Será que se eu usar outra língua (outro músculo), outra persona (outro ser) perdoas que te diga: amo-te?
Será que se eu usar outro músculo vai soar estranho? Será que nos vai saber ao mesmo? Será que vai significar mais (grãos)?
Serão poucas as vezes em que isto teve lugar. Quem se lembraria de dizer amo-te com outra língua? Com outra cona e com outros gemidos?
Quem se lembraria de escrever para fazer sentir? Quem se lembraria de distribuir panfletos para logo a seguir queimá-los, dando-lhes a textura da cinza que tão depressa dissipa como a areia nos meus braços?
Porque vou ser eu e eu vou ser todos os músculos em que estiveres. O gato de Schrödinger não me deixa mentir. E eu vou ser todo o amor que lhes dás e vou ter todo o amor que não dás.
Todo o prazer que terás, nunca o renunciarás. Porque é em mim que vives e que respiras o ácido das amêndoas amargas - aquele que te faz bem à asma.
PS: não vais ficar sem chocolate :)
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