E eu pensava que ia sendo menos difícil. Eu pensava que o tempo facilitava tudo. Dizem-nos para dar tempo ao tempo. Mas afinal são tudo tretas. Nada muda, nada se torna fácil.
O que ainda posso dizer que se torna menos difícil é mentir. Porque é como aprender uma nova língua. Ou uma nova linguagem de programação. Códigos e símbolos. Letras e hífens. Agora, é aquela parte em que não podes pensar em memórias boas. E agora é aquela parte em que tens de te rir. E agora é aquela semana em que tens de te focar em tudo menos nele.
Finge que não te importas.
E eu pensei,
eu pensei,
eu pensei,
eu p e n s e i
... que no fim, ia tornar-se fácil. Mas não. Porque continuas a ser tu. Tu. És tu quem me chama.
És tu quem me faz pensar que tenho três braços, cinco mãos, que me dói este segundo coração.
Os químicos que me puseram feliz estão de folga. A nossa Bíblia está cheia deles. Agora só me falta injectar placebos. (O meu maior placebo é o teu sorriso.)
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