Monday, December 17, 2012

E ás vezes quase que sinto um aperto no poço onde deveria ter a alma
Parece que sinto que fiz algo de mal.
E parece que fico à espera de qualquer coisa
De qualquer viatura demasiado pesada para mim
De qualquer estrondo, encontro de metal e pele
Fico à espera de algo que nos vem destruir.

E volto a sentir aquele aperto no lugar do morto
Já não consigo ouvir aquela banda sem pensar
Que podíamos ter tido outro fim.
Se tivesses sido mais esperto
E, se calhar, mais bonito.
Já não consigo ouvir aquela musica sem pensar em ti.

Aquela musica que toda a gente diz que é nossa. Minha e dela, minha e dele, minha e tua. Enfim.

Venha o autocarro de dois andares.
Venha o armagedão num domingo soalheiro.
Venha o mar lavar-nos daqui para fora.
Porque somos todos uns porcos.
E esta cidade à beira-mar plantada não interessa a ninguém que não tenha amantes.

Tanto eu como tu temos de nos esconder
Há ouvidos em cada esquina
Há casas para arrumar.

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