Cheira a outros a minha pele.
Já não tenho glitter.
Agora tenho radiador e bateria.
Óleo e gasolina.
Notas e brilhantina.
Cabelos ruivos e pintelhos amarelos.
Nunca mais vamos ser os mesmos daquele pacote de tabaco.
Quero muito voltar às definições de fábrica.
Já não nos fazem Photoshop para sermos bonitos aos olhos dos outros.
Já não precisam que os levemos para fora. Já ninguém precisa de nós.
A tua regra e a minha regra vão encontrar-se a meio do caminho e dizer Olá uma à outra.
A caminho do teu talho, vais esticar a minha pele o máximo que puderes.
E ele vai lavar as mãos como se fosse um cirurgião. Ele mordeu-me muito, mãe.
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