilo que é esperado delas.
As meninas com chuva nos óculos
As meninas com o cabelo fora do sítio - e não foi de propósito.
As meninas sem maquilhagem.
As meninas com demasiada bagagem
As meninas que não conhecem os memes
As meninas que não respondem com memes.
As meninas que não têm vergonha de dar uma gargalhada
E as que tampouco têm vergonha de corar em público.
As meninas que não discutem as suas tatuagens nem os seus gostos nem os seus desgostos.
As meninas que não falam alto demais ao ponto de abafar os outros.
Elas sabem que vão ser ouvidas.
As meninas que gritam quando é preciso.
As meninas que matam quando é preciso.
As meninas que esmurram, caiem e sujam-se quando é preciso.
As meninas que protestam.
As meninas que se vestem de meninos.
As meninas que não querem ser meninas.
As meninas que gostam de meninas
E também de meninos.
As meninas que cospem na consistência do ser humano e lhe mijam em cima.
As meninas que não fazem aquilo que é esperado delas.
Monday, November 12, 2012
Ejaculo a alma por ti. Ejaculo aquela felicidade superficial de quem teve prazer.
E depois faço kegels ao som de uma música ritmicamente relevante. Porque se não houver ritmo, eu distraio-me facilmente (como quando estamos a fazer amor ou no ginásio.)
Assim
Continua assim
Esse ritmo
Esse assim
Tão bom
Não pares
Esse ritmo
Parece que és uma peça do puzzle que eu estava a fazer.
Eu procurei por toda a parte.
Não sabia que tinhas sido engolida, descansavas no estômago de um monstro qualquer reformado.
Ainda bem que foste agora vomitada com a vontade de quem não volta atrás.
Ainda bem que trazes cicatrizes e cabelo despenteado e sangue e saliva seca e restos de comida podre para mostrares pelo que passaste.
Eu não sabia que este puzzle tinha tantas peças. Tu provavelmente também não sabes no que te estavas a meter.
Provavelmente tens o Blue Velvet na cabeça. Mas eu não quero que penses em bandas sonoras.
Só quero que penses na falta que os beta-blockers te vão fazer.
Ela vestia veludo azul
Tu não vestias nada
Ela era preciosa
Eu vou-te dizer o valor que tens agora.
Ela não chorava
Ela gritava muito, quando eu mandava.
E depois faço kegels ao som de uma música ritmicamente relevante. Porque se não houver ritmo, eu distraio-me facilmente (como quando estamos a fazer amor ou no ginásio.)
Assim
Continua assim
Esse ritmo
Esse assim
Tão bom
Não pares
Esse ritmo
Parece que és uma peça do puzzle que eu estava a fazer.
Eu procurei por toda a parte.
Não sabia que tinhas sido engolida, descansavas no estômago de um monstro qualquer reformado.
Ainda bem que foste agora vomitada com a vontade de quem não volta atrás.
Ainda bem que trazes cicatrizes e cabelo despenteado e sangue e saliva seca e restos de comida podre para mostrares pelo que passaste.
Eu não sabia que este puzzle tinha tantas peças. Tu provavelmente também não sabes no que te estavas a meter.
Provavelmente tens o Blue Velvet na cabeça. Mas eu não quero que penses em bandas sonoras.
Só quero que penses na falta que os beta-blockers te vão fazer.
Ela vestia veludo azul
Tu não vestias nada
Ela era preciosa
Eu vou-te dizer o valor que tens agora.
Ela não chorava
Ela gritava muito, quando eu mandava.
I'd say God loves you too, but I didn't want to give God a bad reputation.
Because everyone knows we don't get along
except in the bedroom.
The bedroom is our secret
I crucify our secrets on the wall
So that you can relate,
Everytime you open the door
That goddamn door where you open my feelings and gut my shame
You know how ashamed I feel
Everytime I swear to God I don't love you anymore
This is our only time to say goodbye
This is the only time we can breathe in the freedom
Filter out the fear
Filter out the bad psychology
I'm your Little Albert
You're my pit of despair
Propinquity effect: I ejaculate my soul everytime you come near.
Because everyone knows we don't get along
except in the bedroom.
The bedroom is our secret
I crucify our secrets on the wall
So that you can relate,
Everytime you open the door
That goddamn door where you open my feelings and gut my shame
You know how ashamed I feel
Everytime I swear to God I don't love you anymore
This is our only time to say goodbye
This is the only time we can breathe in the freedom
Filter out the fear
Filter out the bad psychology
I'm your Little Albert
You're my pit of despair
Propinquity effect: I ejaculate my soul everytime you come near.
Friday, November 2, 2012
Enganei-me.
Não é de ti que tenho saudades.
É do teu sangue estragado. Aquele que nos deu azia.
Aquele sangue estragado que percorria a minha pele para depois ir-se esconder na tua cabeça. O sangue eram as ideias más.
Não é de ti que tenho saudades.
É do teu sangue estragado. Aquele que nos deu azia.
Aquele sangue estragado que percorria a minha pele para depois ir-se esconder na tua cabeça. O sangue eram as ideias más.
As tuas ideias más são o que fazem chorar o menino Jesus (tem chovido tanto por aqui.)
Hoje senti em mim
Hoje senti em mim
As horas que não chorei
Mas que também não te dei
Mas que também não te dei
Suponho que seja pelo melhor - eu gosto de pensar que o copo está meio cheio de merda
E assim já te posso arrumar na dispensa dos dispensados. As coisas que ninguém nunca pensa em usar e que acumulam pó e ocupam espaço mas ninguém vê.
Ocasionalmente vou esquecer-me e procurar uma coisa igual só para depois perceber que o cromo era repetido.
(Estou a fazer tudo para ser o ódio de estimação de alguém.)
E assim já te posso arrumar na dispensa dos dispensados. As coisas que ninguém nunca pensa em usar e que acumulam pó e ocupam espaço mas ninguém vê.
Ocasionalmente vou esquecer-me e procurar uma coisa igual só para depois perceber que o cromo era repetido.
(Estou a fazer tudo para ser o ódio de estimação de alguém.)
Tuesday, October 23, 2012
Sentires-te especial comporta uma ironia medonha. Num edifício com quiçá milhares de pessoas iguais a ti, num país, num planeta com as costuras a rebentar.
O que há de especial em sentires-te especial? Especial: distinto, diferente, destacável, melhor/importante?
Vai tudo dar à tua auto-estima, auto-confiança e a tua própria autocracia. Não é segredo nenhum que toda a gente quer atenção e mimos. Isso aplica-se a todo o dia e toda a hora e todos os papéis que desempenhas ao longo da tua vida. Queres aquele alguém que te vai fazer sentir especial e queres aquele emprego que te vai fazer sentir importante. Secretamente acreditas que o teu emprego é mais importante e relevante que o do teu vizinho e que, obviamente, és essencial para os teus superiores. Oito horas em pé ou oito horas sentada, apanhar lixo da rua ou director de uma multinacional. Já não há comunistas. Como dizia o Vilches na série espanhola Hospital Central: nadie es insustituible.
Lamento estar a soar tão fatalista (não lamento). Mas este conceito não é mais que um espirro no monitor. Usamos malas coloridas, desactivamos o Facebook, levamos pauzinhos chineses para comer, dizemos palavrões a alto e bom som e, se for preciso, começamos uma discussão só para chamar à atenção. As vossas palavras estrangeiras de ciao bella, sorry baby, hola chica esbarram na couraça da minha indiferença.
O meu microondas é mais especial que o teu porque está limpinho. A minha comida continua no tupperware, mas não gosto nada de usar coisas sujas - não são especiais o suficiente para mim e para o meu comer esquentado.
Na fila para o café também sou especial porque os funcionários sabem o meu nome e sabem o que vou pedir.
Somos uma espécie de enviados dos céus já que pairamos no ar por cima dos telefones, gravadores de chamadas, telefones móveis, sabe-se lá mais o quê. Quando não estamos disponíveis, há outro que nos substitui, exactamente igual e com a formação exactamente igual e que vai ajudar o cliente exactamente como nós. McDonalização do local de trabalho? O que há de especial no hambúrguer que comeste hoje no McDonald's do Oeiras Shopping? É exactamente igual ao hambúrguer que a mesma empresa vende nas Filipinas.
(A consistência fazia sentido em 1940, agora já é um pouco sobre-estimada.)
E a minha literatura pode ser porca, estar doente, ser mal educada - podes dizer o que quiseres. Mas vou sempre dizer as verdades de agora; as minhas. Um funcionário é um funcionário é um funcionário. Somos todos clones.
E não é porque não há dor que há prazer. E não é por não seres despedido que adoras o teu emprego e tão-pouco é porque não há divórcio que há um casamento feliz.
Infernos de Anas. Chamam-se todas Anas. Ana especial 1, Ana especial 2, Ana especial 3... Et cetera, et cetera.
Não te sintas especial só porque dedico minutos da minha vida a discutir futebol contigo. E não te sintas especial só porque sabes a situação actual do país e podes participar na discussão dos meninos populares. E não te sintas no direito de pedir ouvidos. Não sou uma golden share.
Não sou uma golden share nem sou aquela que querias. Provavelmente, sou o teu plano Z. Achas que isso me faz molhar a roupa interior? Achas que isso me faz bater o coração mais depressa? Eu sei que até podemos ter a mesma origem. Contudo, eu vou para a esquerda e tu... Vai para onde quiseres mas desaparece do meu mapa.
Não tens de usar saltos altos e uma roupa menos feminina só porque foste promovida. Deixa os óculos em casa e traz um sorriso. (Nunca te esqueças de sorrir.) Usavas muitas vezes saltos altos antes de seres promovida?
Não, não, não. Juro que não sou do contra. E juro que não sou contra saltos altos.
Sou a favor: de trabalhar oito horas por dia, viver com os pais, andar de traseira tremida, não adicionar todos os colegas de trabalho no Facebook, e não dar prendas a ninguém no Natal. De não ser consistente, de mudar de ideias, de ser inconformista, inconformada, desrespeitada, descabida, despenteada, mal vestida!!!
Vou ser aquela que vais desvirgindar, aquela com que vais iniciar o ano, passar o aniversário, dar a prenda mais cara, comemorar a celebração, passear no meu carro novo, gestar o teu bebé!!!
Nem sei como vim parar aqui. Abrir o sítio de empregos; seleccionar aqueles que se aplicam mais ou menos às minhas habilidades copy ao endereço electrónico, paste na nova mensagem criada. Anexar o CV actualizado e rezar pelo melhor. Esperar e esperar.
Não desespero e surpreendo: a chamada, a entrevista e os testes. O primeiro contacto, o encontro e as próximas situações. O início do namoro, as discussões. O cinema e os passeios no parque ou na praia. As fotografias e as apresentações à família. Os dias da menstruação e as dores de dentes. Os jantares românticos e o acordar ao teu lado. O pensar em mim o dia todo e o chegar atrasado ao emprego. O chegar atrasado ao emprego e o sorriso idiota na boca. O amor, o amor.
O amor é escolhido. O amor não é sentido até pensares que o vais perder. O coração bate mais depressa quando ele se exalta e grita. Mesmo que não seja contigo (para não bater na mãe, dá um soco na parede.) Para não acabares com ele, toma uma caixa de comprimidos.
Ter um paramour du jour será mais rentável em termos emocionais. Troca e venda de emoções. Vendem-se e trocam-se sentimentos. Compra e venda de indivíduos de uma forma muito mais sóciocultural que o habitual mercado negro. Negro e sujo e fora-da-lei. Qual lei? A de Deus? A dos Homens?
Que lei rege o teu território? Aquele em que tomas decisões. Limonada ou xarope. Etílico ou destilado. Comprimidos ou corda. Cremação ou enterro. Reclama e não questiona. És multada, mutilada, e não refilas. Que lei rege as tuas decisões? A tua alma? A tua falta de carisma? A tua abundância de perfume? Que lei rege aquele que o cheira? Que lei protege os inocentes das tuas controvérsias e/ou pecados?
Sou aquela que queres derrotar, assobiar e quem sabe mastigar. Sou aquela que não se mexe, serpenteia e surpreende. Sou a mais bonita de todos os clones (o meu cabelo brilha mais que o das outras.) E sou o menino mais alto de entre os sete anões. E sou o menos chato, o mais engraçado, e recebo menos subsídios do estado.
E sou mais potente, mais multi-facetado e menos lento. E menos complicado, e menos aborrecido e menos angélico.
Encontrei-te na zona dos reduzidos. Eras igual aos outros e sem defeitos. Estavas ainda na embalagem e limpinha. Limpinha como uma menina bonita. Como um aparelho acabadinho de sair da fábrica. Com elásticos e pregos e autocolantes novos e coloridos.
Por muito colorida que te aches, tudo depende da moda que vais tentar seguir. Cores instantâneas: é só abrir o pacote, misturar os ingredientes e levar ao forno. Sem sabor e sem cheiro. Sem contexto nem vocabulário. Sem erros de gramática e nem sequer de cálculo. Todos os degraus que já viste e sentiste na ponta dos teus pés e na essência do teu ser, subir ou descer. Ganhar ou perder. Ter e não ter aquilo que anseias e todas as dúvidas que nos enchem de lágrimas os olhos e de vento os ouvidos. Porquê a mim?
Por que chove só em cima de ti e por que te calha só a ti que já não há Cheese Cake há hora de almoço? E por que te calha que os teus filhos não gostam de ti como tu esperavas? E por que só a ti que não te sai o Euromilhões?
Seja qual for o teu complexo, de superioridade ou de inferioridade. Só para que saibas: não há cura. Não há tratamento. Não há solução nem passos de resolução e nem sequer uma hipótese de desenrrascanço. A não ser que queiras brincar aos dados. A cada face dás uma vida, a cada lançamento és uma diferente. Assim não tens de pensar muito se és especial ou não. (Vais-te achar tão novidade que não vais querer outra coisa.)
O universo recompensa os feios.
O que há de especial em sentires-te especial? Especial: distinto, diferente, destacável, melhor/importante?
Vai tudo dar à tua auto-estima, auto-confiança e a tua própria autocracia. Não é segredo nenhum que toda a gente quer atenção e mimos. Isso aplica-se a todo o dia e toda a hora e todos os papéis que desempenhas ao longo da tua vida. Queres aquele alguém que te vai fazer sentir especial e queres aquele emprego que te vai fazer sentir importante. Secretamente acreditas que o teu emprego é mais importante e relevante que o do teu vizinho e que, obviamente, és essencial para os teus superiores. Oito horas em pé ou oito horas sentada, apanhar lixo da rua ou director de uma multinacional. Já não há comunistas. Como dizia o Vilches na série espanhola Hospital Central: nadie es insustituible.
Lamento estar a soar tão fatalista (não lamento). Mas este conceito não é mais que um espirro no monitor. Usamos malas coloridas, desactivamos o Facebook, levamos pauzinhos chineses para comer, dizemos palavrões a alto e bom som e, se for preciso, começamos uma discussão só para chamar à atenção. As vossas palavras estrangeiras de ciao bella, sorry baby, hola chica esbarram na couraça da minha indiferença.
O meu microondas é mais especial que o teu porque está limpinho. A minha comida continua no tupperware, mas não gosto nada de usar coisas sujas - não são especiais o suficiente para mim e para o meu comer esquentado.
Na fila para o café também sou especial porque os funcionários sabem o meu nome e sabem o que vou pedir.
Somos uma espécie de enviados dos céus já que pairamos no ar por cima dos telefones, gravadores de chamadas, telefones móveis, sabe-se lá mais o quê. Quando não estamos disponíveis, há outro que nos substitui, exactamente igual e com a formação exactamente igual e que vai ajudar o cliente exactamente como nós. McDonalização do local de trabalho? O que há de especial no hambúrguer que comeste hoje no McDonald's do Oeiras Shopping? É exactamente igual ao hambúrguer que a mesma empresa vende nas Filipinas.
(A consistência fazia sentido em 1940, agora já é um pouco sobre-estimada.)
E a minha literatura pode ser porca, estar doente, ser mal educada - podes dizer o que quiseres. Mas vou sempre dizer as verdades de agora; as minhas. Um funcionário é um funcionário é um funcionário. Somos todos clones.
E não é porque não há dor que há prazer. E não é por não seres despedido que adoras o teu emprego e tão-pouco é porque não há divórcio que há um casamento feliz.
Infernos de Anas. Chamam-se todas Anas. Ana especial 1, Ana especial 2, Ana especial 3... Et cetera, et cetera.
Não te sintas especial só porque dedico minutos da minha vida a discutir futebol contigo. E não te sintas especial só porque sabes a situação actual do país e podes participar na discussão dos meninos populares. E não te sintas no direito de pedir ouvidos. Não sou uma golden share.
Não sou uma golden share nem sou aquela que querias. Provavelmente, sou o teu plano Z. Achas que isso me faz molhar a roupa interior? Achas que isso me faz bater o coração mais depressa? Eu sei que até podemos ter a mesma origem. Contudo, eu vou para a esquerda e tu... Vai para onde quiseres mas desaparece do meu mapa.
Não tens de usar saltos altos e uma roupa menos feminina só porque foste promovida. Deixa os óculos em casa e traz um sorriso. (Nunca te esqueças de sorrir.) Usavas muitas vezes saltos altos antes de seres promovida?
Não, não, não. Juro que não sou do contra. E juro que não sou contra saltos altos.
Sou a favor: de trabalhar oito horas por dia, viver com os pais, andar de traseira tremida, não adicionar todos os colegas de trabalho no Facebook, e não dar prendas a ninguém no Natal. De não ser consistente, de mudar de ideias, de ser inconformista, inconformada, desrespeitada, descabida, despenteada, mal vestida!!!
Vou ser aquela que vais desvirgindar, aquela com que vais iniciar o ano, passar o aniversário, dar a prenda mais cara, comemorar a celebração, passear no meu carro novo, gestar o teu bebé!!!
Nem sei como vim parar aqui. Abrir o sítio de empregos; seleccionar aqueles que se aplicam mais ou menos às minhas habilidades copy ao endereço electrónico, paste na nova mensagem criada. Anexar o CV actualizado e rezar pelo melhor. Esperar e esperar.
Não desespero e surpreendo: a chamada, a entrevista e os testes. O primeiro contacto, o encontro e as próximas situações. O início do namoro, as discussões. O cinema e os passeios no parque ou na praia. As fotografias e as apresentações à família. Os dias da menstruação e as dores de dentes. Os jantares românticos e o acordar ao teu lado. O pensar em mim o dia todo e o chegar atrasado ao emprego. O chegar atrasado ao emprego e o sorriso idiota na boca. O amor, o amor.
O amor é escolhido. O amor não é sentido até pensares que o vais perder. O coração bate mais depressa quando ele se exalta e grita. Mesmo que não seja contigo (para não bater na mãe, dá um soco na parede.) Para não acabares com ele, toma uma caixa de comprimidos.
Ter um paramour du jour será mais rentável em termos emocionais. Troca e venda de emoções. Vendem-se e trocam-se sentimentos. Compra e venda de indivíduos de uma forma muito mais sóciocultural que o habitual mercado negro. Negro e sujo e fora-da-lei. Qual lei? A de Deus? A dos Homens?
Que lei rege o teu território? Aquele em que tomas decisões. Limonada ou xarope. Etílico ou destilado. Comprimidos ou corda. Cremação ou enterro. Reclama e não questiona. És multada, mutilada, e não refilas. Que lei rege as tuas decisões? A tua alma? A tua falta de carisma? A tua abundância de perfume? Que lei rege aquele que o cheira? Que lei protege os inocentes das tuas controvérsias e/ou pecados?
Sou aquela que queres derrotar, assobiar e quem sabe mastigar. Sou aquela que não se mexe, serpenteia e surpreende. Sou a mais bonita de todos os clones (o meu cabelo brilha mais que o das outras.) E sou o menino mais alto de entre os sete anões. E sou o menos chato, o mais engraçado, e recebo menos subsídios do estado.
E sou mais potente, mais multi-facetado e menos lento. E menos complicado, e menos aborrecido e menos angélico.
Encontrei-te na zona dos reduzidos. Eras igual aos outros e sem defeitos. Estavas ainda na embalagem e limpinha. Limpinha como uma menina bonita. Como um aparelho acabadinho de sair da fábrica. Com elásticos e pregos e autocolantes novos e coloridos.
Por muito colorida que te aches, tudo depende da moda que vais tentar seguir. Cores instantâneas: é só abrir o pacote, misturar os ingredientes e levar ao forno. Sem sabor e sem cheiro. Sem contexto nem vocabulário. Sem erros de gramática e nem sequer de cálculo. Todos os degraus que já viste e sentiste na ponta dos teus pés e na essência do teu ser, subir ou descer. Ganhar ou perder. Ter e não ter aquilo que anseias e todas as dúvidas que nos enchem de lágrimas os olhos e de vento os ouvidos. Porquê a mim?
Por que chove só em cima de ti e por que te calha só a ti que já não há Cheese Cake há hora de almoço? E por que te calha que os teus filhos não gostam de ti como tu esperavas? E por que só a ti que não te sai o Euromilhões?
Seja qual for o teu complexo, de superioridade ou de inferioridade. Só para que saibas: não há cura. Não há tratamento. Não há solução nem passos de resolução e nem sequer uma hipótese de desenrrascanço. A não ser que queiras brincar aos dados. A cada face dás uma vida, a cada lançamento és uma diferente. Assim não tens de pensar muito se és especial ou não. (Vais-te achar tão novidade que não vais querer outra coisa.)
O universo recompensa os feios.
Thursday, October 11, 2012
I wanna eat your red hair.
I wanna touch it every morning
For the rest of my life.
Humour me, red
Humour me red.
I love your transparent eyelashes
Bright moustaches that I bet no one ever dreamed of staining with pomegranates. Smash some berries on your upper lip. Smash them good all over your pink bright freckled skin.
I wanna pull your beautiful red hair
I wanna feel it on my naked body
All round me like we're playing hide and seek in the same square meter.
(I wanna be illegal with you just to see how frightened you'd look.)
I just want to caress it every night before I go to sleep
(Is that too much to ask?)
Sleep with your amazingly red soft hair
Right by my side, in case I wake up from a bad dream where I never met you.
Ah, it tickles me to think about waking up
It tickles my senses when you go away from my mind
You tickle my sense of sanity
I wanna steal your red hair
I wanna be immoral just to see you blush
I wanna touch it every morning
For the rest of my life.
Humour me, red
Humour me red.
I love your transparent eyelashes
Bright moustaches that I bet no one ever dreamed of staining with pomegranates. Smash some berries on your upper lip. Smash them good all over your pink bright freckled skin.
I wanna pull your beautiful red hair
I wanna feel it on my naked body
All round me like we're playing hide and seek in the same square meter.
(I wanna be illegal with you just to see how frightened you'd look.)
I just want to caress it every night before I go to sleep
(Is that too much to ask?)
Sleep with your amazingly red soft hair
Right by my side, in case I wake up from a bad dream where I never met you.
Ah, it tickles me to think about waking up
It tickles my senses when you go away from my mind
You tickle my sense of sanity
I wanna steal your red hair
I wanna be immoral just to see you blush
Sunday, September 30, 2012
I travel by word of mouth. My word your mouth.
My words in your mouth. My oh my.
I self-plagiarize and I self-fantasize.
I agonize in these rain-bow showered graves you call land.
Hi, my name is Stirling and I'm old and cold. I'm the neighbour's prostitute and I have a tight schedule.
Cities have feelings too, you know.
I self-criticize I self-advertize
But I always want you more
and more
and more
and more
and ...
My words in your mouth. My oh my.
I self-plagiarize and I self-fantasize.
I agonize in these rain-bow showered graves you call land.
Hi, my name is Stirling and I'm old and cold. I'm the neighbour's prostitute and I have a tight schedule.
Cities have feelings too, you know.
I self-criticize I self-advertize
But I always want you more
and more
and more
and more
and ...
Wednesday, September 26, 2012
Sou sociopata
Sou a má
A feia, a gorda e a burra
Sou aquela que te atrapalha a noite inteira.
Sou a água que não te mata a sede
Sou o bode preferido
Sou a porca da tua amiga
Sou a Bíblia que não te ajuda
A dose de comprimidos maus
Sou a que te obriga a sair de casa
Sou aquela que te dá as batotas todas
Eu sou a cábula
Tu és o nível mais básico
Sou a puta e a mentirosa
Sou a Dalila e a Medusa
(Sou a Tegan e a Sara.)
Sou a tua puta e a tua mentirosa
A tua espia; a tua santa
Sou o evangelho e a penitência
Sou a promessa
Sou o segredo
Sou a má
A feia, a gorda e a burra
Sou aquela que te atrapalha a noite inteira.
Sou a água que não te mata a sede
Sou o bode preferido
Sou a porca da tua amiga
Sou a Bíblia que não te ajuda
A dose de comprimidos maus
Sou a que te obriga a sair de casa
Sou aquela que te dá as batotas todas
Eu sou a cábula
Tu és o nível mais básico
Sou a puta e a mentirosa
Sou a Dalila e a Medusa
(Sou a Tegan e a Sara.)
Sou a tua puta e a tua mentirosa
A tua espia; a tua santa
Sou o evangelho e a penitência
Sou a promessa
Sou o segredo
Saturday, September 22, 2012
Eles estão a treinar-me como treinam as meninas para ser noivas.
Henna nos meus pensamentos.
Henna nos meus pensamentos.
Malaguetas na ponta da língua (a minha língua é mais provocadora que a dele.)
Ele põe-me no meu lugar, no seu altar
Ele não sai do seu trono - só para me chatear.
Ele não sai do seu trono - só para me chatear.
Quando se mexe, faz tremer o chão à sua volta
E as flores desabrocham
E o seu cheiro inunda cidades desérticas
E quando ele menos espera, eu já sei o que ele quer de mim
Já sei o papel de cor
Já sei as minhas falas
Já sou robótica como ele queria.
Uma duas três meninas
"As meninas ajudam-te."
És a menina nova.
Menina 2.0
Meninas x17
E as flores desabrocham
E o seu cheiro inunda cidades desérticas
E quando ele menos espera, eu já sei o que ele quer de mim
Já sei o papel de cor
Já sei as minhas falas
Já sou robótica como ele queria.
Uma duas três meninas
"As meninas ajudam-te."
És a menina nova.
Menina 2.0
Meninas x17
Thursday, September 20, 2012
Os árabes odeiam mulheres e não é pouco.
As pernas.
Os braços.
A pele. (Aquela pele nojenta.)
Aquele nariz torto.
O cheiro (aquele cheiro a perfume, que enjoa.)
O anel.
O escárnio.
Aquele desprezo todo.
Aquela língua que não lembra a ninguém,
Aqueles olhos falso-carinhosos.
Eles pensavam que se podiam infiltrar
Pensavam que podiam receber o guito, rezar e fugir
Sem sequer ninguém reparar neles
Mas eu topei-os à distância de um supermercado cheio de estudantes idiotas.
Feios, porcos e maus!
Eles odeiam mulheres como tu odeias o cheiro a cocó nas mãos (agora imagina.)
Quem me dera ter um pau.
As pernas.
Os braços.
A pele. (Aquela pele nojenta.)
Aquele nariz torto.
O cheiro (aquele cheiro a perfume, que enjoa.)
O anel.
O escárnio.
Aquele desprezo todo.
Aquela língua que não lembra a ninguém,
Aqueles olhos falso-carinhosos.
Eles pensavam que se podiam infiltrar
Pensavam que podiam receber o guito, rezar e fugir
Sem sequer ninguém reparar neles
Mas eu topei-os à distância de um supermercado cheio de estudantes idiotas.
Feios, porcos e maus!
Eles odeiam mulheres como tu odeias o cheiro a cocó nas mãos (agora imagina.)
Quem me dera ter um pau.
Wednesday, September 19, 2012
Os árabes odeiam mulheres.
Os árabes odeiam mulheres e eles sabem e nós sabemos também.
(Eu não estou a dizer isto porque tenha sido alvo de qualquer crime terrivelmente pitoresco.)
Só sei que os árabes odeiam mulheres e não têm medo de o mostrar.
E quem é que os vai censurar? Até eu odeio as putas!
Os árabes odeiam mulheres como as mulheres odeiam herpes.
Os árabes odeiam mulheres como todos os homens odeiam fazer a barba todos os dias.
(Porque eles têm de lidar com elas todos os dias.) Como o ar que respiram e que cheira a elas.
Eles odeiam mulheres porque sim e porque alguém o tem de fazer!
Tu aqui,
Ela ali.
Faz isto, leva aquilo.
És bonita, faz bonito.
És grande, és Cinderela.
Forte forte? Faz-te forte.
Põe-te bonita, mostra-me bonita. Não exageres, não és nenhuma princesa (da Arábia Saudita.)
Os árabes odeiam mulheres e eles sabem e nós sabemos também.
(Eu não estou a dizer isto porque tenha sido alvo de qualquer crime terrivelmente pitoresco.)
Só sei que os árabes odeiam mulheres e não têm medo de o mostrar.
E quem é que os vai censurar? Até eu odeio as putas!
Os árabes odeiam mulheres como as mulheres odeiam herpes.
Os árabes odeiam mulheres como todos os homens odeiam fazer a barba todos os dias.
(Porque eles têm de lidar com elas todos os dias.) Como o ar que respiram e que cheira a elas.
Eles odeiam mulheres porque sim e porque alguém o tem de fazer!
Tu aqui,
Ela ali.
Faz isto, leva aquilo.
És bonita, faz bonito.
És grande, és Cinderela.
Forte forte? Faz-te forte.
Põe-te bonita, mostra-me bonita. Não exageres, não és nenhuma princesa (da Arábia Saudita.)
Sunday, September 16, 2012
Porque entre eles os dois - venha o carrasco e escolha. Ninguém vai conseguir dizer quem monta quem. Quem manda quem. Um diz mata, o outro diz esfola. Quem come quem. Hoje o menu sou eu e depois tu.
Eu custo --- X
E tu -------- XXX
A máquina não faz o fotógrafo e a cama não faz a foda. Nem toda a gente consegue ficar na foto.
1, 2, 3, 8. Descubra o elemento que falta.
Eles já conheciam os cantos ao colchão. O colchão não os conhecia a eles. Nem as paredes nem os tachos e nem sequer a banheira. Aquela banheira tão funda. Tão funda como as memórias com pó.
Hoje ela levou esporra no cabelo.
Eu custo --- X
E tu -------- XXX
A máquina não faz o fotógrafo e a cama não faz a foda. Nem toda a gente consegue ficar na foto.
1, 2, 3, 8. Descubra o elemento que falta.
Eles já conheciam os cantos ao colchão. O colchão não os conhecia a eles. Nem as paredes nem os tachos e nem sequer a banheira. Aquela banheira tão funda. Tão funda como as memórias com pó.
Hoje ela levou esporra no cabelo.
Saturday, September 15, 2012
Tuesday, September 4, 2012
tira as mãos de mim
tira-as de mim
tira tira
tira as mãos de cima de mim
de dentro de mim
de mim
tira essas mãos sujas
de mim
de dentro de mim.
não fui eu que te sujei de mimos.
(ela tirou, com tanta tanta força.)
Isto não é mania, é a minha cetose. E dá-me ganas de entrar em combustão. E a seguir vais tu e as tuas fotos e os teus tampões sujos. E o teu papel alérgico sujo e as tuas fronhas infecciosas manchadas de maquilhagem e de prazer comprado na loja da esquina.
Tira de mim essa promessa de horror, rancor e pudor. Tu já não tens nada que me pertença. Portanto, despede-te.
E agora tens de bater à porta do teu próprio quarto.
O quarto que chora.
O quarto que berra.
O quarto que cora quando se lhe aponta o dedo.
O quarto que agora achas que quero refazer.
Desfazer.
Enaltecer.
Ampliar.
Branquear.
Eu sei que me queres branquear na tua memória.
"Ele não era assim tão mau."
E agora ficas a pensar naquelas vezes em que querias ter dito algo.
E agora ficas a pensar se me devias ter dado o teu número. Eu prometi que só mandava boas notícias.
tira-as de mim
tira tira
tira as mãos de cima de mim
de dentro de mim
de mim
tira essas mãos sujas
de mim
de dentro de mim.
não fui eu que te sujei de mimos.
(ela tirou, com tanta tanta força.)
Isto não é mania, é a minha cetose. E dá-me ganas de entrar em combustão. E a seguir vais tu e as tuas fotos e os teus tampões sujos. E o teu papel alérgico sujo e as tuas fronhas infecciosas manchadas de maquilhagem e de prazer comprado na loja da esquina.
Tira de mim essa promessa de horror, rancor e pudor. Tu já não tens nada que me pertença. Portanto, despede-te.
E agora tens de bater à porta do teu próprio quarto.
O quarto que chora.
O quarto que berra.
O quarto que cora quando se lhe aponta o dedo.
O quarto que agora achas que quero refazer.
Desfazer.
Enaltecer.
Ampliar.
Branquear.
Eu sei que me queres branquear na tua memória.
"Ele não era assim tão mau."
E agora ficas a pensar naquelas vezes em que querias ter dito algo.
E agora ficas a pensar se me devias ter dado o teu número. Eu prometi que só mandava boas notícias.
Sunday, August 26, 2012
My girlfriend went to war. I was afraid she wouldn't come back.
I was really afraid.
I like to see her run marathons just to please me. She knows it's never enough.
I like to put her through loopholes and traps. I think of her as a recruit.
In the beginning she was too nice.
And if everything is too nice, something must be off.
Off-line, off-key, off-the-life-that-used-to-be me.
Off with her, off of her, off to go alone.
She's the kind of girl to ask everything twice.
She's the kind of girl to live with her ex-lover, ex-scissor and ex-murderer.
She didn't like my terms & conditions.
I'm going to FAQ every step of the way.
Wish me slut.
She was loved up, loved over, overloved? Undershared and underfucked, I said.
She's ADD, I'm OCD.
What am I gonna get out of this prisoner's dilemma?
Prison sex.
No sex.
Incest.
Straight jacket. To hell with it. She's my hell while I'm her mania.
I was really afraid.
I like to see her run marathons just to please me. She knows it's never enough.
I like to put her through loopholes and traps. I think of her as a recruit.
In the beginning she was too nice.
And if everything is too nice, something must be off.
Off-line, off-key, off-the-life-that-used-to-be me.
Off with her, off of her, off to go alone.
She's the kind of girl to ask everything twice.
She's the kind of girl to live with her ex-lover, ex-scissor and ex-murderer.
She didn't like my terms & conditions.
I'm going to FAQ every step of the way.
Wish me slut.
She was loved up, loved over, overloved? Undershared and underfucked, I said.
She's ADD, I'm OCD.
What am I gonna get out of this prisoner's dilemma?
Prison sex.
No sex.
Incest.
Straight jacket. To hell with it. She's my hell while I'm her mania.
Daqui é fácil pôr saudades na boca.
Daqui é fácil fazer corridas secretas para ver quem chega primeiro à porta da rua.
Daqui é fácil ligar para o 1171954 e desligar.
Daqui é fácil.
O orgasmo faz-me sentir suja
[aqui o amor está em construção.]
Daqui é fácil dizer que encontraste segredos por acaso - quando estavas a arrumar o quarto.
E também é fácil fingir que te comeram o TPC. E que te convenceram a comprar aquele pacote enorme de coisas que não precisas. Nem nunca vais precisar.
Aqui é fácil encontrar o bode. Não.
Aqui não é nada fácil encontrar as instruções. Eu vim sem instruções.
Thursday, August 23, 2012
Os corpos ficam viciados em felicidade ou infelicidade. Daí a repetição.
X é bom. Vamos repetir X.
Repetir pessoas não é mais do que repetir restaurantes.
Repetir posições não é mais do que escolher a mesa.
Repetir escolhas não é mais do que repetir padrões.
O segredo está no esfíncter. Porque os sonhos molhados também se tornam realidade.
X é bom. Vamos repetir X.
Repetir pessoas não é mais do que repetir restaurantes.
Repetir posições não é mais do que escolher a mesa.
Repetir escolhas não é mais do que repetir padrões.
O segredo está no esfíncter. Porque os sonhos molhados também se tornam realidade.
Thursday, August 16, 2012
Para ti não há momentos cristalizados na bolinha de água com flocos de neve que se dá no Natal.
Não há espaço na bagagem pesada demais para o aeroporto.
Nesta minha vida nova é tudo demasiado pesado. Não posso ter recados.
Talvez arranje tempo e escreva uma mensagem de garrafa. Com pedaços da minha falta de alma, um pingo de suor e talvez lágrimas de um querubim cansado.
Mas tu sabes que para ti só há trincheiras à beira-mar. Quem me manda as mãos contra mim, a mim me tem. As mãos não são só a ferramenta do demónio, mãe, são também a melhor aposta que Deus fez. Mas Ele falhou - deviam ter sido três.
Três tristes amantes
Três tristes triunfantes
Quem triunfa nunca erra (só chora)
E ele chorou e chorou e chorou.
Porque eu não abri a porta ao fantasma dele.
Ele pensava que era um floco de neve.
Mas eu não sou nenhum esquimó.
Hoje ouvi Mogwei e quase chorei as horas que lhe dei.
Não há espaço na bagagem pesada demais para o aeroporto.
Nesta minha vida nova é tudo demasiado pesado. Não posso ter recados.
Talvez arranje tempo e escreva uma mensagem de garrafa. Com pedaços da minha falta de alma, um pingo de suor e talvez lágrimas de um querubim cansado.
Mas tu sabes que para ti só há trincheiras à beira-mar. Quem me manda as mãos contra mim, a mim me tem. As mãos não são só a ferramenta do demónio, mãe, são também a melhor aposta que Deus fez. Mas Ele falhou - deviam ter sido três.
Três tristes amantes
Três tristes triunfantes
Quem triunfa nunca erra (só chora)
E ele chorou e chorou e chorou.
Porque eu não abri a porta ao fantasma dele.
Ele pensava que era um floco de neve.
Mas eu não sou nenhum esquimó.
Hoje ouvi Mogwei e quase chorei as horas que lhe dei.
Tuesday, August 14, 2012
vou ficar no meu cantinho
a fingir que não existo
se eu sou assim tão má
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se eu sou a origem de todos os teus males
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se eu agora não posso falar
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se estás tão mal assim comigo
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se estarias tão melhor sem mim
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se não contribuo para a tua felicidade
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
se não mereço o ar que respiro
vou ficar no meu cantinho
(a fingir que não existo)
A única diferença entre dormirmos sós ou acompanhados está no tamanho da cama.
O nosso sexo é uni-sexo, como as nossas roupas e os nossos cheiros.
Pés na boca, mãos no rabo.
O nosso sexo é uni-sexo, como as nossas roupas e os nossos cheiros.
Pés na boca, mãos no rabo.
Tudo faz sentido neste mundo ao contrário.
Só tenho ciúmes dele ter estado lá e eu não.
Só tenho ciúmes dele ter estado lá e eu não.
Só tenho inveja de quem te deu a mão.
Só temos medo de quem não pede perdão. Por nos interromper.
E se eu só comecei a gemer para imitar as actrizes pornográficas, tu só me deste flores para imitar os príncipes da Disney.
Onde os outros caem, nós saltitamos alegremente como uma menina escocesa bem comportada.
E se eu só comecei a gemer para imitar as actrizes pornográficas, tu só me deste flores para imitar os príncipes da Disney.
Onde os outros caem, nós saltitamos alegremente como uma menina escocesa bem comportada.
Thursday, August 9, 2012
I'm eating my boredom away. I guess that is the safest thing I can do right now.
I could even be as calm as a butterfly
but then, you'd have to die.
And that's not even half the lie.
The only difference between myself and a Christ
is the risk I'm willing to take
by letting myself cry.
cry for help
cry for sex
cry for meaningless shit
that no one's there
cry because you're happy
cry because you're not
cry when it rains
cry when it burns
your mouth
your stigmata
your stimuli
The thing that makes you wake up in the night and wish you had something you didn't ask for.
I could even be as calm as a butterfly
but then, you'd have to die.
And that's not even half the lie.
The only difference between myself and a Christ
is the risk I'm willing to take
by letting myself cry.
cry for help
cry for sex
cry for meaningless shit
that no one's there
cry because you're happy
cry because you're not
cry when it rains
cry when it burns
your mouth
your stigmata
your stimuli
The thing that makes you wake up in the night and wish you had something you didn't ask for.
Monday, August 6, 2012
isto às vezes parece um casamento arranjado. ninguém me aprende.
"partiste-me, agora compra-me."
ninguém quer saber de onde vou. ninguém questiona as minhas maneiras.
o quarto onde me puseram está cheio de fantasmas. antes de transplantar o fígado, não os via. agora não processo nada. e é como se estivesse constantemente com LSD no plasma.
os fantasmas só querem assustar.
e no fundo é bom que o quarto fique às escuras. ou que a lâmpada precise de ser trocada. dá-me mais liberdade de imaginar outras caras para ti.
o que vale é que esta família é emocionalmente daltónica.
"partiste-me, agora compra-me."
ninguém quer saber de onde vou. ninguém questiona as minhas maneiras.
o quarto onde me puseram está cheio de fantasmas. antes de transplantar o fígado, não os via. agora não processo nada. e é como se estivesse constantemente com LSD no plasma.
os fantasmas só querem assustar.
e no fundo é bom que o quarto fique às escuras. ou que a lâmpada precise de ser trocada. dá-me mais liberdade de imaginar outras caras para ti.
o que vale é que esta família é emocionalmente daltónica.
Monday, July 30, 2012
As agulhas entraram e alguém esqueceu-se de as tirar. Prefacio eu.
E ele tinha-me pedido o endereço de email no dia anterior. Eu sabia que, mais cedo (sem paciência) ou mais tarde (muito tempo nas mãos) eu ia chegar a invadir-lhe o espaço.
E ele perguntava-me o que têm de especial os meus lábios?
E eu respondia, que cheiram a virgem.
E eu perguntava-lhe o que têm de especial os teus olhos?
E ele respondia, que não vêem mais ninguém.
Eu disse-lhe, traz a mala cheia de mimos e de promessas e de esperanças. Sabes que eu não desisto de jogo nenhum.
Ele era gordinho e tinha pouca auto-estima. Ele era como um camponês pobre e gordinho. Ele não tinha uma esperança média de vida. Tinha uma esperança média de morte.
E ele tinha-me pedido o endereço de email no dia anterior. Eu sabia que, mais cedo (sem paciência) ou mais tarde (muito tempo nas mãos) eu ia chegar a invadir-lhe o espaço.
E ele perguntava-me o que têm de especial os meus lábios?
E eu respondia, que cheiram a virgem.
E eu perguntava-lhe o que têm de especial os teus olhos?
E ele respondia, que não vêem mais ninguém.
Eu disse-lhe, traz a mala cheia de mimos e de promessas e de esperanças. Sabes que eu não desisto de jogo nenhum.
Ele era gordinho e tinha pouca auto-estima. Ele era como um camponês pobre e gordinho. Ele não tinha uma esperança média de vida. Tinha uma esperança média de morte.
Monday, July 23, 2012
Tudo me corre bem. Mas ainda não estou satisfeita.
Fui ao frigorífico. Comi as minhas azeitonas favoritas. Mas ainda não estou satisfeita.
Sou mais bonita. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho dinheiro suficiente. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho saúde. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho tempo. Mas ainda não estou satisfeita.
Estou a poucas horas de ver o meu amor. Mas ainda não estou satisfeita.
Vou comer mais dois bocados de pão, pode ser que fique melhor.
A manteiga derretida assalta-me as gengivas. Aquele doce-salgado para o qual eu nasci. O meu favor preferido. O meu berço dourado.
(O meu pai não me levou à maternidade.)
E, na entropia de um sonho colorido com cheiro a batata-frita e promessas de algodão-doce, eu estou tudo menos satisfeita.
(O meu pai não me baptizou.)
Fui ao frigorífico. Comi as minhas azeitonas favoritas. Mas ainda não estou satisfeita.
Sou mais bonita. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho dinheiro suficiente. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho saúde. Mas ainda não estou satisfeita.
Tenho tempo. Mas ainda não estou satisfeita.
Estou a poucas horas de ver o meu amor. Mas ainda não estou satisfeita.
Vou comer mais dois bocados de pão, pode ser que fique melhor.
A manteiga derretida assalta-me as gengivas. Aquele doce-salgado para o qual eu nasci. O meu favor preferido. O meu berço dourado.
(O meu pai não me levou à maternidade.)
E, na entropia de um sonho colorido com cheiro a batata-frita e promessas de algodão-doce, eu estou tudo menos satisfeita.
(O meu pai não me baptizou.)
Saturday, July 21, 2012
e se tu não estás aqui, eu só posso fingir que falo contigo.
como não tenho nenhum transtorno esquizóide e tãopouco tenho dez anos, não posso literalmente falar com "amigos imaginários".Se calhar, facilitava-me a anormalidade.
Então vou-te deixando post-it's virtuais pelas redes sem fios onde me apanham. Palavras-passe, correio electrónico, links para os corpos que não tenho e para as caras que não vemos. Eu e tu viajamos por sítios que não têm a partícula de Deus a segurar quem somos.
Falas por cima de mim. Como naqueles filmes de terror em que o personagem secundário é possuído por um demónio. E, nesse momento, ouve-se as vozes dos dois actores. Tu por cima da minha voz. Eu falo com a tua boca.
EuTuEuTuEuTu
como não tenho nenhum transtorno esquizóide e tãopouco tenho dez anos, não posso literalmente falar com "amigos imaginários".Se calhar, facilitava-me a anormalidade.
Então vou-te deixando post-it's virtuais pelas redes sem fios onde me apanham. Palavras-passe, correio electrónico, links para os corpos que não tenho e para as caras que não vemos. Eu e tu viajamos por sítios que não têm a partícula de Deus a segurar quem somos.
Falas por cima de mim. Como naqueles filmes de terror em que o personagem secundário é possuído por um demónio. E, nesse momento, ouve-se as vozes dos dois actores. Tu por cima da minha voz. Eu falo com a tua boca.
EuTuEuTuEuTu
Thursday, July 19, 2012
Porque, na minha realidade pouco-alternativa, quem não me quer comer é meu inimigo.
Deve ser abatido a sangue mais ou menos frio.
Sou um santo sem moral e moro no último andar do inferno.
Eu como por ti.
Eu fodo por ti.
Eu mato por ti.
Olá, sou um vampiro simpático.
Sugo-te as mamas ao acordar.
Chupo-te as esperanças ao adormecer.
Preciso de inventar jogos para viver.
Imagino-te levantar, comer, ir trabalhar
e depois imito-te como um mimo desempregado.
Deve ser abatido a sangue mais ou menos frio.
Sou um santo sem moral e moro no último andar do inferno.
Eu como por ti.
Eu fodo por ti.
Eu mato por ti.
Olá, sou um vampiro simpático.
Sugo-te as mamas ao acordar.
Chupo-te as esperanças ao adormecer.
Preciso de inventar jogos para viver.
Imagino-te levantar, comer, ir trabalhar
e depois imito-te como um mimo desempregado.
Friday, July 13, 2012
E se um drogado quer sempre mais?
E se um obeso quer sempre mais?
O que vai ser de mim, quando trincar o teu prepúcio já não for suficiente? O que tens para me oferecer?
Enche-me de serotonina.
Deixa-me na carne dopamina.
Traz-me à cama oxitocina.
A nossa testosterona e o nosso estrogénio jogaram à batalha naval. E nós ficámos a ver.
t e e s s t t r o o s g t é e n r i o o n a
Quantos somos? Somos a soma que ainda ninguém fez.
E se um obeso quer sempre mais?
O que vai ser de mim, quando trincar o teu prepúcio já não for suficiente? O que tens para me oferecer?
Enche-me de serotonina.
Deixa-me na carne dopamina.
Traz-me à cama oxitocina.
A nossa testosterona e o nosso estrogénio jogaram à batalha naval. E nós ficámos a ver.
t e e s s t t r o o s g t é e n r i o o n a
Quantos somos? Somos a soma que ainda ninguém fez.
Kegel entende-me, sabe o que eu quero. E, principalmente, sabe do que eu preciso.
Kegel nos semáforos
Kegel na bomba de gasolina
Kegel no drive-in
Kegel no ginásio
Kegel até no local de trabalho.
Kegel no banho,
Kegel durante o Skype.
Kegel durante o jantar.
Kegel enquanto passo a ferro.
Kegel no supermercado.
Kegel no cabeleireiro.
Kegel enquanto me vejo ao espelho.
Kegel enquanto me venho.
Kegel nos semáforos
Kegel na bomba de gasolina
Kegel no drive-in
Kegel no ginásio
Kegel até no local de trabalho.
Kegel no banho,
Kegel durante o Skype.
Kegel durante o jantar.
Kegel enquanto passo a ferro.
Kegel no supermercado.
Kegel no cabeleireiro.
Kegel enquanto me vejo ao espelho.
Kegel enquanto me venho.
Thursday, July 12, 2012
de mim
até ti
sou eu
que vou
e não
me dou
a mais
nenhum
porque
só assim
sei que
sou
aquilo
que vai
chegar
ao fim
Ele dizia-me que sim todas as vezes. Ele dizia que eu era a melhor coisa que ele tinha. Ele não me queria actualizar. Ele dizia-me coisas cor-de-rosa ao ouvido. Eu saía dele como se saísse de um túnel escuro e húmido. Eu não me sentia nada cor-de-rosa com ele. Ele era uma pessoa nos meus ouvidos enferrujados. Eu não sabia latim tão bem como ele.
cheirar
a tua
carne
cor
carmim
o teu
amor
que não
é indolor
o teu
sofrer
que não
é incolor
todo
quero
-te
Tuesday, July 10, 2012
Quem me dera andar de baloiço. Ver a vida ir para trás das costas, suavemente. Quem me dera sentir sempre uma brisa agradável no rosto. Não precisar de tempestades nem bonanças. Deixar-me ir com as ondas calmas de um poço.
Nunca ter Norte. Nunca ter destino. Quem será este, o destino? Ele responde-me sempre tão tarde. Ele não me deixa ir brincar. Ele só me diz que é muito perigoso (brincar). Diz-me que temos de ter planos e soluções para tudo o que possa acontecer de errado. Diz-me que tenho de aprender a querer rebuçados e a não querer palmadas. Mas eu nem sou nada gulosa. Acho que sou ao contrário. Boneco triste.
Ele diz: uma recompensa pode muito facilmente tornar-se num castigo. Basta activar os comandos errados, usar a palavra errada ou colocar mal uma vírgula. E o jogo passa a ser outro.
Nunca ter Norte. Nunca ter destino. Quem será este, o destino? Ele responde-me sempre tão tarde. Ele não me deixa ir brincar. Ele só me diz que é muito perigoso (brincar). Diz-me que temos de ter planos e soluções para tudo o que possa acontecer de errado. Diz-me que tenho de aprender a querer rebuçados e a não querer palmadas. Mas eu nem sou nada gulosa. Acho que sou ao contrário. Boneco triste.
Ele diz: uma recompensa pode muito facilmente tornar-se num castigo. Basta activar os comandos errados, usar a palavra errada ou colocar mal uma vírgula. E o jogo passa a ser outro.
Mas eu só me pergunto: o que é o errado, então? Onde está a tabela dos prós e dos contras e dos certos e das cruzes e dos mais e dos menos? Quem a escreveu?
Sim, o meu modus operandi é como uma bulímica pensar que faz fisting à boca. Ele é o nível mais difícil, mas eu com ele sou mais que muitas (somos o que está para além do infinito.)
Sim, o meu modus operandi é como uma bulímica pensar que faz fisting à boca. Ele é o nível mais difícil, mas eu com ele sou mais que muitas (somos o que está para além do infinito.)
Monday, July 2, 2012
e eu juro que teria feito qualquer coisa.
e quando eu digo qualquer coisa, não digo escrever um poema.
compor uma música. comprar-te flores.
eu juro que até rapava o meu cabelo bonito só para ti.
que vendia as minhas botas brilhantes só para não teres ciúmes.
que desaparecia da vida dos meus amigos só para ter mais tempo para ti.
quem me dera que me tivesses dado a escolha. a escolha de eu, finalmente, fazer algo com significado.
quem me dera que me tivesses dado a oportunidade de salvar o mundo. o teu mundo. afinal de contas, tu salvaste o meu.
mas tu preferiste desistir do jogo, no intervalo. e agora choras. e tentas recuperar as fotos que rasgámos.
e agarras-te ao musgo das paredes.
e agarras-te às memórias que eu nunca guardei.
e agarras-te ao perdão que eu nos não dou.
e agarras-te àquilo que eu já não sou.
e quando eu digo qualquer coisa, não digo escrever um poema.
compor uma música. comprar-te flores.
eu juro que até rapava o meu cabelo bonito só para ti.
que vendia as minhas botas brilhantes só para não teres ciúmes.
que desaparecia da vida dos meus amigos só para ter mais tempo para ti.
quem me dera que me tivesses dado a escolha. a escolha de eu, finalmente, fazer algo com significado.
quem me dera que me tivesses dado a oportunidade de salvar o mundo. o teu mundo. afinal de contas, tu salvaste o meu.
mas tu preferiste desistir do jogo, no intervalo. e agora choras. e tentas recuperar as fotos que rasgámos.
e agarras-te ao musgo das paredes.
e agarras-te às memórias que eu nunca guardei.
e agarras-te ao perdão que eu nos não dou.
e agarras-te àquilo que eu já não sou.
Friday, June 29, 2012
Cortei-te os braços.
Cortei-te nos ombros, nos cotovelos, nos punhos e nos dedinhos.
Agora já nem podes pensar que me tocas e que mexes em mim. Agora podes voltar à tua ópera de quem finge e assume que finge (só para os estranhos.) Podes voltar à tua ópera de circos sem vida e sem final. Libertei-te da maldição de ser infeliz-cansado. Agora já sabes o que não queres. Podes voltar a desmembrar as Barbies só pelo gozo de ver que elas não sangram (tu pensavas que eu era uma Barbie mas eu sou melhor que urânio.)
PS: um miminho.
Cortei-te nos ombros, nos cotovelos, nos punhos e nos dedinhos.
Agora já nem podes pensar que me tocas e que mexes em mim. Agora podes voltar à tua ópera de quem finge e assume que finge (só para os estranhos.) Podes voltar à tua ópera de circos sem vida e sem final. Libertei-te da maldição de ser infeliz-cansado. Agora já sabes o que não queres. Podes voltar a desmembrar as Barbies só pelo gozo de ver que elas não sangram (tu pensavas que eu era uma Barbie mas eu sou melhor que urânio.)
PS: um miminho.
Tuesday, June 26, 2012
Monday, June 25, 2012
Procuraste uma saída de emergência em mim
Pegaste nas chaves do teu carro
Nas chaves da tua casa
Eu peguei nas chaves-do-teu-corpo
Arrependeste-te e agora tens pesadelos comigo
Naquele bar
Naquela casa de amigos em comum
Naquele frenesim alcoólico
Que no fundo era só uma desculpa para te esqueceres de mim
Para esqueceres que me querias a mim
O comando para me desbloqueares no teu jogo "dos namorados e dos amantes"
Acho que ficou com um erro no algoritmo
E agora tens de instalar tudo de novo
Mas eu acho que preferes viver com o erro.
Eu preferiria viver contigo, mesmo que errada.
Assim, assim não me prestas para nada.
Pegaste nas chaves do teu carro
Nas chaves da tua casa
Eu peguei nas chaves-do-teu-corpo
Arrependeste-te e agora tens pesadelos comigo
Naquele bar
Naquela casa de amigos em comum
Naquele frenesim alcoólico
Que no fundo era só uma desculpa para te esqueceres de mim
Para esqueceres que me querias a mim
O comando para me desbloqueares no teu jogo "dos namorados e dos amantes"
Acho que ficou com um erro no algoritmo
E agora tens de instalar tudo de novo
Mas eu acho que preferes viver com o erro.
Eu preferiria viver contigo, mesmo que errada.
Assim, assim não me prestas para nada.
Teoria do caos
Uma borboleta bate as asas aqui
E tu sentes aí
Continentes depois
Ameaças e perdões
Dizes que me amas
Sinto um arrepio na espinha
Finjo que te ouço
Arrependo-me da magia
Não passas de um fantasma
Amigo imaginário
Amor inventado
Amor inventado
A poesia do nosso amor inventado
Nem sei como fui cair
Na armadilha mais cinzenta
De pensar que sinto coisas
Por uma porta tão poeirenta
Não deixa de ser irónico
Estou sempre tão sozinha
Porque vou eu procurar companhia
Numa pessoa assim tão fria?
Não passas de um fantasma
Amigo imaginário
Amor inventado
Amor inventado
A poesia do nosso amor inventado
Não deixa de ser irónico
Estou sempre tão sozinha
Porque vou eu procurar afecto
Em alguém que não está perto?
Não passas de um fantasma
Quero a realidade
Amigo imaginário
Quero alguém real
Amor inventado
A nossa poesia está morta
------------------------------ ------------------------------ --------
Chaos Theory
A butterfly flaps it's wings here
but you feel it there
Continents afar
threats and apologies in a jar
You tell me you love me
I feel it in my bones
I pretend that I hear you
but all the magic's gone
you're nothing but a ghost
my imaginary friendly ghost
this is make-believe love
this is make-believe love
shitty poetry of make-believe love
I can't believe I was to fall
for the most unbelievable trap
I can't believe I was to feel
for such an untouchable sight
It's still kind of ironic
that I'm always so alone
how could I ever go seek company
in someone so utterly cold?
you're nothing but a ghost
my imaginary friendly ghost
this is make-believe love
this is make-believe love
shitty poetry of make-believe love
It's still kind of ironic
that I'm always so alone
how could I ever look for care
In someone who would never dare?
you're nothing but a ghost
I want reality now, please
my imaginary friendly ghost
I want someone real now, please
this is make-believe love
our poetry is dead, now
Thursday, June 21, 2012
Ensina-me a amar-te. Eu sou pan-saciável, tu és pan-sociável. Somos os perfeitos estranhos para vagabundiar estas ruas apaixonadas. Pedintes
de tempo, amor e dinheiro. Como companhia, cappuccinos e cocaína.
Conta-me as vezes que queres ver o meu esqueleto. Conta-me todos os planos esquisitos que tens para nós. Conta-me as histórias que pensámos. Conta-me os caminhos que tomámos. Conta-me as rezas que rezámos no altar e os infernos que não chorámos. Eu prometo que não lhes conto nada do nosso amor. Só se eles pedirem muito.
Eles pensam que os pixéis da dúvida e os semáforos de Kegel não me ensinaram nada de novo. Mas nós sabemos que só me fizeram mais forte e sobre-humana. A humana de cima. (Aquela sobre quem os teus pais te avisaram.) Os meus pais e as minhas mães só me deixam mais confusa.
Ontem o tempo foi-me ao cú e eu não te disse nada. Os nossos segredos não são cor-de-rosa, mas deviam ser verdades universais. Tu sabes as minhas mentiras todas porque tu estavas lá. Tu mandaste no tempo, tanto como eu. (Porque nós somos universais.)
Ele usa a minha pele como um tatuador cego. Ele não precisa de saber o meu nome porque me cheira à distância. A distância anestesia-nos aos dois.
Conta-me as vezes que queres ver o meu esqueleto. Conta-me todos os planos esquisitos que tens para nós. Conta-me as histórias que pensámos. Conta-me os caminhos que tomámos. Conta-me as rezas que rezámos no altar e os infernos que não chorámos. Eu prometo que não lhes conto nada do nosso amor. Só se eles pedirem muito.
Eles pensam que os pixéis da dúvida e os semáforos de Kegel não me ensinaram nada de novo. Mas nós sabemos que só me fizeram mais forte e sobre-humana. A humana de cima. (Aquela sobre quem os teus pais te avisaram.) Os meus pais e as minhas mães só me deixam mais confusa.
Ontem o tempo foi-me ao cú e eu não te disse nada. Os nossos segredos não são cor-de-rosa, mas deviam ser verdades universais. Tu sabes as minhas mentiras todas porque tu estavas lá. Tu mandaste no tempo, tanto como eu. (Porque nós somos universais.)
Ele usa a minha pele como um tatuador cego. Ele não precisa de saber o meu nome porque me cheira à distância. A distância anestesia-nos aos dois.
Wednesday, June 20, 2012
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
des - culpa
"A culpa não é minha." A culpa não é. A culpa não tem desculpa e o pior é o que não tem perdão.
Jesus só não perdoava quem negasse a existência do Espírito Santo.
Qual é o pecado nosso de cada dia?
Eu peco as vezes que forem precisas. Até que já não te lembres qual era a minha razão.
Ela não sabia o que dizia.
Ela não sabia o que queria.
Ela não sabia bem em que pensava
quando dizia que o feria.
Ela não servia para ninguém.
Ela servia-se a si própria.
Ela contava-se pelos dedos
de uma menina pouco corajosa.
Ela dizia que gostava do caos.
Ela nunca lhe disse que gostava do caos.
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
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"A culpa não é minha." A culpa não é. A culpa não tem desculpa e o pior é o que não tem perdão.
Jesus só não perdoava quem negasse a existência do Espírito Santo.
Qual é o pecado nosso de cada dia?
Eu peco as vezes que forem precisas. Até que já não te lembres qual era a minha razão.
Ela não sabia o que dizia.
Ela não sabia o que queria.
Ela não sabia bem em que pensava
quando dizia que o feria.
Ela não servia para ninguém.
Ela servia-se a si própria.
Ela contava-se pelos dedos
de uma menina pouco corajosa.
Ela dizia que gostava do caos.
Ela nunca lhe disse que gostava do caos.
Monday, June 18, 2012
O Hugo é rei.
O Hugo quando não é rei, não sabe o que ser.
O Hugo não sabe o que há-de ser e depois é tudo.
Quando ele não consegue ser tudo
Ele tira-te as meias.
O Hugo quando não é rei, não sabe o que ser.
O Hugo não sabe o que há-de ser e depois é tudo.
Quando ele não consegue ser tudo
Ele tira-te as meias.
O Hugo diz que não é um ditador.
Ele só gosta muito das suas mascotes,
bonecas-de-trapos, pupilos, órfãs, soldadinhos-de-chumbo.
O Hugo sempre estimou muito os seus brinquedos.
O Hugo não tem pretensões; só intenções e recomendações.
O Hugo não é só um vírus: ele é a vacina também.
O Hugo não tem pretensões; só intenções e recomendações.
O Hugo não é só um vírus: ele é a vacina também.
Ele é como uma mensagem que tu não recebeste a tempo.
Autodestrói-se ao pequeno-almoço.
O Hugo pode ser tudo e também se pode tornar em nada.
O Hugo pode ser tudo e também se pode tornar em nada.
Ele esconde as mãos atrás das costas.
O mal O bem
Dá-te a escolha só para depois te dar a mão.
O Hugo não pode ser confundido com a plebe.
O Hugo não come marca branca.
O Hugo não passa cheques.
O Hugo não dá segundas hipóteses.
Ele não marca os testes.
Ele não diz que não.
Ele não pede perdão.
Wednesday, June 13, 2012
Os meus joelhos desistem de mim. Não sei se é porque a minha consciência pesa demasiado ou porque quero ser mais leve que o ar. Andar de ar em ar.
Mas por mais portas a que eu bata, eles não acreditam em mim. Nem sequer depois ver o brilho nos meus globos oculares, refletindo docemente a luz e as letras da música romântica que ouvimos ontem; nem sequer depois de ouvir o chamado do amor nas minhas palavras tristes.
Porque é que só me mentem de noite? Os meus joelhos não param de tremer assim que me aproximo delas. Elas nunca saem dos baloiços - parece que me querem chatear. Os abismos que elas carregam podem não ser cor-de-rosa, mas eu sei que a carne vai refletir a paixão das nossas horas.
Serás tu a luz que nunca se vai apagar? Tu, que por entre tons mais ou menos cor-de-rosa, por entre mentiras mais ou menos brancas, por entre todos aqueles ares que eu já visitei. Ou és só mais um truque de cartas que eu nunca vou entender? Decide-te. Ou eu decido por ti. De zero a mil quanto é que me vais chatear hoje?
Quantas vezes me queres matar hoje?
De quantas maneiras me queres torturar hoje?
O relógio marca uma quase-hora, só para nos fazer crer que estamos sempre atrasados.
E, para parecer que fiz sempre tudo bem, vou ao dicionário de desculpas. Eu só tenho meninas no Facebook porque não posso tê-las na vida real.
Mas por mais portas a que eu bata, eles não acreditam em mim. Nem sequer depois ver o brilho nos meus globos oculares, refletindo docemente a luz e as letras da música romântica que ouvimos ontem; nem sequer depois de ouvir o chamado do amor nas minhas palavras tristes.
Porque é que só me mentem de noite? Os meus joelhos não param de tremer assim que me aproximo delas. Elas nunca saem dos baloiços - parece que me querem chatear. Os abismos que elas carregam podem não ser cor-de-rosa, mas eu sei que a carne vai refletir a paixão das nossas horas.
Serás tu a luz que nunca se vai apagar? Tu, que por entre tons mais ou menos cor-de-rosa, por entre mentiras mais ou menos brancas, por entre todos aqueles ares que eu já visitei. Ou és só mais um truque de cartas que eu nunca vou entender? Decide-te. Ou eu decido por ti. De zero a mil quanto é que me vais chatear hoje?
Quantas vezes me queres matar hoje?
De quantas maneiras me queres torturar hoje?
O relógio marca uma quase-hora, só para nos fazer crer que estamos sempre atrasados.
E, para parecer que fiz sempre tudo bem, vou ao dicionário de desculpas. Eu só tenho meninas no Facebook porque não posso tê-las na vida real.
Friday, June 8, 2012
Sou aquilo que tu torceste para eu não ser.
Sou aquilo que temias.
Aquilo que menos querias.
A maçã podre do cesto.
Sim, sou a puta da tua vizinha que nunca baixa o som do fado.
Sou cabra da tua ex-mulher que não te veja ver as crias.
Sou a equação que nunca se resolve; a gramática incorrecta; o jogador que só atrapalha.
Sou, sobretudo, a lâmpada que todo o mês se avaria.
Sou o 2 em 1 de azares em promoção-do-dia.
Sou o pacote de políticas que não ajuda ninguém.
Sou o espelho que nunca te responde e a televisão que nunca dá boas notícias.
Sou a coragem que nunca tiveste e o amor que não encontraste.
As vísceras que não desenhaste. O molho de tomate que fingiste ser sangue. Não cortes mais.
Já ninguém acredita.
Sou aquilo que temias.
Aquilo que menos querias.
A maçã podre do cesto.
Sim, sou a puta da tua vizinha que nunca baixa o som do fado.
Sou cabra da tua ex-mulher que não te veja ver as crias.
Sou a equação que nunca se resolve; a gramática incorrecta; o jogador que só atrapalha.
Sou, sobretudo, a lâmpada que todo o mês se avaria.
Sou o 2 em 1 de azares em promoção-do-dia.
Sou o pacote de políticas que não ajuda ninguém.
Sou o espelho que nunca te responde e a televisão que nunca dá boas notícias.
Sou a coragem que nunca tiveste e o amor que não encontraste.
As vísceras que não desenhaste. O molho de tomate que fingiste ser sangue. Não cortes mais.
Já ninguém acredita.
Thursday, June 7, 2012
Sim, estou a juntar as minhas tropas.
Não, não quero alianças contigo.
Sim, vou ocupar a paisagem.
Tudo aquilo que vês e até aquilo que não vês - é meu.
Tudo aquilo que querias, tudo aquilo que não quiseste - vai ser meu.
Não, não é um simulador.
Não, não sou de plástico como tu.
A cruz sempre esteve no mapa. Tu fugiste do tesouro. Menina orgulhosa e teimosa, quiseste ir no sentido contrário. Boa sorte com esse azar. Vitíma ou besta? Escolhe um.
Não, não quero alianças contigo.
Sim, vou ocupar a paisagem.
Tudo aquilo que vês e até aquilo que não vês - é meu.
Tudo aquilo que querias, tudo aquilo que não quiseste - vai ser meu.
Não, não é um simulador.
Não, não sou de plástico como tu.
A cruz sempre esteve no mapa. Tu fugiste do tesouro. Menina orgulhosa e teimosa, quiseste ir no sentido contrário. Boa sorte com esse azar. Vitíma ou besta? Escolhe um.
Saturday, June 2, 2012
quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu
sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem
vou-te matar e nem vais piar. não vais espernear como pensavas que ias. como fantasiaste que ias. imaginaste-nos a gemer durante horas, dias a fio. sofrimento prolongado e ignorado com todas as forças do teu ser. pois bem, agora aqui me tens. e não venho com mensagens nem avisos. eu sei que querias pelo menos um aviso. uma bandeirinha, um estalido.
o único som que vais ouvir vai ser a arma a encaixar no teu queixo. foram feitos um para o outro. sabias que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. sabias que não valia a pena procurares-me. sabias que, no dia e hora certos, eu iria aparecer. talvez não seja como imaginaste. mas eu sei que hoje vais dormir melhor. toda a gente dorme melhor depois.
sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem
vou-te matar e nem vais piar. não vais espernear como pensavas que ias. como fantasiaste que ias. imaginaste-nos a gemer durante horas, dias a fio. sofrimento prolongado e ignorado com todas as forças do teu ser. pois bem, agora aqui me tens. e não venho com mensagens nem avisos. eu sei que querias pelo menos um aviso. uma bandeirinha, um estalido.
o único som que vais ouvir vai ser a arma a encaixar no teu queixo. foram feitos um para o outro. sabias que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. sabias que não valia a pena procurares-me. sabias que, no dia e hora certos, eu iria aparecer. talvez não seja como imaginaste. mas eu sei que hoje vais dormir melhor. toda a gente dorme melhor depois.
E hoje, hoje chorei só do olho esquerdo
E só te recordei com o hemisfério lateral esquerdo
E só sangrei do ventrículo esquerdo.
E só ouvi a tua voz pelo ouvido esquerdo
E acho que só disse meias verdades
E acho que quase te senti na pele
Quase havia electricidade no ar
Penso que te mostrei um meio sorriso
Com esta minha meia felicidade
Tenho-te às metades, esquartejado
Apesar de tudo, os dias têm o dobro das horas.
A dor vem em dobro, o prazer vem às metades.
Tu foste uma ideia genial que Deus, provavelmente, não teve sozinho.
E só te recordei com o hemisfério lateral esquerdo
E só sangrei do ventrículo esquerdo.
E só ouvi a tua voz pelo ouvido esquerdo
E acho que só disse meias verdades
E acho que quase te senti na pele
Quase havia electricidade no ar
Penso que te mostrei um meio sorriso
Com esta minha meia felicidade
Tenho-te às metades, esquartejado
Apesar de tudo, os dias têm o dobro das horas.
A dor vem em dobro, o prazer vem às metades.
Tu foste uma ideia genial que Deus, provavelmente, não teve sozinho.
Thursday, May 31, 2012
Vais ficar enterrado
nas areias movediças de mim
como todas as fantasias obsoletas.E se eu deixo passar um dia em que não sinto a estalactite perfurar-me o diafragma então é porque não pensei no luto o suficiente. Ofendo a tua memória. Ofendo todos os momentos felizes que partilhámos. Ofendo-nos ao não sofrer.
Hoje passei o dia numa ilusão-sonho. Estive o dia todo num sonho-sonâmbulo-acordado. Começava com uma mentira. Depois, eu imaginava a verdade. Depois, ligava o ponto 23 ao ponto 24. Depois, o desenho formava-se-me na pálpebra mas ao contrário. E eu pensava que era assim que fazia sentido. Parecia que me estavas a esconder a surpresa. Uma grande surpresa no dia de Natal - mas tu estavas a fingir que ainda não era Natal. Ou pior, que o Natal já tinha passado. E eu - só de imaginar que podia estar a sonhar - chorava. Queria esfaquear a realidade e passar para uma utopia melhor - em que todas as mentiras faziam sentido porque me estavam a dar esperanças. As esperanças sabiam a açúcar em pó. O pó que fica nos meus brinquedos quando estás comigo.
Sunday, May 27, 2012
"Liga-me."
Não sabias que eu iria ter o telefone dentro de mim quando ligasses. Não sabias quem eu ia ter dentro de mim quando me quisesses.
E tu pensavas que ias ter um jantar à luz das velas. Não sabias que elas iam ficar tão bem espetadas nos teus belos olhos verdes.
E pensavas que o sangue que ia descer pelas tuas pernas ia ser a menstruação misturada com a água do banho pós-coital - o meu duche favorito. Mas claro, também não sabias que um cacto podia ir tão longe não é? Afinal é só uma planta. Eu ofereci-te o cacto para saberes como é a sensação. De quereres desesperadamente ser tocada por alguém mas só causares dor. Cala-te, não menosprezes a minha emoção. Não faças pouco do meu amor-obsessão. Esse sorriso lindo que me dás não sabe que eu sonho todos os dias arrancá-lo do lugar. Eu não estava a brincar quando disse "um dia destes parto-te o sorriso".
O dia chegou e deixa-me que te diga: tens os caninos tortos mais bonitos que alguma vez vi. E os molares, rasgados da carne festiva, esses são os mais doces que já me passaram pelas papilas gustativas. Sim, não foi acidente quando te toquei no dente enquanto nos beijávamos. Não foi acidente.
Pensavas que eu te ia levar àquele bosque muito encantado porque disseste que adoravas uma das árvores mais que todas as outras. Não sabias que eu ia acelerar o carro deixando-te abraçar eternamente o seu tronco. Esmurrar a tua bela face contra o vidro partido. Epiderme, sílica, fauna. O meu quadro mais moderno.
Não sabias que eu iria ter o telefone dentro de mim quando ligasses. Não sabias quem eu ia ter dentro de mim quando me quisesses.
E tu pensavas que ias ter um jantar à luz das velas. Não sabias que elas iam ficar tão bem espetadas nos teus belos olhos verdes.
E pensavas que o sangue que ia descer pelas tuas pernas ia ser a menstruação misturada com a água do banho pós-coital - o meu duche favorito. Mas claro, também não sabias que um cacto podia ir tão longe não é? Afinal é só uma planta. Eu ofereci-te o cacto para saberes como é a sensação. De quereres desesperadamente ser tocada por alguém mas só causares dor. Cala-te, não menosprezes a minha emoção. Não faças pouco do meu amor-obsessão. Esse sorriso lindo que me dás não sabe que eu sonho todos os dias arrancá-lo do lugar. Eu não estava a brincar quando disse "um dia destes parto-te o sorriso".
O dia chegou e deixa-me que te diga: tens os caninos tortos mais bonitos que alguma vez vi. E os molares, rasgados da carne festiva, esses são os mais doces que já me passaram pelas papilas gustativas. Sim, não foi acidente quando te toquei no dente enquanto nos beijávamos. Não foi acidente.
Pensavas que eu te ia levar àquele bosque muito encantado porque disseste que adoravas uma das árvores mais que todas as outras. Não sabias que eu ia acelerar o carro deixando-te abraçar eternamente o seu tronco. Esmurrar a tua bela face contra o vidro partido. Epiderme, sílica, fauna. O meu quadro mais moderno.
Tuesday, May 22, 2012
Mais um capítulo, menos uma flecha para atirar. É o início do amanhã e ainda nem está de noite.
Bebo sal ao acordar e bebo sal ao adormecer. O sal não é do nosso valor mas sabe bem na mesma. Dizer que te amo só abrevia a dor ou acrescenta uma vírgula ao bom dia e ao até já. E este avião não vai ser abreviado. Infelizmente este avião não vai cair na ilha.
Talvez eu caia no rio e a corrente me leve de volta. Ter com aquele que me lança pólvora para os olhos durante a noite. Ele não faz por mal, mãe.
Ele desbloqueou um nível mais avançado de fazer pipocas doces. Mais uma colher de acúçar, mais um tremor de pernas. Eu não estou a dizer que ele me põe chocolate líquido na ponta dos pés e depois come. Nem que polvilha a minha barriga de canela em pó e depois sopra. Não estou a contar o que ele fez com as uvas, os chocolates Baci ou os tomates-cereja. Só estou a dizer que estou com náuseas da maresia. Ou então o Peter Pan fez-me um filho.
Bebo sal ao acordar e bebo sal ao adormecer. O sal não é do nosso valor mas sabe bem na mesma. Dizer que te amo só abrevia a dor ou acrescenta uma vírgula ao bom dia e ao até já. E este avião não vai ser abreviado. Infelizmente este avião não vai cair na ilha.
Talvez eu caia no rio e a corrente me leve de volta. Ter com aquele que me lança pólvora para os olhos durante a noite. Ele não faz por mal, mãe.
Ele desbloqueou um nível mais avançado de fazer pipocas doces. Mais uma colher de acúçar, mais um tremor de pernas. Eu não estou a dizer que ele me põe chocolate líquido na ponta dos pés e depois come. Nem que polvilha a minha barriga de canela em pó e depois sopra. Não estou a contar o que ele fez com as uvas, os chocolates Baci ou os tomates-cereja. Só estou a dizer que estou com náuseas da maresia. Ou então o Peter Pan fez-me um filho.
Wednesday, May 16, 2012
a abelha que pousa no punho que entra e sai e entra e sai
a abelha não pica mas também não come. a abelha berra e chora e lá vai mamando
os meus meninos preferidos estão na prateleira do móvel da sala com vista para o parque.
as meninas, essas, como são feias e porcas, ficam no canto mais escuro do quarto. e à noite, quando me deito com a minha mulher, obrigo-as a ouvir-nos enquanto fazemos amor. também as obrigo a abrir as perninhas quando não vão a minha casa na hora de almoço da escolinha. na minha memória ficam queimadas as velinhas que acendo e cuja cera lhes chove nos pézinhos. na minha memória fica pisado o sangue que jorra das suas coninhas. um dedo, dois dedos, três dedinhos.
a Maria adora manteiga de amendoim. a Maria é a minha cadela.
a pílula da Maria é a diversão dos meus meninos. eles ficam muito aliviados quando eu lhes deixo brincar com ela.
as meninas, essas são levadas para a cozinha tal como manda a tradição. só que, para me divertir um pouco mais, coloco-lhes as trelas suplentes e digo-lhes que é a nossa nova brincadeira. elas gostam muito de brincar aos cãezinhos. até quando lhes digo que a pipi delas é como uma fatia de pão-rico e a Maria não morde. depois, depois o meu orgasmo é simplesmente burocrático.
a abelha não pica mas também não come. a abelha berra e chora e lá vai mamando
os meus meninos preferidos estão na prateleira do móvel da sala com vista para o parque.
as meninas, essas, como são feias e porcas, ficam no canto mais escuro do quarto. e à noite, quando me deito com a minha mulher, obrigo-as a ouvir-nos enquanto fazemos amor. também as obrigo a abrir as perninhas quando não vão a minha casa na hora de almoço da escolinha. na minha memória ficam queimadas as velinhas que acendo e cuja cera lhes chove nos pézinhos. na minha memória fica pisado o sangue que jorra das suas coninhas. um dedo, dois dedos, três dedinhos.
a Maria adora manteiga de amendoim. a Maria é a minha cadela.
a pílula da Maria é a diversão dos meus meninos. eles ficam muito aliviados quando eu lhes deixo brincar com ela.
as meninas, essas são levadas para a cozinha tal como manda a tradição. só que, para me divertir um pouco mais, coloco-lhes as trelas suplentes e digo-lhes que é a nossa nova brincadeira. elas gostam muito de brincar aos cãezinhos. até quando lhes digo que a pipi delas é como uma fatia de pão-rico e a Maria não morde. depois, depois o meu orgasmo é simplesmente burocrático.
Tuesday, May 15, 2012
escreveste na pele a nota de suicídio que deus te deu.
ele nunca soube escrever correctamente e, por isso, a mensagem perdia-se
e eu sei que vocês brincavam muito aos puzzles, mas agora és tu quem mexe as peças
(ele já te ensinou tudo o que tinhas para aprender)
- Olá, sou o teu alter ego mais bonito e simpático
o batom na tua pele já perdeu o brilho e o sabor a morango
as palavras, essas, são eternas mesmo que tenhas Alzheimer
não gritem tanto - os poetas não gritam. os sociopatas não gritam. os espertos não gritam. os pais nunca gritam. os namorados nunca gritam. as amantes nunca gritam. as princesas nunca gritaram.
a tua pele nunca arrepiou. e já não roemos as unhas. sabemos fingir horrores. já não há que ter medo.
ele nunca soube escrever correctamente e, por isso, a mensagem perdia-se
e eu sei que vocês brincavam muito aos puzzles, mas agora és tu quem mexe as peças
(ele já te ensinou tudo o que tinhas para aprender)
- Olá, sou o teu alter ego mais bonito e simpático
o batom na tua pele já perdeu o brilho e o sabor a morango
as palavras, essas, são eternas mesmo que tenhas Alzheimer
não gritem tanto - os poetas não gritam. os sociopatas não gritam. os espertos não gritam. os pais nunca gritam. os namorados nunca gritam. as amantes nunca gritam. as princesas nunca gritaram.
a tua pele nunca arrepiou. e já não roemos as unhas. sabemos fingir horrores. já não há que ter medo.
Wednesday, May 9, 2012
Forever is out for the weekend.
Why don't you sit next to Here and Now?
I'm gonna go get us some drinks from Jobless and Drunk.
Hi, Smart! Have you heard the latest from Slut?
Romance is dead and gone.
Nerd is the new Cool and Wittiness is the new Attractive.
So, why don't we get over Love, who ran away with Lust and just fuck our brains out off the pill cases and STD's our parents and shrinks warned us about?
Worst case scenario, my balloon-heart pops out as needle-like snake Always comes around.
Why don't you sit next to Here and Now?
I'm gonna go get us some drinks from Jobless and Drunk.
Hi, Smart! Have you heard the latest from Slut?
Romance is dead and gone.
Nerd is the new Cool and Wittiness is the new Attractive.
So, why don't we get over Love, who ran away with Lust and just fuck our brains out off the pill cases and STD's our parents and shrinks warned us about?
Worst case scenario, my balloon-heart pops out as needle-like snake Always comes around.
Saturday, May 5, 2012
- O que te traz aqui?
- Se eu tivesse um botão de partilhar, o amanhã não tinha razões para não existir.
- O que esperas retirar daqui? Partilhas a tua pele?
- Eu sou uma menina muito má. Sou egoísta. Não partilho os meus brinquedos. Mas dou-me todos os dias um bocadinho à almofada.
- Como te sentes em relação a isso?
- Mereço ser castigada. E eu sei que não vai ser com carimbo roxo na epiderme. Se calhar ajudava. Mas prefiro lixívia ao chegar a casa.
- Se calhar um chip de GPS. Se bem que um duche de lixívia também não faz mal a ninguém.
- Não mereço a lixívia?
- Queres perder a liberdade.
- Porque não?
- Porque todos queremos regras.
- Mas só se for lixívia marca branca. [Fiz unlock aos meus poderes.]
- Se eu tivesse um botão de partilhar, o amanhã não tinha razões para não existir.
- O que esperas retirar daqui? Partilhas a tua pele?
- Eu sou uma menina muito má. Sou egoísta. Não partilho os meus brinquedos. Mas dou-me todos os dias um bocadinho à almofada.
- Como te sentes em relação a isso?
- Mereço ser castigada. E eu sei que não vai ser com carimbo roxo na epiderme. Se calhar ajudava. Mas prefiro lixívia ao chegar a casa.
- Se calhar um chip de GPS. Se bem que um duche de lixívia também não faz mal a ninguém.
- Não mereço a lixívia?
- Queres perder a liberdade.
- Porque não?
- Porque todos queremos regras.
- Mas só se for lixívia marca branca. [Fiz unlock aos meus poderes.]
Friday, May 4, 2012
a tua felicidade é uma viagem, não é uma corrida
aquele botão não diz "tentar novamente"; diz: "actualizar ou cancelar "
também a levo na retina, onde ficou cravada em estado de permanência temporária
é um ficheiro temporário que eventualmente o sistema vai apagar
às vezes, também o deserto do Saara perde grãos de areia
às vezes amo menos coisas
às vezes amo coisas a mais
às vezes tenho medo do que vou amar demasiado
às vezes tenho medo de mim próprio
olhar-me ao espelho e não ver o baloiço onde te sentas
o meu espelho é tanto a rede que nos separa quanto o monstro que vês em mim
tu e eles sempre
e eu acabo por te detestar cada vez que uso uma vírgula
a distância que nos separa não é mais que uma vírgula
e corrige-me se estiver errado - isto dói-me tanto a mim como a ti
talvez doa em lugares diferentes
sim, dói, disse ela
ela disse e confirmou
e depois ouvi-a dizer que mentia com todos os dentes de leite que ainda tinha
e depois ainda pergunta se acha que é bonito mentir
eu disse-lhe achas que eu menti achas mesmo que eu te minto
e eu disse-lhe: se colocares este
papel na horizontal
vais ver o bater
do meu coração
exactamente como
ele bateu hoje
quando te vi
vi o teu sorriso
e morri
Tuesday, May 1, 2012
E se não percebes as minhas mensagens codificadas vê se percebes isto: gosto da maneira como os teus genes e cromossomas interagem uns com os outros. Adoro os alelos e as moléculas que se cruzam e formam novos pedacinhos de ti. E gosto muito de tudo o que fizeram para, cá fora, a tua máquina ser mais bonita que as outras. Para que os teus poros gostassem dos meus poros. Nós sabemos que eles têm vontade própria. Eles sabem o que querem. E sabem o que é melhor para nós.
E é por isso que eu (máquina) gosto da tua espiral dextrógira. Ela vai melhorar a minha. (Tu vais melhorar a mim.) A nossa árvore não tem fim. E lá, no cimo do olimpo, elas ainda se vão rir das nossas máquinas e poros. (Os meus também gritam pelos teus.)
E desculpa se tenho um problema de expressão.
E é por isso que eu (máquina) gosto da tua espiral dextrógira. Ela vai melhorar a minha. (Tu vais melhorar a mim.) A nossa árvore não tem fim. E lá, no cimo do olimpo, elas ainda se vão rir das nossas máquinas e poros. (Os meus também gritam pelos teus.)
E desculpa se tenho um problema de expressão.
Saturday, April 28, 2012
Por que insistes em aparecer quando não há sol?
Por que entras pela porta que tu próprio fechaste e ficas pela ombreira? Esperas alguma revelação ou, quem sabe, maldição?
Não me exponhas à tua felicidade re-descoberta. Não precisaste de mim para me odiares.
Se precisas de auto-validação, sabes onde me encontrar. Mas tu sabes que isso me dói. Fazes-me doer.
Sabes que caminho apressado de um lado para o outro. Do outro lado da porta, imagino o teu respirar. Imagino que me vais fazer uma surpresa e tocar à campainha. Eu nunca atendo a campainha porque, apesar de sonhar contigo todos os dias, sei que não vens. Eu sei que não gostas de surpresas.
adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-
adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-
adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-
adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-odeio-te-adoro-te-
amor 82,5 ódio 82,5
No ciclo para o qual me atraíste eu respiro para as cartinhas de amor escritas na parte detrás de um bilhete de comboio. No ciclo para o qual eu vivo agora, sou como um burro a quem puseram uma cenoura à frente. És a rodinha do meu laboratório só que os resultados nunca são bons (só a metodologia).
Wednesday, April 25, 2012
O fenómeno de Michelangelo não me deixou mentir. Matei-os a todos com a verdade (aquela.) Com a face que apresento ao outro lado do espelho todos os dias. O meu espelho tem duas verdades. O meu caminho tem seis alternativas. Lanço o dado pelas pedras dessa calçada e desligo a luz porque vejo bem de dia.
[A culpa pode dar-te cefalalgias mas efeito de nocebo é o melhor comprimido que alguma vez poderás tomar em demasia. O estrábico não paga mas também não anda no carrossel.]
Depois de estar perdida, quero agrafar a minha pele à tua. Quero ver os grãos de areia cair. Um a um. Quero acender velas com o nosso bafo a jasmim.
Infernos e infernos de escadas. Ninguém me disse o caminho para o pé de ti. Mas eu perguntei. Eu não tive vergonha e perguntei.
Eu já cheguei aqui, e tu?
Monday, April 23, 2012
Friday, April 20, 2012
Do outro lado da janela no último andar
alguém aponta a arma ao seu próprio coração.
Esse último andar é o nível mais difícil do jogo onde o último vilão és tu.
Para te conquistar conto-te segredos mil.
Mil e um grãos de areia e peças de Lego® (todos os dias há mais para guardar).
Como numa aventura fantástica, escondeste os bónus mais coloridos e reluzentes.
Eu - só mas feliz - persigo-tos.
Felizmente, o veneno do envenenador tem o número oitenta e um. E toda a gente sabe que esse é o nosso número. Aquele que apresentamos no circo TODO O SANTO DIA.
Ao menos ambos sabemos que és tudo menos santo.
alguém aponta a arma ao seu próprio coração.
Esse último andar é o nível mais difícil do jogo onde o último vilão és tu.
Para te conquistar conto-te segredos mil.
Mil e um grãos de areia e peças de Lego® (todos os dias há mais para guardar).
Como numa aventura fantástica, escondeste os bónus mais coloridos e reluzentes.
Eu - só mas feliz - persigo-tos.
Felizmente, o veneno do envenenador tem o número oitenta e um. E toda a gente sabe que esse é o nosso número. Aquele que apresentamos no circo TODO O SANTO DIA.
Ao menos ambos sabemos que és tudo menos santo.
Saturday, April 14, 2012
eu amo-te
amo te amo te amo te amote
amo te amo te amo te amo te amo te amo te
amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te
amo te amo te amo e na esperança de te ter amo te amo te amo te
amo te amo te amo espero mais uma geração amo te amo te amo te
amo te amo te amo sou paciente do teu amor te amo te amo te amo te
amo te amo te amo és a droga que me alimenta o vício te amo te amo te amo te
amo te amo te amo não preciso de mais ninguém te amo te amo te amo te
amo te amo te parabéns, ganhaste o afecto de um vampiro amo te amo te amo te
amo te amo te amo te amo te amo te amo vive para sempre comigo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo teamo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te vive para sempre comigo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo teamo te amo te amo te amo te amo te vive para sempre comigo amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te
vive para sempre comigo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te
amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo teamo te amo te eu amo-te, vive para sempre comigo
Friday, April 13, 2012
Vou brincar com a tua noção de seguro. Vê-la passar de mãos em mãos. Vê-la afundar-se no meu umbigo. Ver-te afundar no meu umbigo. Vou passar-te os meus caminhos e os meus venenos e todas as minhas más ideias.
Vais ficar cheio de dores de cabeça.
A mim não me incomodam as pessoas à volta do meu umbigo (querem todos lá entrar.) Eles sabem que tenho bons genes debaixo do chapéu-de-chuva. Eles só não sabem que tiopental e pancurônio dá dores na barriguita.
Eu posso falar porque o meu umbigo é bonito. Para ti, eu guardo o cloreto de potássio num frasquinho cor-de-pêssego.
Vais ficar cheio de dores de cabeça.
A mim não me incomodam as pessoas à volta do meu umbigo (querem todos lá entrar.) Eles sabem que tenho bons genes debaixo do chapéu-de-chuva. Eles só não sabem que tiopental e pancurônio dá dores na barriguita.
Eu posso falar porque o meu umbigo é bonito. Para ti, eu guardo o cloreto de potássio num frasquinho cor-de-pêssego.
Thursday, April 12, 2012
e se alguém tivesse acesso às luzes do meu quarto eu aposto que tudo seria muito mais fácil. e se toda a gente admitisse que gostava de ter janelas para o seu quarto. e se todos os dias me dissessem que sou bonito. e se todos os dias eu me sentisse bonito. e se todos os pares de sapatos tivessem rodinhas debaixo. era muito, muito mais fácil. eu nunca gostei de geografia. por mim, a geografia podia ser completamente eliminada deste planeta. podíamos habitar num mundo paralelo, eu e tu. podíamos estar num planeta onde não havia geografia (não havia estradas para percorrer nem promoções para aproveitar.) Uma passadeira infinita. Uma passadeira infinita com dois milhares de quilómetros inpercorríveis (nesta matriz.)
e se te fazem confusão os meus parêntesis, fica sabendo que são quânticos.
PS: eu nunca me queixei dos teus. E não, não estou a ser passive-aggressive. Isto não é tudo sobre ti. Isto também é um blogue de receitas. (Para o caos quântico.)
e se te fazem confusão os meus parêntesis, fica sabendo que são quânticos.
PS: eu nunca me queixei dos teus. E não, não estou a ser passive-aggressive. Isto não é tudo sobre ti. Isto também é um blogue de receitas. (Para o caos quântico.)
Monday, April 9, 2012
A minha altura do dia preferida era a manhã. Acordo de um sonho cor-de-rosa (tal como desejado na noite anterior pela minha mãe.) Para um histerismo pré-puberdade que só não acorda os vizinhos porque não calha. Acordava muitas vezes assim. Sonhava com vestidos e bandoletes. Cuequinhas e bolas de futebol. Qualquer que fosse o trapo a cobrir o meu objecto de desejo, eu dormia sempre despido.
Gosto muito de viver nesta casa. As outras não tinham tantos meninos. Aqui posso fazer parte da vidinha deles. Ajudá-los com os trabalhos de casa e até com os banhinhos. Ás vezes, para brincarmos todos juntos, fazíamos desenhos. Fazíamos desenhos na minha pele. Eu tirava a camisa de flanela e dava-lhes canetas de feltro. Explicava-lhes: em vez de desenharem no papel, desenham nas maminhas e na barriga do Tio.
Havia dias em que acordava com vontade de engolir meio mundo - ou então as minhas sobrinhas - o que me aparecer primeiro à frente.
Ouvi-las brincar mesmo por trás da porta do meu quarto fazia as borboletas por detrás do meu joelho saltitar. Não era só o riso de alegria, o correr de felicidade ou o piscar de olhos de marotice. Era também o berrar da dor de dentes e o chorar das palmadas educacionais. Era tudo. E elas nem tentavam.
Toquei-me enquanto elas riam de mim por trás da porta.
A homogeneidade das criancinhas é o laxante do meu universo. Às quartas-feiras reconheço que sou minúsculo. Elas vêem-me sempre da mesma forma. Esteja eu onde estiver. Sou um monstro simpático.
E o caminho que me separa delas é a montra onde me faço mais bonito. O vidro onde não me vejo gigante nem masculino. O vidro que me mostra aquele que eu não sou mas identifico. Alucino-me todos os dias em frente ao espelho. Só me aguento assim.
Pela fechadura que não tem fim, espreita o escorrega para o meu abismo preferido. Lá ao fundo vejo as luzinhas nos pezinhos deles, aquelas luzinhas daqueles ténis caros que os paizinhos lhes compram. Porque eles pedem muito. Eles pedem sempre muito.
Gosto muito de viver nesta casa. As outras não tinham tantos meninos. Aqui posso fazer parte da vidinha deles. Ajudá-los com os trabalhos de casa e até com os banhinhos. Ás vezes, para brincarmos todos juntos, fazíamos desenhos. Fazíamos desenhos na minha pele. Eu tirava a camisa de flanela e dava-lhes canetas de feltro. Explicava-lhes: em vez de desenharem no papel, desenham nas maminhas e na barriga do Tio.
Havia dias em que acordava com vontade de engolir meio mundo - ou então as minhas sobrinhas - o que me aparecer primeiro à frente.
Ouvi-las brincar mesmo por trás da porta do meu quarto fazia as borboletas por detrás do meu joelho saltitar. Não era só o riso de alegria, o correr de felicidade ou o piscar de olhos de marotice. Era também o berrar da dor de dentes e o chorar das palmadas educacionais. Era tudo. E elas nem tentavam.
Toquei-me enquanto elas riam de mim por trás da porta.
A homogeneidade das criancinhas é o laxante do meu universo. Às quartas-feiras reconheço que sou minúsculo. Elas vêem-me sempre da mesma forma. Esteja eu onde estiver. Sou um monstro simpático.
E o caminho que me separa delas é a montra onde me faço mais bonito. O vidro onde não me vejo gigante nem masculino. O vidro que me mostra aquele que eu não sou mas identifico. Alucino-me todos os dias em frente ao espelho. Só me aguento assim.
Pela fechadura que não tem fim, espreita o escorrega para o meu abismo preferido. Lá ao fundo vejo as luzinhas nos pezinhos deles, aquelas luzinhas daqueles ténis caros que os paizinhos lhes compram. Porque eles pedem muito. Eles pedem sempre muito.
As minhas vísceras querem as tuas.
As minhas vísceras, na verdade, querem comer as tuas.
As minhas vísceras dizem-me o dia inteiro onde eu devia de estar.
As minhas vísceras comandam-me diariamente ao teu encontro. Elas não ouvem a razão.
As minhas vísceras são o antídoto da razão. E tu és kryptonite antiga.
As minhas vísceras, na verdade, querem comer as tuas.
As minhas vísceras dizem-me o dia inteiro onde eu devia de estar.
As minhas vísceras comandam-me diariamente ao teu encontro. Elas não ouvem a razão.
As minhas vísceras são o antídoto da razão. E tu és kryptonite antiga.
Sunday, April 8, 2012
Entre palhaços e mimos; entre trapezistas e engolidores de facas. Ali estou eu e ali estás tu. De pé, de frente um para o outro. O mundo à nossa volta é um sonho sem fim. Daqueles em que acordamos e não queremos lá voltar. Infelizmente, as tuas vísceras seduziram-me. Vísceras. Suspiro ao pronunciar o teu nome. Pronuncio-te em vão e não me arrependo. Pronuncio-te porque me facilita o andar.
Um dia engulo-te com os olhos e passas a viver na minha retina.
Roubei-te as palavras porque não posso roubar mais nada. Eu provavelmente só te conheço a ti. Sou carteirista e a minha grande fraqueza é uma lista de crimes pelas quais não fui castigada. Felizmente, sou vegetariana falsa. Eles pensam que não como carne só porque como saladas. (Eles estão na minha lista negra.) E tu, também sonhas com a carne que não comes? Eu estou a apostar na tua curiosidade natural.
O que eu sou não te diz respeito; em parte nenhuma te toca.
Nasci para poucos e morro por quase ninguém.
Se queres definir-me junta os pontinhos: 1, 2 e 3. Vais desenhando a linha bonita, de ponto em ponto. Se quiseres também podes comprar uma vogal (vou fazer tudo para não te enforcar.)
Um dia engulo-te com os olhos e passas a viver na minha retina.
Roubei-te as palavras porque não posso roubar mais nada. Eu provavelmente só te conheço a ti. Sou carteirista e a minha grande fraqueza é uma lista de crimes pelas quais não fui castigada. Felizmente, sou vegetariana falsa. Eles pensam que não como carne só porque como saladas. (Eles estão na minha lista negra.) E tu, também sonhas com a carne que não comes? Eu estou a apostar na tua curiosidade natural.
O que eu sou não te diz respeito; em parte nenhuma te toca.
Nasci para poucos e morro por quase ninguém.
Se queres definir-me junta os pontinhos: 1, 2 e 3. Vais desenhando a linha bonita, de ponto em ponto. Se quiseres também podes comprar uma vogal (vou fazer tudo para não te enforcar.)
Saturday, April 7, 2012
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
já não consigo viver sem ti
Thursday, April 5, 2012
Ele via, ela mexia. Ele controlava-a. Ela amaldiçoava-se. Ela batia com os punhos no espelho partido. Ele só se levantava quando era necessário. (Nem sempre era necessário.)
Eles piscavam muito os olhos. Piscavam demasiadas vezes. Quando faziam amor, não piscavam nunca. Porque não queriam perder nem um segundo do filme.
- O oxigénio torna-se promíscuo quando chega aos teus pulmões.
- O oxigénio suspira o teu nome e a tua pele preferida.
Eles não sabiam o que fazem um com o outro. Só se respiravam. Só se cheiravam. E, de repente, tinham facas para dedos e palhinhas para narinas.
As pulseiras eram as marcas do tempo e as marcas do espaço.
Ela queria ser mais rápida que o tempo. Enquanto ele, ele queria ser maior que o espaço. (Ter o maior espaço.)
Ele era ela e ela fez-se com ele.
Eles piscavam muito os olhos. Piscavam demasiadas vezes. Quando faziam amor, não piscavam nunca. Porque não queriam perder nem um segundo do filme.
- O oxigénio torna-se promíscuo quando chega aos teus pulmões.
- O oxigénio suspira o teu nome e a tua pele preferida.
Eles não sabiam o que fazem um com o outro. Só se respiravam. Só se cheiravam. E, de repente, tinham facas para dedos e palhinhas para narinas.
As pulseiras eram as marcas do tempo e as marcas do espaço.
Ela queria ser mais rápida que o tempo. Enquanto ele, ele queria ser maior que o espaço. (Ter o maior espaço.)
Ele era ela e ela fez-se com ele.
Monday, April 2, 2012
Olá. Eu sou um homem muito porco. A minha pele é cor-de-rosa e tenho um nariz com as narinas muito para cima. Não escolhi este ginásio por acaso. As passadeiras e bicicletas elípticas estão viradas para a rua. Para além de me fazer sentir uma profissional do sexo holandesa, junto o útil ao agradável sendo que vejo os meus meninos e meninas do outro lado da estrada.
Eu sou um pedófilo bissexual. Não gosto de pôr de parte ninguém. E também detesto escolher. Assim, consigo agradar a toda a gente. E os meus meninos ficam todos contentes. Ninguém fica só.
Eles sabem os dias e horas a que vou ao ginásio. Eles gostam de ficar a brincar em frente à rede que nos separa. Claro que lhes vou dizer "olá" antes de começar o treino. Eles dizem-me todos bom dia. As meninas ficam coradas. Os meninos enchem o peito.
E depois, depois eles ficam a brincar nos baloiços e nos escorregas.
Eu sou um pedófilo bissexual. Não gosto de pôr de parte ninguém. E também detesto escolher. Assim, consigo agradar a toda a gente. E os meus meninos ficam todos contentes. Ninguém fica só.
Eles sabem os dias e horas a que vou ao ginásio. Eles gostam de ficar a brincar em frente à rede que nos separa. Claro que lhes vou dizer "olá" antes de começar o treino. Eles dizem-me todos bom dia. As meninas ficam coradas. Os meninos enchem o peito.
E depois, depois eles ficam a brincar nos baloiços e nos escorregas.
Há dias em que lhes trago doces e surpresas. Não posso levar muita coisa, e eles percebem isso. Prefiro levar pouco mas que dê para todos do que deixar uns sorridentes e outros tristes. Há dias em que gostaria de levar um deles para casa. Um menino hoje, uma menina amanhã. E assim sucessivamente até ao final do mês.
Há dias em que eles não estão no parque quando eu chego. Isso põe-me triste e sem vontade nem concentração para o treino. Felizmente, passados os primeiros vinte minutos, enquanto me mudo da passadeira para a bicicleta, ouço um enorme chinfrim lá fora. Levanto o olhar e é com a maior felicidade que os vejo romper pelas portas da creche em direcção às instalações coloridas. Atropelam-se uns aos outros na esperança de roubarem o melhor lugar. Na minha fantasia eles procurar o lugar com a melhor vista para a montra do ginásio. A montra onde eu me recosto, pedalando pé ante pé - joelho para cima, joelho para baixo. Na minha fantasia eu estou completamente só.
Na minha fantasia eu estou só com os meus meninos. Eu coloco a mão dentro dos meus calções de desporto e acaricio a minha erecção. Na minha fantasia, do outro lado do vidro os meus meninos e as minhas meninas imitam-me. Uns em pé, com uma mão dentro das calças e outra na rede que delimita o território sagrado. Eles apoiam-se na rede. As meninas sentaram-se e apoiam-se no chão, com um bracinho debruçado para trás, o cotovelo no chão protegido. As meninas usam sempre saia. Elas sabem o que hão-de fazer com a outra mãozinha.
Na minha fantasia há uma Igreja-Creche-Infantil mesmo em frente do meu ginásio. E eles observam-me todos os dias.
Friday, March 30, 2012
Obrigada pela oxitocina. Obrigada pela confiança. Obrigada pelas surpresas e pelos presentes (e pelas presenças também.)
Obrigada pelo que fizeste por mim e pelo que eu não tive de fazer. Obrigada pelos versos e pelas pontuações.
Obrigada pelos testes e pelas contas. Obrigada por não me sobrecarregares.
Obrigada pelos mimos e pelos abraços. Obrigada por voltares e voltares; e voltares atrás e voltares à minha frente. Obrigada por voltares sempre. Assim eu sei que posso confiar.
Assim eu sei que pelo menos algumas coisas vão ser constantes. E as surpresas não vão ser sempre boas, mas pelo menos temos um nível constante de hormonas que nos ajudam a ultrapassar os dias do período (daqui para a frente.)
Daqui para a frente somos nós, as hormonas e o mundo.
Obrigada pelo que fizeste por mim e pelo que eu não tive de fazer. Obrigada pelos versos e pelas pontuações.
Obrigada pelos testes e pelas contas. Obrigada por não me sobrecarregares.
Obrigada pelos mimos e pelos abraços. Obrigada por voltares e voltares; e voltares atrás e voltares à minha frente. Obrigada por voltares sempre. Assim eu sei que posso confiar.
Assim eu sei que pelo menos algumas coisas vão ser constantes. E as surpresas não vão ser sempre boas, mas pelo menos temos um nível constante de hormonas que nos ajudam a ultrapassar os dias do período (daqui para a frente.)
Daqui para a frente somos nós, as hormonas e o mundo.
Thursday, March 29, 2012
Querida, eu estava a brincar quando disse que gostava de ti.
Na tua cama, eu estava a brincar quando fiz a pergunta.
Eu não queria que pensasses em mim. Mas não consegui parar-te. Nesse dia começou a corrida. Nesse dia começou uma guerra gelada. Entre a tua casa e a minha. Entre o teu corpo e o meu. Começou uma guerra impossível. (A paz também era impossível.)
Querida, eu estava a brincar. Vamos baixar as armas e fazer amor? Por favor?
E eu sei que vais ter muitos dias de férias e vais passear muito com ela. Vais tirar muitas fotos, mostrar muito a tua pele (a minha) e vais mostrar a toda a gente. Vais mostrar a toda a gente essa felicidade fabricada com base na minha dor. (Na minha e na tua.)
Nunca mais vais querer brincar, como querias, quando eu estava a dormir na tua cama. E quando te estavas a sentar em cima de mim, uma perna de cada lado. E oh, como brincavas comigo. Dizias que não éramos amigas. Dizias que me vias como uma amiga (a outra, nossa amiga.)
E dizias que só não gostavas de mim amanhã. Amanhã não dá. Hoje podemos brincar. Amanhã já não podes.
Já não temos amanhã.
Na tua cama, eu estava a brincar quando fiz a pergunta.
Eu não queria que pensasses em mim. Mas não consegui parar-te. Nesse dia começou a corrida. Nesse dia começou uma guerra gelada. Entre a tua casa e a minha. Entre o teu corpo e o meu. Começou uma guerra impossível. (A paz também era impossível.)
Querida, eu estava a brincar. Vamos baixar as armas e fazer amor? Por favor?
E eu sei que vais ter muitos dias de férias e vais passear muito com ela. Vais tirar muitas fotos, mostrar muito a tua pele (a minha) e vais mostrar a toda a gente. Vais mostrar a toda a gente essa felicidade fabricada com base na minha dor. (Na minha e na tua.)
Nunca mais vais querer brincar, como querias, quando eu estava a dormir na tua cama. E quando te estavas a sentar em cima de mim, uma perna de cada lado. E oh, como brincavas comigo. Dizias que não éramos amigas. Dizias que me vias como uma amiga (a outra, nossa amiga.)
E dizias que só não gostavas de mim amanhã. Amanhã não dá. Hoje podemos brincar. Amanhã já não podes.
Já não temos amanhã.
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