Sinto que estou a brincar com o fogo. E que esse fogo és tu. Que me compeles, que me chamas e puxas e brilhas no escuro. Aquele brilho que desconhecemos mas que ainda assim queremos tocar, sentir, cheirar só porque tememos o desconhecido.
Quanto mais te toco, mais quero tocar. Quanto mais sou queimada, mais quero arder.
Tenho medo do que me pode esperar para além do brilho mágico ardente que me aquece em noites frias. Mas sei que não conseguirei olhar para trás. Quem conhece um quente assim não quer voltar para a electricidade. Qual quente forçado.
Tenho medo de deixar as mãos no fogo muito tempo e sair de lá com cicatrizes mais feias que sensuais. Como sempre, o medo de não me reconhecer?
Tenho medo de te perder.
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