E mesmo que não demonstre publicamente, fica sabendo que estou a
memorizar a tua respiração e poros que arrepiam quando estás por perto.
E
as veias indiscretas e os cabelos fora do sítio.
E os meus símbolos que
detestas.
E os segredos que não dizes.
E a cera em forma humana que também podia ser analgésico.
Vela ou massajador, venha o diabo e escolha o pecado.
Eu sei que não escolho o teu punho. Escolho o teu até já.
Do alto do olimpo, gemo:
-Não cobiçarás a mulher do teu vizinho.
-Não espalharás o caos.
-Não matarás ninguém na tua rede social.
-Não confiarás.
-Não esconderás desejo.
-Não desejarás demais.
Durante o crepúsculo penso nos teus cabelos brancos. Os cabelos que
queres dar à ciência e ao invés disso, dás a mim. Eu nunca te pedi
nada em troca dos meus anos. (Nem vou pedir.)
Pós-Declaração de intenções sou muito mais mecânica. O meu sangue não quer dizer olá ao teu sangue. Quer dizer: faz-me cócegas e deixa-me rir.
Não me mandes amor à cara, eu não te dei razões para egos. Eu também não quero perder castelos de cartas. Pirâmides de tupperwares e ampulhetas que pararam no tempo porque temos tanto tempo. Temos tanto tempo. E eu tenho espaço de sobra cá dentro.
E depois disto, vejo-te em todas as esquinas. Conto os dias. Anseio por uma notícia. Não quero ser a primeira (e nem quero que seja a única.)
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