Os meus joelhos desistem de mim. Não sei se é porque a minha consciência pesa demasiado ou porque quero ser mais leve que o ar. Andar de ar em ar.
Mas por mais portas a que eu bata, eles não acreditam em mim. Nem sequer depois ver o brilho nos meus globos oculares, refletindo docemente a luz e as letras da música romântica que ouvimos ontem; nem sequer depois de ouvir o chamado do amor nas minhas palavras tristes.
Porque é que só me mentem de noite? Os meus joelhos não param de tremer assim que me aproximo delas. Elas nunca saem dos baloiços - parece que me querem chatear. Os abismos que elas carregam podem não ser cor-de-rosa, mas eu sei que a carne vai refletir a paixão das nossas horas.
Serás tu a luz que nunca se vai apagar? Tu, que por entre tons mais ou menos cor-de-rosa, por entre mentiras mais ou menos brancas, por entre todos aqueles ares que eu já visitei. Ou és só mais um truque de cartas que eu nunca vou entender? Decide-te. Ou eu decido por ti. De zero a mil quanto é que me vais chatear hoje?
Quantas vezes me queres matar hoje?
De quantas maneiras me queres torturar hoje?
O relógio marca uma quase-hora, só para nos fazer crer que estamos sempre atrasados.
E, para parecer que fiz sempre tudo bem, vou ao dicionário de desculpas. Eu só tenho meninas no Facebook porque não posso tê-las na vida real.
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