Friday, November 2, 2012

Enganei-me.

Não é de ti que tenho saudades.

É do teu sangue estragado. Aquele que nos deu azia.

Aquele sangue estragado que percorria a minha pele para depois ir-se esconder na tua cabeça. O sangue eram as ideias más.

As tuas ideias más são o que fazem chorar o menino Jesus (tem chovido tanto por aqui.)

Hoje senti em mim
 
As horas que não chorei

Mas que também não te dei
 
Suponho que seja pelo melhor - eu gosto de pensar que o copo está meio cheio de merda
E assim já te posso arrumar na dispensa dos dispensados. As coisas que ninguém nunca pensa em usar e que acumulam pó e ocupam espaço mas ninguém vê.
Ocasionalmente vou esquecer-me e procurar uma coisa igual só para depois perceber que o cromo era repetido.

(Estou a fazer tudo para ser o ódio de estimação de alguém.)

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