Saturday, December 31, 2011

Antes de sair de casa guardo o jogo tal como está naquele momento. Quem olha nem desconfia. Guardo e carrego à hora que me apetece, sem pedir opinião nem enviar notificações.

Toda a gente acha que deve dar a sua opinião. Menos aqueles que querem ficar no centro. (Os espertos.) (Segundo parêntesis porque é relevante: os sociopatas concordam com o que lhes serve o propósito.)

Como nos empregos. Toda a gente acha que o seu trabalho é mais importante que o do vizinho. Ou que há sempre uma correlação entre o trabalho do CEO e o do cantoneiro. "No meu trabalho também é sempre a mesma história". Comunistas amigos.

A minha identificação é a marca da minha escravatura. A minha escravatura com a humanidade e com a vossa honestidade. Se eu me achasse muito criativa tinha incluído ali outro parêntesis não-relevante a dizer "(falta de)" como a maioria dos sobre-estimados. Isto só para concluir que a marca da tua escravatura não é nenhuma cicatriz e não diz nada sobre ti. Se te queres valorizar faz um blogue e corta o cabelo. Ou então vai para o Facebook.

Whatever works

Encomendo uma retroversão dos meus sentidos. O sexo é tão alucinado que precisa de lixívia. Dou-te o dicionário para as minhas não-emoções e tu dás-me as fontes da tua memória. As maçãs podres de nós três nunca mais vão sair da banca. O mercado todo já sabe que sou poeta. Não falhes na gramática e eu não aprendo a fazer contas de dividir.

O mimo esconde tudo o que puder esconder. Mas também não vai deixar muitos espaços vazios para preencher. Nove em vinte. Não vais jogar xadrez connosco. Volta para o circo. Pessoal que sabe o que lhes espera do outro lado do espelho não devia merecer a palavra-passe. Nunca!

(Guardei o jogo)



Wednesday, December 28, 2011

Se começássemos a assumir que somos todos animais e temos instintos e comandos e vontades, o sexo seria finalmente livre. É a solução para o tráfico sexual. Metade dos problemas do mundo iam autoresolver-se. Prostitui antes o cérebro. Eu prostituí o meu e não me arrependo. (Mas também não te arrependes de nada.)

Para mal dos economistas de quem eu gosto, não sou viciada em dinheiro.

Relações homossexuais seriam bons contraceptivos. Qualquer pessoa se esfregaria na outra e trocar-se-iam propostas decentes a toda a hora. Porque toda a gente teria consciência de que somos todos uns animais!

Sou corrupta. Tenho de jogar pelas vossas regras só para não perceberem que eu na verdade não tenho regras.

Esticas-me como um elástico :)

E agora tenho mais que dois cérebros. :)

Onde é que eu acabo e tu principias? Teoria dos fios para ti.

E porque é que começo a usar o mesmo tom que tu? Só para não ter tantas saudades e fingir que sou tu e que estás em mim. Para a próxima falo com anónimos como se fosse carneiro e sobredotada.

Tuesday, December 27, 2011

Assim que saio, só quero voltar para o covil. Conforto e confiança, rebentar fronteiras e exercitar estatutos. Não sei quando me surgiu a ideia, mas sei que as notícias correm mais depressa do que um lutador de sumo.

Flashbacks levam-me às nossas drogas e nunca me quero reformar. Inspiras-me a ser.

Monopólio de prazer, és o dildo mais brilhante na montra. Se eu pudesse também ia para lá oito horas por dia com tempos extra pagos a giletes.

Quando subimos escadas olhamos para um lado. Quando descemos as mesmas escadas, olhamos para o lado oposto.


Monday, December 26, 2011

Ela brinca com o dado como se não houvesse amanhã. Na perspectiva dela não há amanhã: só há dias. Este, o próximo, aquele que já foi e cada um tem uma capa como se de um dossier se tratasse. Cada dia é um mundo e cada mundo tem as suas directrizes e vultos.

Põe-me de quarentena mas não me deixes envelhecer. (Não sei se) quero espalhar esta doença maldita.
Um constante quarto escuro onde não há nem eu nem tu. Quero viver na luz do quarto escuro.

Esta constante busca pelo porquê e pelo quando é mais do que aquilo que a minha mãe subscreveu no contrato vitalício do amor incondicional. Por mais interessante que pareça, custa muito. Custa mais que o empréstimo que eu pedi ao teu banco - e os juros estão pela hora da morte fácil.

Paga-me os juros em livros porque a senhoria é boa escritora. Se ela souber usar o dicionário já ganha mais pontos do que tu. Pena que o tempo está tão imprevisível. Prever horas também não deve ser fácil quando somos mais que muitas. A tua versão verde não está onde deveria - por muito que insiras as coordenadas nunca vais chegar a horas!

Quero uma prenda de natal monozigótica. Nunca mais me vai faltar calor humano. Vou sempre dormir despida porque não tenho medo. Dás-me oxitocina e eu dou-te TLC.

Foder gémeos deve ter tanto estilo como ler livros usados em vez de novos. Hoje de manhã desenvolvi um fetiche por gémeos.

Friday, December 23, 2011


nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca


Passadas treze vezes pergunto-me o que aquela palavra significa. Junto as letras e duvido. Duvido sempre. Não confio em nada, em gramática nenhuma nem em idioma nenhum. Intérpretes para uma conferência entre os nossos cérebros. O meu router é mais bonito que o teu e nunca guarda palavras-passe. Entrada grátis no clube dos desconhecidos, hoje!


Cede-se eunuco feminino desprovido de hormonas feliz e com sardas. Não cora mas também não berra. Nas ruas de Lisboa sou bissexual e latina. Não quero nunca separar-me dos teus olhos. Não quero nunca que deixes de me ver dançar e não quero nunca, NUNCA, que deixes de me ver ser.

Thursday, December 22, 2011

Para ser violada mais vale estacionar bem o quarto no carro. Não vá a porteira ter fruta mais doce que a tua. Aquela que desdenhaste ontem, amaste hoje e já não vais querer provar amanha.

P: Porque é que existe a definição de "ex-" pessoa?

R: Porque queremos esconder o nome, olvidar sentimentos relativos a X. Queremos re-contar a história sem os pormenores azedos.

X; ex-; N vezes; mais de 658965;







Não sinto nada. Morreu o padre, violaram-te as gavetas, ofereceram-te um animal de estimação. Vou forjar empatia e começar um inverno na ponta dos dedos. Não tenho de me preocupar - já não possuo bibliotecas gráficas nas entranhas. Se nevar (pior dos cenários) vai sempre nevar em mim. Tenho as notificações ligadas. Vejo tudo de cima, hoje.



Não sinto nada. Não me importa nada. Estou aqui porque não quero estar ali. Estou aqui porque me faz bem e me faz melhor que aquilo ali. Não sinto nada se me dizes que o prédio vai arder. Não sinto nada se me dizes "queres cair?"

A única forma de eu sentir não é acelerar, não é ter medo, não é ter dor. A minha única saída é o túnel que dá para o teu inferno.

Eventualmente a minha paciência vai ferver, como ferveu o teu sorriso de Glasgow. Aquele que não pensavas ser detectável. Aquele que eu pensei precisar de cura. Aquele que toda a gente acha muito anormal!

Entre mim e o menino jesus venha o diabo e escolha.

Sempre calculei o custo de um evento social versus o entretenimento q dele advém. É tudo um negócio: uma troca completa ou parcial.

Haha, e ver-te contrariar os sinais naturais...! Só para concordares com os que esperam aquilo de ti! Pára de enfiar elefantes nos aquários. Enfia antes a mão na cona.

Tuesday, December 20, 2011

Será que se eu usar outra língua (outro músculo), outra persona (outro ser) perdoas que te diga: amo-te?

Será que se eu usar outro músculo vai soar estranho? Será que nos vai saber ao mesmo? Será que vai significar mais (grãos)?

Serão poucas as vezes em que isto teve lugar. Quem se lembraria de dizer amo-te com outra língua? Com outra cona e com outros gemidos?

Quem se lembraria de escrever para fazer sentir? Quem se lembraria de distribuir panfletos para logo a seguir queimá-los, dando-lhes a textura da cinza que tão depressa dissipa como a areia nos meus braços?

Porque vou ser eu e eu vou ser todos os músculos em que estiveres. O gato de Schrödinger não me deixa mentir. E eu vou ser todo o amor que lhes dás e vou ter todo o amor que não dás.

Todo o prazer que terás, nunca o renunciarás. Porque é em mim que vives e que respiras o ácido das amêndoas amargas - aquele que te faz bem à asma.

PS: não vais ficar sem chocolate :)

Monday, December 19, 2011

O processo de ser como tu.
     
    
Sou sociopata, vou provar os teus sabores todos, do tutti-frutti à baunilha seca. Do rancor à condescendência. Do amor à paixão voraz, do ódio ao cansaço e da teimosia à inveja. Vais-me dando à escolha e eu aceito. Provoco-te e respeito-te. Desafio-te para o suor mas não me esqueces tão cedo porque já te entranhei e já te contaminei.
  
Ontem estava errado: ser tu não é uma questão de mentir. Mentir implica fazer algo fora da norma. Quando não há norma não há certo nem errado e não há verdade e nem há mentiras. Há verdades.
[Não serão suficientes as vezes em que frisarei isto.]
  
E o mais engraçado é que queremos conscientemente usar as verdades que as outras pessoas percebem. Usamos os mesmos símbolos, palavras, tons, expressões. Tudo. Damos o código e a chave de casa. Damos a encriptação e o cofre. (A minha criatividade é esta: espelhar a humanidade.)
 
Eu cá ganhei aversão e ansiedade a e por grandes amontoados de gente assim que comecei a perceber (de) pessoas.

O meu manto de invisibilidade deixa-me possui-los e nem dão por conta. Não têm medo e o resto também não nota. Faço-me de ti, deles, daquela de quem gostas e provavelmente daquele que odeias - porque não tenho remédio e porque não tenho revistas para ler. Nada me poderá parar porque nada saberá a minha verdade (esta). Mas parar o quê? Estou a dar-te aquilo que queres sem sequer teres pensado em pedir. Uma de mim está aqui, outra... no vidro. Sou infinito porque somos sobrevisíveis.

Quero-te (queremos-te, queremos-vos) tanto.

E, sem sequer uma dor de cabeça, peso na consciência, alucinação, tiques, batimento cardíaco acelerado... vais levando a areia nos pulsos... por baixo das unhas,
 
entre a medúla e o osso
 
na paranóia
 
e entre os poros
 
e no teu pequeno orgasmo
P: Porque é que mulheres oferecem chocolates a mulheres?
R: "Já estou tão dormente, que sei lá..."
 
P: Porque é que somos verdadeiros animais na estrada?
R: "Estamos a ficar no terceiro mundo por causa da alfândega."








Porque é que cortas o cabelo para ir à festa? Ou usas um vestido novo? E porque é que mentes descaradamente sobre quereres acasalar? Toda a gente vê, toda a gente sabe, ninguém diz nada. Pacto de silencio número 2. E depois, se sou honesta e digo as coisas como são... passo por intrometida, louca, até má. A má da fita.

Se eu conheço o jogo de fora para dentro, porque é que não o hei-de jogar também? Eu até sei mentir.

A minha bipolaridade quântica dá-me dores de cabeça. Ao menos tenho respostas para as minhas próprias perguntas, o que já é mais do que os 99%.






Sunday, December 18, 2011

Declaração de Dependência


Considera(m)-se a(s) seguinte(s) verdade(s) como evidente(s) por si mesma(s); que somos iguais, dotados de certos direitos inalienáveis por nós próprios. Entre eles: a vida (o oxigénio), a liberdade (não precisa de explicação) e a busca pela felicidade (o que quer que isso signifique hoje ou amanhã).



Considero-me, auto diagnóstico,  viciada. Agarrada, engatada, bloqueada na tua mira e todas as outras metáforas que gostas de usar, que gostas que eu use e que eu adoro gostar.
   
Não sei o que fazer, não sei o que dizer, quando penso em ficar sem chocolate para o resto da vida. Sei o que sinto, que é tão difícil de reescrever como a história das ampulhetas. Sei que consigo explicar o processo científico e social do mecanismo que me trouxe aqui. Sei que, pelo menos isso, entendo.
     
Declaro sob compromisso de honra que nada faço para entrar em conflito com território limítrofe. Declaro sob compromisso de honra que possuo cultura, língua, bandeira e hino nacional. Posso ainda estar em progresso, como espero estar durante muito tempo, mas sou um país em forte desenvolvimento socio-emocional e estou no Top 5 dos mais promissores a nível continental.
        
Mais declaro que a velocidade a que evoluo depende do número que colocas na minha passadeira. Depende das aldeolas que constróis e das ovelhas que colocas no meu pasto. Depende dos exércitos que treinamos, juntos. E não estou a declarar isto daquela forma neo-nojenta do «só escrevo por ti, por tua causa, por tua razão, porque vives em mim, porque não tenho personalidade e sem ti não tinha vontade de me escrever.»

Estou a declarar que me dás vontade de crescer, expandir, contagiar, passar de corpo em corpo como uma epidemia e não parar nunca. Crescer como um arranha-céus no Dubai e fazer uma salgalhada da epigenética.

Saturday, December 17, 2011

Sou uma partícula que ás vezes vou para a direita, outras vou para cima. A minha dona não sabe o que eu faço quando ela não está a ver. Acha que sabe porque se pensa mandona, e tal. (Como namorados que não sabem o que o outro está a fazer quando não estão a ver, a controlar, a observar à distância tipo investigador científico).

Assim como uma mulher casada que toca na melhor amiga com uma mão e masturba o marido com a outra.

Quando um casal se passeia na rua e um deles decide "encher o outro de beijos" - que frase nojenta, tantas vezes repetida, tipo papel de embrulho de natal, na literatura, na televisão, em diários, em confissões, em SMS e redes sociais. Aquela pessoa não decidiu merda nenhuma. As partículas que se lhe compõem o cérebro decidiram agir assim porque sabiam que estavam a ser observadas.

Como uma mulher "bêbeda" que faz coisas muito fora de carácter porque acha que não se está a observar, i.e., acha que não se vai recordar amanhã. Mete na cabeça que vai ter um blackout e só assim tem carta verde para a falta de limites. Fácil.

Thursday, December 15, 2011

A nossa mecânica quantica qualquer dia fode-nos. Como qualquer ser humano com genes, hormonas e proteínas, nós também agimos de forma atípica (ou pelo menos descontínua) quando sabemos que estamos a ser observados. E não estou só a falar de dois pares de globos oculares a verem-te preparar a secretária de trabalho para o dia de hoje. Estou a falar dos papéis que eles sabem que tu estás a desempenhar agora, hoje, pelos próximos seis meses, indefiníveis anos ou agora que foste promovido. Vão julgar todas as tuas acções, ainda que silenciosamente, e agir de acordo. Pacto de silêncio de boca. Será que as partículas estudadas em física quântica também se julgam umas às outras? Não são tão idiotas como os humanos. E é por isso que são mais interessantes (não são tão aborrecidamente previsíveis). Vou estudar física quântica, hoje. Amanhã delibero.

Monday, December 12, 2011

O meu amor não é uma ampulheta.
 Não tenho de tirar de um lado para pôr noutro e não conto grãos todos os dias como se estivesse a coleccionar livros. Quando dizes que me amas mais a cada dia que passa (e assumes não saber o que isso significa, pelo menos tu!) não estás a quantificar nada: estás sim a dizer que hoje descobriste grãos novos.

O meu amor não se mede aos grãos.
Mede-se a ampulhetas, a tempos, a alarmes, a dimensões e a «mais». O «mais» que digo que te amo não é «mais» 981 grãos de areia na nossa ampulheta nova e acabadinha de instalar - é sim um pedragulho que dará lugar a uma nova ampulheta, a uma nova vida, a um novo tempo. Hoje não te amei mais dois bocados deste tamanho assim ____. Amei-te mais esse bocado novo para mim.

Uma colega de trabalho vangloriou-se de ter conseguido um pack de dois Nicholas Sparks por dez euros como uma dona-de-casa que se vangloria de ter comprado dois pepinos pelo preço de um.
Uso a minha honestidade na pele e a minha adaptabilidade na testa.

Uso a etiqueta nas mãos e o rótulo na ponta da língua. Acreditas no que quiseres e usas as células que te convêm. Respondes a) b) ou c) de acordo com as condições metereológicas. Se não queres comprar sexo, vende cocaína.

Saturday, December 10, 2011

um mais um igual a dois
dez mais dez igual a vinte
dois mais dois igual a quatro
vinte mais vinte igual a quarenta
três mais três igual a seis
trinta mais trinta igual a sessenta
quatro mais quatro igual a oito
quarenta mais quarenta igual a oitenta
cinco mais cinco igual a dez
cinquenta mais cinquenta igual a cem a cem a cem a cem a cem a cem a cem
seis mais seis igual a doze
sessenta mais sessenta igual a cento e vinte
O Japão é a hipérbole do mundo, o som que a minha cona faz quando me fodes e repetes constantemente coisas que me enfraquecem agora, e a sublimação homoerótica que as máquinas de musculação testemunham... Dia após dia após dia


após dia            após dia                   após dia                      após dia                             após



dia                                     após dia                                               após dia...











Tuesday, December 6, 2011

Bebo sangue da torneira porque não confio em ninguém.

Eu sou o menino mais alto de um grupo de 7 anões. Sou aquele que não te convida, não te serve e não te veste.

Sou aquele que vê os bíceps ao espelho e mesmo assim trinca a maçã.

Sou aquele cheiro a frango assado que nunca vais olvidar. Aquele som estaladiço com que sempre vais contar. Aquele sonho que nunca vais querer realizar. Aquele teste de ADN que não vais poder calar.

Sou a assunção de que não há nenhuma solução mágica - nenhum fix para esse bug. Não há pílula milagrosa que te solucione. Não há (...)

Monday, December 5, 2011

A memória é tua amiga, sim, está descansada. Ser um sociopata pode parecer mais simples do que é na realidade? Sociopatia não é só mentir, querida.

Será preciso dar-te benzodiazepinas para ires ao forno!

Os distúrbios emocionais metem-se-te no caminho. Claustrofobia. Escotofobia. A nossa constante autofobia.

Não consegues domesticar animais selvagens. Queres pôr elefantes em aquários e gatos à janela. Mas não é assim tão fácil, pois não.

Porque esqueces o que já sabes?! Porque não sabes o que sabes e não sabes o que não sabes, tola. A memória é fascinante mas só quando te convém. Mas deixa-te de ansiolíticos e cheira nitrato de isopropilo - se já não fores muito masoquista.

Tenho-te entre o metacarpo e o hipotálamo. Só falta saber se és de plasticina.

Será essa apis mellifera o nosso calcanhar de Aquiles: A-posto as minhas mãos no mimo.

Sunday, December 4, 2011

Teste n.º 2


1) Passar das palavras a acções. Check

2) Manter uma mente aberta. Check

3) Dar aquilo que te é pedido. Check

4) Usar a pele adequada. Check ✔ (*)



O que é que falhou, então, desta vez? Teres estado tão expectante quanto ansioso pelos resultados, que não viste o tubo de ensaio a jorrar. Tal qual experiência de laboratório, tens de prever todos os cenários possíveis - de forma a que o resultado não seja uma surpresa desagradável.  





 




Amo-te mais amanhã.

Amo-te mais amanhã.

Amo-te mais amanhã.

Amo-te mais amanhã.

Amo-te mais amanhã.





 

Saturday, December 3, 2011

Enquanto brinco com a minha aparência, para empurrar a brincadeira no sentido psicológico da coisa... reparo em muitas coisas:

- As pessoas não gostam de mudanças.

- As pessoas adoram criticar as mudanças de acordo com os seus padrões limitados.

- As pessoas adoram ser ouvidas. E acham que têm o maior direito de expressar opiniões sobre coisas que aparentemente implicam com o dia-a-dia delas.

- As pessoas, para depois se acostumarem a essas mudanças que as chocaram, encaixam cada coisinha num cantinho designado de acordo com o que se passa. Pintaste o cabelo de roxo? És muito alternativa!




Ahhh, sinto falta de ter vícios. Daquela adrenalina a percorrer-te as veias quais raios de sol injectados. Sinto falta de foder as actrizes pornográficas e de provar as iguarias peruanas através do paladar do Anthony Bourdain.

Enquanto isso, descubro novos sabores e jogos. Novos papéis e esquemas. Mudar de aparência ajuda. Imagino o que certa gente não irá pensar, numa mudança de visual tão "radical" e repentina. Diagnóstico?

Thursday, December 1, 2011

Braços cruzados, não sinto o frio. Tudo preparado, tudo no sítio. Sei as condições meteorológicas para amanhã e sei as horas que tenho. Não vão haver surpresas. Vai correr tudo como previsto.

E também não vou ter muitas alegrias, nem muitos esgotamentos. Não me posso dar a esse luxo. Já tentei e (...)

Gosto de me sentar sempre no mesmo lugar, colocar as coisas sempre pela mesma ordem e realizar os meus rituais com diferentes pessoas. Estou a chegar a um ponto em que os rituais deixam de fazer sentido - porque deixei de sentir o conforto de antes. Como aquela música que nos arrepia: se a ouvires demasiadas vezes, deixa de te arrepiar. Como a ex de que ouves tanto falar que deixa de ser a malévola e passa ao que realmente é.

Nada é eterno, tudo se transforma.

Gosto de estar aqui, no centro, a ouvir os relógios onde se passam segundos, horas da minha vida. É com tristeza que assumo isso como hábito. Hábitos tornam-se inimigos. Gostava de ter como hábito fazer algo diferente todos os dias. Challenge accepted.