Os tubos que te injectas enquanto te dormes e enquanto te embalas e enquanto te comes não levam só coisas boas.
Esse tubo afinal tinha duas saídas, e agora estás a olhar directamente
para a outra. Não és só tu que deitas coisas para fora. Elas também te
vão meter coisas para dentro.
Vigilância constante não vai mudar nada: sossega, mãe. Ele só gosta de
mim porque sou bonita. Ele não vai aprender o meu código em seis meses, ele
vai ter de nos matar. E eu juro que investi o veneno que tínhamos, na
esperança de uma vida melhor.
Mãe, a navalha que me deste ainda está na cabeceira. Parto queijo
alentejano à noitinha e nunca (me) desmonto. E nunca se perde nada,
porque eu estou apaixonada por muita gente. Gosto de toda a gente, sabes?
Isso faz-me salivar.
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