Saturday, December 17, 2011

Sou uma partícula que ás vezes vou para a direita, outras vou para cima. A minha dona não sabe o que eu faço quando ela não está a ver. Acha que sabe porque se pensa mandona, e tal. (Como namorados que não sabem o que o outro está a fazer quando não estão a ver, a controlar, a observar à distância tipo investigador científico).

Assim como uma mulher casada que toca na melhor amiga com uma mão e masturba o marido com a outra.

Quando um casal se passeia na rua e um deles decide "encher o outro de beijos" - que frase nojenta, tantas vezes repetida, tipo papel de embrulho de natal, na literatura, na televisão, em diários, em confissões, em SMS e redes sociais. Aquela pessoa não decidiu merda nenhuma. As partículas que se lhe compõem o cérebro decidiram agir assim porque sabiam que estavam a ser observadas.

Como uma mulher "bêbeda" que faz coisas muito fora de carácter porque acha que não se está a observar, i.e., acha que não se vai recordar amanhã. Mete na cabeça que vai ter um blackout e só assim tem carta verde para a falta de limites. Fácil.

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