Há gente que parece estar com o período constantemente. Parecem existir para chorar sangue, tal não é a pele imaculada e o contraste rubro. Tal não é a minha sede de torneira incessante. Se ela não pagar as contas, corto-lhe as pernas. Viro-a do avesso e nunca nos vai faltar assunto.
Dás-me um tratamento frio e eu dou-te um capuccino quente. Experimenta todos os limites e todas as dimensões. Vais ver que não é assim tão feio, maquilha o céu e a lua, perfuma o mar e a terra. Quinta-feira é para os amantes como a parada gay é para os meus políticos. Sou chique: compro pessoas na Avenida da Liberdade.
E, sem querer, faço com que isto tudo soe tão irónico e paradoxal como uma bulímica ser cozinheira. O meu objectivo é ser. Aqui ou ali: não me interessa muito, desde que o microondas funcione e os meus reflexos estejam intactos.
No fundo, nada disto interessa. Encho chouriços como quem mata uma galinha. Se quisessemos, até conseguiamos fazer o Papa comer hamburgeres.
Levo a reciprocidade na ponta da lingua mas nao ta dou. Não, não. Só mereces quando sofres. Dor, prazer, dor, prazer, dor, prazer.
Tu e eu. Duas crianças indigo no pais das maravilhas. Come-me, bebe-me, triplica-me os prazeres e divide-me os gemidos. Nunca vou ser aquilo que tu queres: mensageira, carteirista, vidente, analitica e minha amante.
Estou na lista negra do mundo.
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