e eu juro que teria feito qualquer coisa.
e quando eu digo qualquer coisa, não digo escrever um poema.
compor uma música. comprar-te flores.
eu juro que até rapava o meu cabelo bonito só para ti.
que vendia as minhas botas brilhantes só para não teres ciúmes.
que desaparecia da vida dos meus amigos só para ter mais tempo para ti.
quem me dera que me tivesses dado a escolha. a escolha de eu, finalmente, fazer algo com significado.
quem me dera que me tivesses dado a oportunidade de salvar o mundo. o teu mundo. afinal de contas, tu salvaste o meu.
mas tu preferiste desistir do jogo, no intervalo. e agora choras. e tentas recuperar as fotos que rasgámos.
e agarras-te ao musgo das paredes.
e agarras-te às memórias que eu nunca guardei.
e agarras-te ao perdão que eu nos não dou.
e agarras-te àquilo que eu já não sou.
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