Cheira a maus raciocínios e a insónias.
Tresanda a discussões e a metadona.
Não te vou embalsamar nem mais um mês. (Quero o sono de volta.) Quero as hormonas de volta e os químicos de volta e as torrentes. As torrentes.
Quero de volta a flora, a fala. A sanidade mental. Revogo o contrato. Anulo, abomino e cancelo quaisquer direitos que me pudessem assistir. Desprezo qualquer forma de compensação, indemnização e nem sequer os peixinhos do aquário. Podes ficar com tudo!
Não me tires o Google.
Os meus raptores só falam em código binário. Tenho de pôr moedinhas para perceber metade do que me dizem. Os outros raptados dizem que é só sotaque. Que eu não sou daqui. Que eu não sou daqui já eu sei. Sou da terra do nunca, onde nunca se guardam divórcios mofentos. Pedi que me deixassem em paz, mas só tocaram mais música clássica com esperanças de que eu começasse a gostar.
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