Friday, December 14, 2012

E por mais que me apeteça arrancar a pele,
Mostrar que não tenho nada a esconder,
(Eu nunca me arrependo de nada.)

Ás vezes penso que teria sido útil recortar os centímetros de pele onde tocaste pela última vez.
Assim já não sentia saudades.
Guardava-te num frasco hermeticamente fechado e assim não saías para lado nenhum.
E assim eu não tinha de andar á tua procura.
Nem tinha de enviar mensagens encriptadas ao vento.
Nem de codificar os meus pensamentos.
(A paranóia tomou conta de mim.)

Se encontrares o cheiro dele, vento, trá-lo de volta.
(Acho que eles estão todos a ouvir a nossa conversa.)
Se não encontrares nada, então, nunca mais te quero ver à frente.
(Ou tudo ou nada.)

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