Ela brinca com o dado como se não houvesse amanhã. Na perspectiva dela não há amanhã: só há dias. Este, o próximo, aquele que já foi e cada um tem uma capa como se de um dossier se tratasse. Cada dia é um mundo e cada mundo tem as suas directrizes e vultos.
Um constante quarto escuro onde não há nem eu nem tu. Quero viver na luz do quarto escuro.
Esta constante busca pelo porquê e pelo quando é mais do que aquilo que a minha mãe subscreveu no contrato vitalício do amor incondicional. Por mais interessante que pareça, custa muito. Custa mais que o empréstimo que eu pedi ao teu banco - e os juros estão pela hora da morte fácil.
Paga-me os juros em livros porque a senhoria é boa escritora. Se ela souber usar o dicionário já ganha mais pontos do que tu. Pena que o tempo está tão imprevisível. Prever horas também não deve ser fácil quando somos mais que muitas. A tua versão verde não está onde deveria - por muito que insiras as coordenadas nunca vais chegar a horas!
Quero uma prenda de natal monozigótica. Nunca mais me vai faltar calor humano. Vou sempre dormir despida porque não tenho medo. Dás-me oxitocina e eu dou-te TLC.
Foder gémeos deve ter tanto estilo como ler livros usados em vez de novos. Hoje de manhã desenvolvi um fetiche por gémeos.
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