- E adoro forjar conversas que não existiram.
- Como disseste que era o teu nome? Desculpa...
- Como disseste que acabaram? E qual é mesmo o teu tipo de sangue?
E eu disse:
- Certo, lamacento. Adivinha: o meu bluff cheira a gomas com açúcar ácido.
E ele disse:
- Eu já sabia. Porque eu sei exactamente o que estás a fazer. Mesmo que não o digas. Sei a linguagem corporal que adoptas quando queres caçar formigas.
E ele disse:
- E eu também sabia que tu sabias. Daí as verdades escondidas. Verdades vendidas. Verdades contadas e embelezadas com pontos e com vírgulas. E com emoções. "Emoções". - E ele faz o gesto com as mãos como se desenhasse umas símbolos gramáticos no ar.
E os aromas que emanam das minhas mentiras são os mais doces que poderás alguma vez snifar - hás-de ficar viciada nas minhas mentiras.
- E, como qualquer viciado, quererás voltar para mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E mais.
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