Entre palhaços e mimos; entre trapezistas e engolidores de facas. Ali estou eu e ali estás tu. De pé, de frente um para o outro. O mundo à nossa volta é um sonho sem fim. Daqueles em que acordamos e não queremos lá voltar. Infelizmente, as tuas vísceras seduziram-me. Vísceras. Suspiro ao pronunciar o teu nome. Pronuncio-te em vão e não me arrependo. Pronuncio-te porque me facilita o andar.
Um dia engulo-te com os olhos e passas a viver na minha retina.
Roubei-te as palavras porque não posso roubar mais nada. Eu provavelmente só te conheço a ti. Sou carteirista e a minha grande fraqueza é uma lista de crimes pelas quais não fui castigada. Felizmente, sou vegetariana falsa. Eles pensam que não como carne só porque como saladas. (Eles estão na minha lista negra.) E tu, também sonhas com a carne que não comes? Eu estou a apostar na tua curiosidade natural.
O que eu sou não te diz respeito; em parte nenhuma te toca.
Nasci para poucos e morro por quase ninguém.
Se queres definir-me junta os pontinhos: 1, 2 e 3. Vais desenhando a linha bonita, de ponto em ponto. Se quiseres também podes comprar uma vogal (vou fazer tudo para não te enforcar.)
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