Sou uma partícula que ás vezes vou para a direita, outras vou para cima. A
minha dona não sabe o que eu faço quando ela não está a ver. Acha que sabe
porque se pensa mandona, e tal. (Como namorados que não sabem o que o outro está a fazer quando não estão a ver, a controlar, a observar à distância tipo investigador científico).
Assim como uma mulher casada que toca na melhor amiga com uma mão e masturba o marido com a outra.
Quando um casal se passeia na rua e um deles decide "encher o outro de
beijos" - que frase nojenta, tantas vezes repetida, tipo papel de
embrulho de natal, na literatura, na televisão, em diários, em
confissões, em SMS e redes sociais. Aquela pessoa não decidiu merda
nenhuma. As partículas que se lhe compõem o cérebro decidiram agir assim
porque sabiam que estavam a ser observadas.
Como uma mulher "bêbeda" que faz coisas muito fora de carácter porque
acha que não se está a observar, i.e., acha que não se vai recordar
amanhã. Mete na cabeça que vai ter um blackout e só assim tem carta
verde para a falta de limites. Fácil.
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