Wednesday, February 29, 2012

Dependo do sol.
Dependo da chuva.
Dependo do sangue que te corre na veia atrás da orelha esquerda.
Dependo das pessoas que falam contigo.
E dependo do pó que a prateleira tem.
E dos lençóis que não são vermelhos nem pretos.
E do cheiro a sexo disfarçado com lixívia.
E da falta de tempo.
E do tempo.

Independentemente disso tudo, tens efeito nocebo em mim. E eu gosto.

Saturday, February 25, 2012

Os tubos que te injectas enquanto te dormes e enquanto te embalas e enquanto te comes não levam só coisas boas.

Esse tubo afinal tinha duas saídas, e agora estás a olhar directamente para a outra. Não és só tu que deitas coisas para fora. Elas também te vão meter coisas para dentro.

Vigilância constante não vai mudar nada: sossega, mãe. Ele só gosta de mim porque sou bonita. Ele não vai aprender o meu código em seis meses, ele vai ter de nos matar. E eu juro que investi o veneno que tínhamos, na esperança de uma vida melhor.

Mãe, a navalha que me deste ainda está na cabeceira. Parto queijo alentejano à noitinha e nunca (me) desmonto. E nunca se perde nada, porque eu estou apaixonada por muita gente. Gosto de toda a gente, sabes?

Isso faz-me salivar.

Friday, February 24, 2012

Os meus humanos-mobília são muito prestáveis. Eu digo-lhes que são sofás e eles acreditam. Eu digo-lhes que estão quentinhos e eles despem-se. Eu digo-lhes que a hemodiálise correu mal e eles caem para o lado. E eu digo que o primeiro encontro vai correr muito mal e os seus pequenos mostros disparam. Servem de banco, de almofada e de utensílio de cozinha. Servem-me muito e eu sirvo-me deles. Eles gostam de servir e eu adoro ser servida, sem atrasos.

Manteiga em spray com sangue para aliviar a comichão.

Bigodes destacáveis para fingir que tenho pénis (é só inveja). Só seguro nas fraldas se quiser acasalar. Por ti, praticava o suttee.

Wednesday, February 22, 2012

Não serão suficientes as vezes que te quero abraçar a consciência, tocar no teu humor e arranhar a libido. Serão poucas as vezes em que não vou querer descascar-te a personalidade e desmascarar o prepúcio.

No meu território, o tique-taque do relógio só serve para me anúnciar.

Se viste o futuro como afirmas e insinuas, dá-me o sexo anal que ainda não fizemos. Dá-me o que não prometeste. E não prometas mais nada, que as viagens estão caras.

O problema é que o teu nome está em todo o lado. Porque não o escreves com tinta invisível? Quero sair desta realidade. Apaga a luz (não quero ver.) Quando eu quiser, o gato esta morto. Deixa-me escolher!

O que quero é o que podes dar. Eu não peço para não ser negada. Eu prefiro ser oferecida do que queixosa. Oferece o que tens - tiro o que quero. Sou esperta?

Ele já estava farto de brincar com os brinquedos da prateleira.

Deixou-os apanhar pó.

O caos é o seu melhor amigo.

Ele criou um abismo onde há escorregas que vão em todas as direcções. Eu queria baloiços, mas não disse nada. Aguardei.

Só sei que se ele snifar ódio, então estamos todos fodidos. O problema é que ele é muito possessivo em relação ao seu esperma.

Ele não abria os olhos de manhã, amava quem estivesse ao lado.

Ele usava as minhas partes como se estivesse no talho.

Monday, February 20, 2012

O meu lado da cama cheira outra vez a indecisões.
Cheira a maus raciocínios e a insónias.
Tresanda a discussões e a metadona.

Não te vou embalsamar nem mais um mês. (Quero o sono de volta.) Quero as hormonas de volta e os químicos de volta e as torrentes. As torrentes.

Quero de volta a flora, a fala. A sanidade mental. Revogo o contrato. Anulo, abomino e cancelo quaisquer direitos que me pudessem assistir. Desprezo qualquer forma de compensação, indemnização e nem sequer os peixinhos do aquário. Podes ficar com tudo!

Não me tires o Google.

Os meus raptores só falam em código binário. Tenho de pôr moedinhas para perceber metade do que me dizem. Os outros raptados dizem que é só sotaque. Que eu não sou daqui. Que eu não sou daqui já eu sei. Sou da terra do nunca, onde nunca se guardam divórcios mofentos. Pedi que me deixassem em paz, mas só tocaram mais música clássica com esperanças de que eu começasse a gostar.

Sunday, February 19, 2012

O Universo recompensa os feios.

Os meus feelings não são paranóia, são sensibilidades calibradas.


Em minha casa tenho torneiras para chocolate e para sangue. Algumas soltam bolhinhas de esperma sempre branquinho. Sabonetes de líquidos vaginais e também sprays de saliva. Na minha casa-de-legos há de tudo um pouco. Pequenos humanos decoram a sala-de-estar-e-ficar-e-foder.

No meu multi-verso, os restaurantes indianos só servem refeições para dois. Lá, os solteiros devem andar acompanhados de casais, género técnica side-by-side do call center.

PS: A saliva que te dei tinha veneno.

Thursday, February 16, 2012

O entrelaçamento quântico é o meu triângulo amoroso preferido.

Fui para a cama com a Ciência, ela fodeu-me bem fodida. Acho que foi selecção natural à primeira vista. Contei-lhe dos meus síndromas, sintomas e complexos. (Nunca mais fui a mesma, como era de esperar. A minha versão primeira ficou para trás. Estamos ligadas. Eu às vezes espreito e ainda a vejo. Quem quer vê-la também consegue - dependendo do meu humor.)

Ela deu-me links da Wikipedia e outros com marca registada. Deu-me panfletos, slogans e teorias. Deu-me tanta coisa sem pedir nada em troca, como uma boa amante.

Eu fui egoísta, hedonista e fui Electra. Fui Freud, Foucault e auxiliar de limpezas.

Não disse nada a ninguém: mas só ela me deu orgasmos com entropia.

Fui para a cama com a Ciência e acordei com beijinhos.

Wednesday, February 15, 2012

Sara-me hoje. Espanca-me mais tarde. Sara-me até não poderes dar mais.

A minha amnésia tem vontades próprias. Escolhe a dedo aquilo de que me vou lembrar - não tenho voto na matéria. (Também nunca quis ter.)

E eu só voo se me deixares as penas no sítio; com ritmo, com paciência, com suicídios, com inteligência e sem informações secretas. Deixas-me lilás e perfumada. Nos grãos da areia vejo a grande paisagem que é a nossa vida, agora. (Já não preciso de ampulhetas, nem de comprimidos e nem sequer de lâminas.)

Só corto pele se achar que ela esta a ser mal usada ou mal hidratada. Mau curriculum e mau guião. Quando te chamo de mau, não quero dizer que passaste de prazo ou que estou abaixo da linha de água. PS: podes sempre asfixiar-me eroticamente.

Mas quando estou no limiar - espelho vitral transparente da vergonha de ter mais olhos que barriga e levar mais areia que a camioneta permitia. Quando me vejo no limite físico do espelho... Não é porque me quero ver melhor. É porque quero sobreviver melhor.

Procuro a água entre os grãos. O que os cola? O que os faz ressoar e pulsar palavras de amor, credo ou paixão?

A minha casa é feita de legos. Os meus animais de estimação são insufláveis. Tenho asma. Infla-me o ego e surpreende-me os sentidos. Doem-me os músculos levantadores dos lábios superiores. Rio-me face ao prazer. Só dou aquele que não quero ver.

Não dou nada a ninguém. Retiro tudo quanto posso. Movo montanhas só para ter comichão atrás da orelha. Comichão saborosa. Adoro-te.

Achas que me fazes corar com essas intenções. Se calhar coro para te alimentar a sede. Se calhar queixo-me para te deixar descansada e te sentires útil. Se calhar já não vou ser assim tão caladinha. Se calhar vou estragar tudo e se calhar, não vou comprar nada. Sou a Suíça do teu juízo. Sou a puta do teu plantel.

Sou a tua mãe.

Monday, February 13, 2012

Eu estou ok com o meu diagnóstico, só não estou ok com a tua falta de chá.

Em frente a minha casa há um graffitti com o teu mapa astral. Nem as estrelinhas te vão salvar. (O meu ascendente é maior que o teu.)

Às escondidas, os planetas colidem sem deixar rasto. Uma cruz marca o tesouro, outra marca a entrada do bisturi.

Curiosa, coses a pele com missangas bonitas ou brilhantes. Pele com pele, não sabes o que dizer. Mas não faz mal: ela fala por ti. Eu e a tua pele temos conversas pela noite dentro. Lá em cima tocam as cornetas, anunciam um novo inferno.

A mensagem na garrafa era muito clara: tens um novo namorado só que ele não tem língua.

Enquanto isso, a minha boca tem espinhos.

Amnésia auto-infligida, para que te quero?

Sunday, February 12, 2012

Há gente que parece estar com o período constantemente. Parecem existir para chorar sangue, tal não é a pele imaculada e o contraste rubro. Tal não é a minha sede de torneira incessante. Se ela não pagar as contas, corto-lhe as pernas. Viro-a do avesso e nunca nos vai faltar assunto.

Dás-me um tratamento frio e eu dou-te um capuccino quente. Experimenta todos os limites e todas as dimensões. Vais ver que não é assim tão feio, maquilha o céu e a lua, perfuma o mar e a terra. Quinta-feira é para os amantes como a parada gay é para os meus políticos. Sou chique: compro pessoas na Avenida da Liberdade.

E, sem querer, faço com que isto tudo soe tão irónico e paradoxal como uma bulímica ser cozinheira. O meu objectivo é ser. Aqui ou ali: não me interessa muito, desde que o microondas funcione e os meus reflexos estejam intactos.

No fundo, nada disto interessa. Encho chouriços como quem mata uma galinha. Se quisessemos, até conseguiamos fazer o Papa comer hamburgeres.

Levo a reciprocidade na ponta da lingua mas nao ta dou. Não, não. Só mereces quando sofres. Dor, prazer, dor, prazer, dor, prazer.

Tu e eu. Duas crianças indigo no pais das maravilhas. Come-me, bebe-me, triplica-me os prazeres e divide-me os gemidos. Nunca vou ser aquilo que tu queres: mensageira, carteirista, vidente, analitica e minha amante.

Estou na lista negra do mundo.
Promessas de amor incondicional? Não sou teu feto.
 
Promessas de passeios à beira-mar? Não sou teu cão.
 
Promessas, promessas, promessas. Não metas mais moedinhas porque não vou mexer o carrossel nem mais uma vez. Os brindes a que tinhas direito, já mos tiraste. Não dou mais voltinhas a quem não dá mais facadinhas. (Eu sei que precisas de um dador compatível, mas não sou eu!)
 
Não te vou salvar a vida (qualquer que ela seja); não te vou fazer amor nem te vou querer flores.
 
O meu valentim não é um santo - quanto muito, é um pecador.
Peca até não haver mais ponta por onde pecar.
E justifica tudo:
Pecado 1) razão 1).
Pecado 2) o cão comeu o meu TPC.
Pecado 3) não estava a dar nada na TV.
 
Detectores de mentiras para quem não sabe inglês.
Garrafa de Martini em promoção, foi a conta que Deus fez.
 
O abismo tem escadas rolantes.

Saturday, February 11, 2012


Como um lenço usado, mantenho-te por perto. Usar regularmente. Eu sei que não te esgotarás.

Morreste-me. Estamos de luto. A minha alma está tão negra como a pele onde me chamaste. Qual funeral norte-americano, chamas todos os vizinhos para festejar - perdão - celebrar a vida que foi. Ris a alto e bom som para que saibam que não ficaste triste. Que não vais cometer nenhuma loucura e que não te sentes culpada. (Eles têm de pensar que tu és a vítima e que te estás a recompor.)

Pode ser que assim gostem mais de ti - partida.
palavras são palavras são palavras são palavras

pessoas são pessoas são pessoas são pessoas

lixo é lixo é lixo é lixo é lixo

eu não sou eu não sou eu não sou eu

amigos nunca são amigos nunca são amigos nunca são amigos

o que é uma amizade o que é uma amizade o que é uma amizade

o que é dois humanos o que é dois humanos o que é dois humanos

uma relação é uma relação é uma relação é uma relação

a distância é a proximidade é a distância é a proximidade é a distância

um Big Mac é um Big Mac é um Big Mac.

Friday, February 10, 2012

Prelúdio (manual de instruções do morto)
Alucino o teu cheiro a toda a hora.
Alucino a tua face em cada esquina.
Imagino como seria encontrar-te agora.
Não sei que magia fizeste, estou vazia.

Na tua sepultura vou escrever: aqui jaz AV: mal amada, mal fodida e mal educada.

001Junho-002Julho

No fundo a culpa é tua, fumei os teus pintelhos tingidos a paprica. Overdose intravenosa de humilhação. No espelho vejo as letras que cravei na pele com a lâmina que te tirei do escroto.

Com a mesma lâmina cravei a dedicatória e o obituário. A minha zona erógena preferida é carteira. A tua é o lixo que apanhas do chão. Não te vão esquecer (eu sou eterno.)

Coloco comprimidos de cafeína debaixo das pálpebras. Se aqui não há noite, é porque toda a escuridão ficou no teu velório. Tanta gente te chorou que se fez um rio novo.

Rio com o teu nome no ar. O teu nome nos meus cabelos. Puxa-mos pelas pontas até não haver mais força nos cotovelos. Tu também rias (com tudo e com nada.)

A mim ninguém me ajuda a r-ir.

Cortisona para o romantismo; hoje sinto-me tão neuro-típico. Não estou legal.

Wednesday, February 8, 2012

Para ti também é dia de Natal? Reutilizo emoções e refresco a janela. Janelas, chamam-lhes bananas. Não reutilizamos tudo o que devíamos. Só nos queremos sentir especiais - como uma virgem. Sem a parte da falta de experiência. Tudo como na primeira vez.

Ela quer-te

Ela procura-te

Ela encanta-te

Ela tem-te

Ele fartou-se

Reutilizar é meu amigo do ambiente.
O nosso amor não é uma batalha. A nossa pele conversa.
 

Lista de tarefas:
-Comer
-Procurar brinquedos novos
-Tomar duche (com ou sem depilação, depende)
-Comprar Martini
-Esperar pelos brinquedos enquanto fumas uma
-Brincar
-Dormir
-Reciclar brinquedos
 

Agora podia, em frente das tuas amigas, perguntar se já te consegues vir sozinha?
 
Não tiro o luto nem por nada, querida. Morreste-me. Já nem para brincar serves (sim, eu podia brincar com os teus brinquedos. Sem pedir emprestado sequer.) Vou colocar as tuas Barbies no eco-ponto.

Sunday, February 5, 2012

Homens medem a coragem social com o pénis e as mulheres a medem com o salto dos sapatos. As mulheres que adoram mulheres e os homens que detestam homens e as mulheres que detestam homens e as mulheres que amam homens e os homens que adoram as mulheres que adoram mulheres e os homens que detestam homens que detestam mulheres e os homens que amam mulheres que detestam homens e

E os gajos de poupa só andam com gajos de poupa. E as gajas boas só andam com gajas boas.

E a parada gay que acontece na minha cintura. Da minha cintura para baixo, há um mundo.

E os clubes de swing em que há regras e o que vocês querem e o que querem que eu faça e o que é que posso fazer com ela e o que é que ele pode fazer comigo e o que é que ele não pode pôr onde e o que é que ela pode fazer com quem e com quem é que tu podes fazer o quê mas não ponhas isso em lado nenhum senão estás feito.

E o grave problema que tens em ficar despida em frente a todos e a todos te expões. E o grave problema de ires a uma sauna gay mas não seres gay e tentares seguir as regras. NÃO HÁ FISTING PARA NINGUÉM.

A Diana não merece ser violada.

Lista de compras


-Macho robusto apreciador de anal e sem complexos de inferioridade

-Lubrificante

-Fêmea apreciadora de curvas femininas e com crise existencial

-Preservativos sem sabor

-Brinquedos sexuais de vária ordem

-Velas

-Drogas orgânicas

-Tópicos pré- e pós-sexo

-Toalhas

-Toalhitas

-Câmara
PS: Ainda me masturbo a pensar em ti.

As sobrancelhas ligeiramente arqueadas, os olhos grandes mas abertos só o suficiente para ver o alvo e a barba por fazer.

O sinal por cima do lábio, os lábios rubros, as patilhas, a testa com a poupa mais fixe do planeta.

Portanto sim, estou, se não constantemente, a apaixonar-me por ti.
E a veia que lhe sobressai logo ao lado do olho direito.

Deliciosa.

Mulheres a discutirem a fruta que conseguiram comprar ou o sabor q não conseguiram encontrar. Mulheres a discutir o tudo e o nada. O muito e o pouco. Enquanto ele as observava, rascunhava, piscava um olho e outro. Queria provas de que elas sentiam borboletas na barriga. Queria testá-las até às últimas razões. Queria a ciência dos sentimentos, o cálculo do afecto e a hereditariedade da verdade. Queria uma Bíblia por cada casa. (Havia dias em que adorava Jesus.)

E todas as suas namoradas discutiam as suas partes e as suas faltas e as suas dores. Discutiam ossadas, locais canibais, síndromes, sintomas que tais. Não tinham calendários e nem sequer precisavam.

Ele fazia o tempo, o tempo não lhe fazia nada.

E ele era um homem muito mau. Porque ele se queixava a cada uma com horários e agendas diferentes, com diálogos e interjeições. (Mantinha um histórico do rácio de sílabas por minuto, de cada uma, para análise posterior.)

Com vocabulário específico e personalizável, todos os dias tinham direito a uma viagem. Colocavam a moedinha no brinquedo e ele andava.

Ele dizia que não tinha culpa, porque só mamou durante quinze dias.

E ele falava como se nada fosse quando mudava de orelha - manualmente. Sem querer, às vezes enganava-se nas janelas e confundia-se nas falas. Ele sussurrava-me no ouvido, eu escutava e acreditava.

Foi assim que o topei.

Ele era um homem muito mau. Na sua mansão, tinha gavetas cheias de pequenos papéis, Post It's, recibos aproveitados do avesso, caderninhos com lantejoulas, listas infinitas, observações e tabelas. Pesava físico e mental como as senhoras da frutaria pesam bananas e gengibre.

Eu acreditei em tudo.

Friday, February 3, 2012

Dás-me vontade de cortar cabelo.

Estragar coisas.
Desmembrar bonecas.
Abanar a louça nas prateleiras (desarrumar tudo).
Dás-me vontade de deixar crescer os pêlos das pernas,
Arranhar o céu da boca,
Pontapear comboios
Fechar a lareira e tocar a todas as campainhas.

Puxar-te os cabelos,
Arrancar-te o medo
Salvar-te da venda
Colorir-te a alma
Percorrer-te a voz
Pentear-te o sorriso
Sorrir-te o azul
Acariciar

Tu.

Não sei.