Pessoas a entrar e a sair de mim. E eu a dormir. E eu a dormir. E eu a dormir.
Quando me acordas ao ouvido, há curtos-circuitos no meu coração. O que me aquece o coração não são as flores e os peluches que me deste - é o desfibrilhador da tua pele contra a minha.
E eu não quero queimar como um rastilho de pólvora dos desenhos-animados. Não quero um grande BOOM. Quero pequenas faíscas.
Pequenas faíscas. Pequenas faíscas. Pequenas faíscas.
Pequenas faiscas.
Pequenas labaredas.
Pequenas conquistas e queimaduras.
Pequenas queimaduras e cicatrizes.
Pele sobre pele sobre pele.
De manhã, adoro ver-te com cuecas brancas. Eles taparam-te a vagina com barro. Aquelas unhacas castanhas deles tocaram-te. Fizeram-te mal, tudo. Fizeram-te aquilo que nunca nenhuma água te vai limpar.
Quanto a ti, hoje é o primeiro dia do resto dos teus dias. Comigo. Faças o que fizeres, nunca me vais colocar na lista de speed dial. E, se o fizeres, morderás a própria orelha. Não é suposto haver prazer. É suposto tocar nos pés debaixo da mesa. É suposto dar as mãos no meio da rua. É suposto esconderes-te atrás do arbusto, destrancar as portas do carro, tirar-me as calças, e provocares-me uma erecção. Telefonares ao teu namorado e dizeres que está tudo bem.
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