Quem me dera ter nascido sem pálpebras superiores. Mas depois a ciência ia arranjar uma solução qualquer e não resultava como eu imaginei.
Infelizmente temos de jogar o mesmo jogo que os outros. O jogo do acasalamento é mais básico que o Bubble Shooter se quiseres estudar ângulos e consequências.
Será que os psicopatas coram? Detesto corar. São provas, declarações de culpa e de emoções. Quero esconder ainda mais e mostrar ainda mais. Quero re-aprender a mentir.
Eu sempre soube que era uma boa mentirosa. O problema eram
as barreiras. Os ideais impostos faziam-me auto-sabotar. Desde os
tempos de escola em que escrevia cábulas e depois expunha-as ilógicamente.
As pessoas são tão consequências de vidas passadas! Mas não estou a falar daquelas vidas passadas com as quais temos "contacto" quando vamos à bruxa. Estou a falar de vidas a.C. ou a.AqueleMessiasEmQueCrês. Vidas antes dessa, que te faz estar a ler um blogue, agora. Vidas antes de seres esta tua versão. Será que eu sou apenas uma plataforma ou sou uma versão completamente nova? Será que sou o 1.0.7.3392 ou o 2.0.0.1234? Poderei eu funcionar com duas versões ao mesmo tempo? Ter o Windows 7 e o XP no mesmo computador. Os programas com os quais opero vão ficar confusos. E eu então...
Mas enfim, o problema é não querer pensar nessas vidas passadas e ainda assim ter plena consciência das consequências vivas tipo sinais nessa tua pele nova. São incómodos. Picadas de melgas, que te fazem comixão à noite. Claro que ter sinais e picadas é bom - quer dizer que já passaste por umas coisas. Mas ao mesmo tempo também é desconfortável porque de vez em quando vais estar a contradizer-te. E o que ontem era Y hoje dizes com toda a convicção que é X. Claro que já todos sabemos que a consistência é sobrevalorizada. Mudar de ideias é bom. Mudar de verdades é óptimo.
Wednesday, November 30, 2011
Tuesday, November 29, 2011
Sobre trocas de energia
Ver o Outro a ter prazer dá energia. Num concerto, quando vês o Público a curtir o teu som absorves essa energia. Por isso é que é essencial trabalhar nas expressões faciais - senão, como é que vais transmitir essa energia? Ninguém vai adivinhar que estás a adorar/odiar. Mas isto, como no sexo, funciona em ambos os sentidos. Por isso é que os opening acts falham muito. E é assim que, depois de algum tempo, consegues distinguir os maus actores de telenovelas e as actrizes pornográficas que estão mesmo a divertir-se.
E não é o quanto gastas numa prenda - nem por ser natal ou aniversário - é o que passa das tuas mãos para a mensagem e da mensagem para o receptor. Energia, magia da mais antiga. Se acreditares em magia... Para mim, é real.
Será que o tipo com o bloco de notas é mesmo jornalista ou só quer chamar à atenção?
A reciprocidade é uma coisa muito fodida. Como o karma. Fazes-me bem, levas com bem de volta. Fazes-me mal... Nem queiras saber. Energia boa versus energia má. Vai tudo dar ao mesmo: o teu prazer.
PS: Não quero mais pensar no meu passado sem rumo. No meu "para onde vou?" e "para onde me hei-de levar?". Só quero futuros, a partir de a g o r a.
Ver o Outro a ter prazer dá energia. Num concerto, quando vês o Público a curtir o teu som absorves essa energia. Por isso é que é essencial trabalhar nas expressões faciais - senão, como é que vais transmitir essa energia? Ninguém vai adivinhar que estás a adorar/odiar. Mas isto, como no sexo, funciona em ambos os sentidos. Por isso é que os opening acts falham muito. E é assim que, depois de algum tempo, consegues distinguir os maus actores de telenovelas e as actrizes pornográficas que estão mesmo a divertir-se.
E não é o quanto gastas numa prenda - nem por ser natal ou aniversário - é o que passa das tuas mãos para a mensagem e da mensagem para o receptor. Energia, magia da mais antiga. Se acreditares em magia... Para mim, é real.
Será que o tipo com o bloco de notas é mesmo jornalista ou só quer chamar à atenção?
A reciprocidade é uma coisa muito fodida. Como o karma. Fazes-me bem, levas com bem de volta. Fazes-me mal... Nem queiras saber. Energia boa versus energia má. Vai tudo dar ao mesmo: o teu prazer.
PS: Não quero mais pensar no meu passado sem rumo. No meu "para onde vou?" e "para onde me hei-de levar?". Só quero futuros, a partir de a g o r a.
Saturday, November 26, 2011
Acho que a minha mãe não gosta muito que eu saia e tenha amigos.
Porque a minha irmã sempre teve muitos amigos e saía quase todos os dias, eu tornei-me no extremo oposto ficando em casa, sendo solitária e fazendo companhia à minha mãe - até fins da adolescência.
Assim que comecei a ter relacionamentos mais constantes [que, se calhar mesmo por isso, foi raríssimo] a coisa começou a correr mal. Para ela, (e para o meu pai) eu já nunca parava em casa nem ligava nenhuma à "família".
E, agora, especialmente porque a minha irmã já não mora connosco e tem a «vida dela» - o meu dever era ainda ser um biblô constante. Muitas saídas sempre fizeram e sempre vão fazer confusão, porque esse não foi o guião que ela escolheu para mim.
É a mesma situação relativamente a eu insistir que ela peça ajuda ao meu pai para carregar as compras do carro até casa. O nosso dever como as mulheres da casa é tratar das compras, da comida, e não chatear ninguém no processo.
Lamento - mas eu não tenho de pagar pelas tuas más decisões.
Porque a minha irmã sempre teve muitos amigos e saía quase todos os dias, eu tornei-me no extremo oposto ficando em casa, sendo solitária e fazendo companhia à minha mãe - até fins da adolescência.
Assim que comecei a ter relacionamentos mais constantes [que, se calhar mesmo por isso, foi raríssimo] a coisa começou a correr mal. Para ela, (e para o meu pai) eu já nunca parava em casa nem ligava nenhuma à "família".
E, agora, especialmente porque a minha irmã já não mora connosco e tem a «vida dela» - o meu dever era ainda ser um biblô constante. Muitas saídas sempre fizeram e sempre vão fazer confusão, porque esse não foi o guião que ela escolheu para mim.
É a mesma situação relativamente a eu insistir que ela peça ajuda ao meu pai para carregar as compras do carro até casa. O nosso dever como as mulheres da casa é tratar das compras, da comida, e não chatear ninguém no processo.
Lamento - mas eu não tenho de pagar pelas tuas más decisões.
Uma guerra civil a acontecer por detrás dos teus olhos. Como o teu corpo estar a dizer-te uma coisa e a tua cabeça, outra. Veres cadáveres na tua cama antiga com uma bandeira fantasma lá espetada. E fechas os olhos porque a realidade é aborrecida, tão aborrecida. Assim, observas só o que quiseres - SÓ PORQUE UMA COISA TEM DE SER DITA NÃO QUER DIZER QUE TENHA DE SER OUVIDA.
A tua falta de tacto não é brutal honestidade. É falta de tacto.
É difícil esquecer-te tendo tantos espelhos à volta. Às vezes só me apetece desaparecer (imigrar). E mesmo que realizasse a minha fantasia de virar o volante, de repente, a meio da ponte 25 de Abril... Aquelas coisas cinzentas não me parecem assim tão frágeis.
Será que finalmente aconteceria como naquele filme em que uma de mim cai enquanto que a outra prossegue viagem? Era assim que eu queria - continuar pela A2 em direcção a Espanha.
A tua falta de tacto não é brutal honestidade. É falta de tacto.
É difícil esquecer-te tendo tantos espelhos à volta. Às vezes só me apetece desaparecer (imigrar). E mesmo que realizasse a minha fantasia de virar o volante, de repente, a meio da ponte 25 de Abril... Aquelas coisas cinzentas não me parecem assim tão frágeis.
Será que finalmente aconteceria como naquele filme em que uma de mim cai enquanto que a outra prossegue viagem? Era assim que eu queria - continuar pela A2 em direcção a Espanha.
Thursday, November 24, 2011
Mesmo que estivessem no emprego mais feminino do mundo, «os homens» iam comportar-se da mesma forma:
Exibicionistas, tentam aquilo que não sabem, falam daquilo que não têm a certeza e dão sugestões uns aos outros de como fariam isto ou aquilo melhor.
[Todas as alianças são horcruxes.]
Aprender a partiilhar pessoas devia ser tipo inglês, todos os anos tinhas essa cadeira com TPC e apresentações em PowerPoint.
Exibicionistas, tentam aquilo que não sabem, falam daquilo que não têm a certeza e dão sugestões uns aos outros de como fariam isto ou aquilo melhor.
[Todas as alianças são horcruxes.]
Aprender a partiilhar pessoas devia ser tipo inglês, todos os anos tinhas essa cadeira com TPC e apresentações em PowerPoint.
Wednesday, November 23, 2011
Optimisto é apenas placebo auto-administrado.
Hoje começa uma nova era. A era em que não me importas tu nem ela nem a TV. Em que passo da ideia à acção e em que vou daqui ali sem notas-de-rodapé e post-it's a dizer que vais ter muitas saudades minhas. Eu não vou ter saudades dela. Daquela a quem escreveste e com quem falaste. Também não vou ter saudades desse remetente.
Tenho saudades do teu futuro.
PS: é como ir para o ginásio de cu tremido ou fingir uma bebedeira-orgasmo para depois te auto-chicoteares. (Já que ninguém mais o faz e tens vergonha de pedir.)
Hoje começa uma nova era. A era em que não me importas tu nem ela nem a TV. Em que passo da ideia à acção e em que vou daqui ali sem notas-de-rodapé e post-it's a dizer que vais ter muitas saudades minhas. Eu não vou ter saudades dela. Daquela a quem escreveste e com quem falaste. Também não vou ter saudades desse remetente.
Tenho saudades do teu futuro.
PS: é como ir para o ginásio de cu tremido ou fingir uma bebedeira-orgasmo para depois te auto-chicoteares. (Já que ninguém mais o faz e tens vergonha de pedir.)
Tuesday, November 22, 2011
Prefiro ensinar os meus filhos cedo a usarem a genitália do que a abrirem garrafas de cerveja. (Sim, isto acontece.)
Pequenas vitórias não é só tencionares rapar o cabelo. É, conscientemente, lançares o dado e arriscares a jugular naquele milésimo de segundo.
E só és a mais popular se tiveres aroupaeosacessóriosepenteadoeverniznasunhas mais populares!!!
Para conseguires o que queres - exactamente o que queres - há sempre um preço superior a pagar. E questionas-te, vezes sem conta "porquê, porquê?". Porque é que tens de te «apaixonar» sempre pela peça mais cara ou pelo rapaz gay ou pela rapariga que já está «comprometida»?! Raios te partam!
Os modelos da moda são sempre os mais inatingíveis. Por isso não podes engatar só com a roupa e tens de fazer piruetas para que os alvos mais populares fiquem sequer dentro do teu alcance. O valor que tens depende da moeda de troca que o teu alvo vai compreender. É como cada alvo ter uma língua e uma moeda diferentes. Cada alvo é uma cultura e um país independentes. O problema é se tu vês um valor e os outros vêem outro.
"Isto não é o poço da morte."
Pequenas vitórias não é só tencionares rapar o cabelo. É, conscientemente, lançares o dado e arriscares a jugular naquele milésimo de segundo.
E só és a mais popular se tiveres aroupaeosacessóriosepenteadoeverniznasunhas mais populares!!!
Para conseguires o que queres - exactamente o que queres - há sempre um preço superior a pagar. E questionas-te, vezes sem conta "porquê, porquê?". Porque é que tens de te «apaixonar» sempre pela peça mais cara ou pelo rapaz gay ou pela rapariga que já está «comprometida»?! Raios te partam!
Os modelos da moda são sempre os mais inatingíveis. Por isso não podes engatar só com a roupa e tens de fazer piruetas para que os alvos mais populares fiquem sequer dentro do teu alcance. O valor que tens depende da moeda de troca que o teu alvo vai compreender. É como cada alvo ter uma língua e uma moeda diferentes. Cada alvo é uma cultura e um país independentes. O problema é se tu vês um valor e os outros vêem outro.
"Isto não é o poço da morte."
Sunday, November 20, 2011
Saturday, November 19, 2011
Deixar o medo. Deixar aquelas preocupações cliché de sempre. Reconfigurar os medos, repensar as precauções.
Se deixares de ter vergonha de estar com o período entao passas a ter direito a sexo 365 dias do ano. E depois podes começar a explorar para além do teu medo. Podes finalmente andar no teleférico porque já não vais ter medo de alturas. Deixas de ter as mesmas desculpas de antigamente.
Assim como se deixares de ter ciumes, podes ver a tua namorada a ser comida por dois tipos estranhos. Sim, aquela fantasia cuckold que sempre encontra o caminho para os teus pensamentos ao fim do dia. (Especialmente depois de ires ao talho com a tua mulher e vê-la interagir com os senhores charmosos.)
E assim já podes desconstruir o sexo. Parar a meio para falar sobre ex-namorados, apontar versos ou decidir que filme vão ver.
E assim poderás desconstruir o que quiseres a partir daí. Porque não? O pior que pode acontecer é essa pessoa ficar na mesma.
Pegar numa pessoa e desconstruí-la. Chamá-la de namorada ou de brinquedo humano é a mesma coisa. Uma boa desculpa para dizer que te amo é não te querer perder de vista. O GPS nos telemóveis é um inimigo dos ciúmes. Porque a ética não te permite fazer muitas investigações ou provar teorias sociológicas.
A ética é inimiga das investigações. O pessoal que estuda os orgasmos que o diga.
Tens azar que eu também adoro ter razão. E faço qualquer coisa para provar que ganhei. Até mudo a verdade só para veres que eu tinha razão. O Google é inimigo da minha razão, às vezes.
Wednesday, November 16, 2011
Não - é porque empurra e puxa os limites que tu nem sabias que
tinhas. E os que sabias que tinhas, também; mas que pensavas
inabaláveis.
Limites.
Porque olha para ti e vê a bolha que tens à volta da tola, da cona, da tua identidade de género, do teu futuro e do teu passado e da tua memória. E depois, com um sorriso no rosto, rebenta as bolhas todas - uma a uma - só com um indicador.
Limites.
Porque olha para ti e vê a bolha que tens à volta da tola, da cona, da tua identidade de género, do teu futuro e do teu passado e da tua memória. E depois, com um sorriso no rosto, rebenta as bolhas todas - uma a uma - só com um indicador.
Seguir guiões não é mais do que brincar com as mensagens que queres
mandar e toda a gente faz isso. Não é uma funcionalidade exclusiva
dos sociopatas, por muito que o pareça.
As pessoas descobrem que o mais fácil é começar pela aparência. Na sabedoria popular diz-se: "às vezes basta mudar de visual para nos sentirmos uma nova pessoa".
Um corte de cabelo, uma mini-saia, qualquer coisa serve para dizeres "já não sou quem tu conhecias." Infelizmente, nem sempre é o caso. Não é por usares um decote que vais ficar mais sedutora. E também não precisas de pintar o cabelo para deixares de pensar nele (porque ele adorava essa cor em ti).
Acho que é isso que difere a gentinha dos sociopatas - eles sabem o que estão a fazer e porquê.
É por isso que não precisam de dar desculpas idiotas para o que querem (se as dão é para satisfazer normas sociais exigentes que lhes convêm naquele momento). Ou porque o alvo é tão transparente que praticamente grita o que quer.
Porque soa muito mal dizer que gostas do teu namorado porque ele até te fode bem.
(Até há bons motivos para ter uma relação aberta para além da luxúria: não ficas destreinada e por isso não custa tanto, tudo.)
Isto tudo começou porque, no início do dia pensei "como é que vou sobreviver dois meses sem isto?".
Mas «isto» nao é magia. Não são placas tectónicas a chocar como no Japão ou como nos dizem que o amor é em Hollywood.
Se eu tivesse treinado antes do jogo não teria estado tão desesperada e pressionada. Uma semana, 6 dias e 5 horas para viver? E ter a insensatez e ousadia de pensar que és a actriz principal.
Claro que tinhas de ser a actriz principal, a princesa encantada, a tal, aquela que o sabe foder e tocar, a cona mágica, a cona que vai dar vida aos pequenos demónios que lhe farão a vida negra - como tu.
Não são as mãos dele na minha pele. Nao é o que a pila dele faz à minha cona. Não são os seus belos olhos verdes. Não são aquelas botas da Top-Shop (link para suposto estudo em que mulheres afirmam sentir-se atraídas por homens com sapatos estilosos / por homens com pés grandes porque normalmente isso significa ter um pénis enorme).
As pessoas descobrem que o mais fácil é começar pela aparência. Na sabedoria popular diz-se: "às vezes basta mudar de visual para nos sentirmos uma nova pessoa".
Um corte de cabelo, uma mini-saia, qualquer coisa serve para dizeres "já não sou quem tu conhecias." Infelizmente, nem sempre é o caso. Não é por usares um decote que vais ficar mais sedutora. E também não precisas de pintar o cabelo para deixares de pensar nele (porque ele adorava essa cor em ti).
Acho que é isso que difere a gentinha dos sociopatas - eles sabem o que estão a fazer e porquê.
É por isso que não precisam de dar desculpas idiotas para o que querem (se as dão é para satisfazer normas sociais exigentes que lhes convêm naquele momento). Ou porque o alvo é tão transparente que praticamente grita o que quer.
Porque soa muito mal dizer que gostas do teu namorado porque ele até te fode bem.
(Até há bons motivos para ter uma relação aberta para além da luxúria: não ficas destreinada e por isso não custa tanto, tudo.)
Isto tudo começou porque, no início do dia pensei "como é que vou sobreviver dois meses sem isto?".
Mas «isto» nao é magia. Não são placas tectónicas a chocar como no Japão ou como nos dizem que o amor é em Hollywood.
Se eu tivesse treinado antes do jogo não teria estado tão desesperada e pressionada. Uma semana, 6 dias e 5 horas para viver? E ter a insensatez e ousadia de pensar que és a actriz principal.
Claro que tinhas de ser a actriz principal, a princesa encantada, a tal, aquela que o sabe foder e tocar, a cona mágica, a cona que vai dar vida aos pequenos demónios que lhe farão a vida negra - como tu.
Não são as mãos dele na minha pele. Nao é o que a pila dele faz à minha cona. Não são os seus belos olhos verdes. Não são aquelas botas da Top-Shop (link para suposto estudo em que mulheres afirmam sentir-se atraídas por homens com sapatos estilosos / por homens com pés grandes porque normalmente isso significa ter um pénis enorme).
Monday, November 14, 2011
A publicidade deixa de ter efeito em «nós». Porque não somos iguais aos outros.
Apetece-me chupar do teu sangue, só um bocadinho, só para ficar com ADN teu, permanentemente, a fim de não sentir a distância.
Mutação?
P: O que fazer quando recebemos mensagens indesejadas?
R: Aprender a receber as mensagens e a não reencaminhá-las para a tua tola automaticamente. Ignorar mensagens que não te interessam. Filtros dos bons.
P: O que fazer quando sou "obrigado" a fazer coisas que só me dão prazer em último plano?
R: Aprender a extrair prazer de situações tipo favor/focar no objectivo. (Mais uma vez a relação meios-objectivos a atormentar-me.)
Se tirarmos os ciúmes da equação, o que é que tens de fazer para eu sentir dor? Ciúmes são nocebo.
Antigamente, sexo era a moeda de troca, porque sexo = amor.
Para «nós», sexo não é a moeda de troca. Amor sem o sexo é a moeda de troca. Porque sexo é só uma conversa. Mas uma conversa pode ser amor, também. Estou a contradizer-me? Que se foda, a consistência é sobre-estimada :)
Amigos com benefícios também se amam.
Sexo nunca vai significar dor para outros. (Para além disso, dor em sexo nunca dói fisicamente. Seria um paradoxo universal.)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
Vende-se humano (m/f):
Descrição: Não gostamos da nova Pessoa 4N93|4, por isso decidimos procurar um novo lar para ela!
Tem baixa auto-estima. Péssimo sentido de orientação (físico e intelectual). Boa aparência quando trabalhada.
Favor contactar 0100 011 100.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Finalmente percebo porque é que certos curricula universitários funcionam e outros não. O pessoal não ouve as músicas certas. Acham que isto ainda é uma aprendizagem contínua, como na escola. Que os erros que fizeste antes vão servir para não chumbares este semestre.
(Tenho uma ideia de que este ano académico vai ser uma aprendizagem semi-eterna. Não contínua, mas desconstruída e desemaranhada de curricula)
(E, se for preciso, mato e roubo e faço um broche a um espantalho - só para te ter ao pé de mim).
Apetece-me chupar do teu sangue, só um bocadinho, só para ficar com ADN teu, permanentemente, a fim de não sentir a distância.
Mutação?
P: O que fazer quando recebemos mensagens indesejadas?
R: Aprender a receber as mensagens e a não reencaminhá-las para a tua tola automaticamente. Ignorar mensagens que não te interessam. Filtros dos bons.
P: O que fazer quando sou "obrigado" a fazer coisas que só me dão prazer em último plano?
R: Aprender a extrair prazer de situações tipo favor/focar no objectivo. (Mais uma vez a relação meios-objectivos a atormentar-me.)
Se tirarmos os ciúmes da equação, o que é que tens de fazer para eu sentir dor? Ciúmes são nocebo.
Antigamente, sexo era a moeda de troca, porque sexo = amor.
Para «nós», sexo não é a moeda de troca. Amor sem o sexo é a moeda de troca. Porque sexo é só uma conversa. Mas uma conversa pode ser amor, também. Estou a contradizer-me? Que se foda, a consistência é sobre-estimada :)
Amigos com benefícios também se amam.
Sexo nunca vai significar dor para outros. (Para além disso, dor em sexo nunca dói fisicamente. Seria um paradoxo universal.)
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Vende-se humano (m/f):
Descrição: Não gostamos da nova Pessoa 4N93|4, por isso decidimos procurar um novo lar para ela!
Tem baixa auto-estima. Péssimo sentido de orientação (físico e intelectual). Boa aparência quando trabalhada.
Favor contactar 0100 011 100.
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Finalmente percebo porque é que certos curricula universitários funcionam e outros não. O pessoal não ouve as músicas certas. Acham que isto ainda é uma aprendizagem contínua, como na escola. Que os erros que fizeste antes vão servir para não chumbares este semestre.
(Tenho uma ideia de que este ano académico vai ser uma aprendizagem semi-eterna. Não contínua, mas desconstruída e desemaranhada de curricula)
(E, se for preciso, mato e roubo e faço um broche a um espantalho - só para te ter ao pé de mim).
Sunday, November 13, 2011
Dar um pontapé num bebé.
Pessoas são previsíveis: evitam-te o olhar enquanto não há interacção. Só depois é que confiam. Hanshake Process.
Querias mandá-lo pela janela, mas não mandas. Tráta-lo como um boneco ao invés disso.
Entrar em conversas de carros só porque tens pila e ires para o quarto dos bebés só porque tens cona.
O género é ultrapassado quando tens bebés? Não, só tens um papel diferente. Outras coisas serão esperadas de ti.
E quando sais de casa dos pais para viver com a outra metade da maçã podre também passas a ter outro papel. E que nem te passe pela cabeça andar sem ela em encontros familiares.
Os papéis falhados: as discussões, as não-comparências, as ovelhas-negras. Esses divórcios.
"Os carros e os vestidos não te darão felicidade." Nem o GPS nem os tablets. A mousse de ananás dá-me mais felicidade que um envelope com dinheiro no Natal.
Quero ser feliz contigo, por isso não estragues merdas ao dar-me casacos. (Mantém a temperatura corporal acima dos trinta e cinco, se faz favor.)
É como fazer um bolo de aniversário com o Ruca cuja mãe teve um cancro há um ano atrás. Isn't it ironic?
Ou sentir-me um travesti por usar sapatos de salto alto e o género definido em masculino, no Facebook.
O típico impôr de guiões no pessoal... que previsível.
Comida
Abraços
Um olhar
Poças de água
Esquilos
Música
Ele a dançar
Eu a vê-lo dançar
Género nunca mais.
Conduzir
Cheiro a gasolina
Cheiro a poppers, que são proíbidos na sauna.
Pessoas são previsíveis: evitam-te o olhar enquanto não há interacção. Só depois é que confiam. Hanshake Process.
Querias mandá-lo pela janela, mas não mandas. Tráta-lo como um boneco ao invés disso.
Entrar em conversas de carros só porque tens pila e ires para o quarto dos bebés só porque tens cona.
O género é ultrapassado quando tens bebés? Não, só tens um papel diferente. Outras coisas serão esperadas de ti.
E quando sais de casa dos pais para viver com a outra metade da maçã podre também passas a ter outro papel. E que nem te passe pela cabeça andar sem ela em encontros familiares.
Os papéis falhados: as discussões, as não-comparências, as ovelhas-negras. Esses divórcios.
"Os carros e os vestidos não te darão felicidade." Nem o GPS nem os tablets. A mousse de ananás dá-me mais felicidade que um envelope com dinheiro no Natal.
Quero ser feliz contigo, por isso não estragues merdas ao dar-me casacos. (Mantém a temperatura corporal acima dos trinta e cinco, se faz favor.)
É como fazer um bolo de aniversário com o Ruca cuja mãe teve um cancro há um ano atrás. Isn't it ironic?
Ou sentir-me um travesti por usar sapatos de salto alto e o género definido em masculino, no Facebook.
O típico impôr de guiões no pessoal... que previsível.
Comida
Abraços
Um olhar
Poças de água
Esquilos
Música
Ele a dançar
Eu a vê-lo dançar
Género nunca mais.
Conduzir
Cheiro a gasolina
Cheiro a poppers, que são proíbidos na sauna.
Saturday, November 12, 2011
Sinto que estou a brincar com o fogo. E que esse fogo és tu. Que me compeles, que me chamas e puxas e brilhas no escuro. Aquele brilho que desconhecemos mas que ainda assim queremos tocar, sentir, cheirar só porque tememos o desconhecido.
Quanto mais te toco, mais quero tocar. Quanto mais sou queimada, mais quero arder.
Tenho medo do que me pode esperar para além do brilho mágico ardente que me aquece em noites frias. Mas sei que não conseguirei olhar para trás. Quem conhece um quente assim não quer voltar para a electricidade. Qual quente forçado.
Tenho medo de deixar as mãos no fogo muito tempo e sair de lá com cicatrizes mais feias que sensuais. Como sempre, o medo de não me reconhecer?
Tenho medo de te perder.
Quanto mais te toco, mais quero tocar. Quanto mais sou queimada, mais quero arder.
Tenho medo do que me pode esperar para além do brilho mágico ardente que me aquece em noites frias. Mas sei que não conseguirei olhar para trás. Quem conhece um quente assim não quer voltar para a electricidade. Qual quente forçado.
Tenho medo de deixar as mãos no fogo muito tempo e sair de lá com cicatrizes mais feias que sensuais. Como sempre, o medo de não me reconhecer?
Tenho medo de te perder.
Será que também me vou tornar egoísta? Será que vou dar por mim a tatuar o corpo de mentiras, a alugá-lo sem pedir permissão aos meus pais ou namorado? Porque o objectivo final será apenas o meu prazer, pagar o meu Mestrado ou quem sabe abrir os olhos daquela miúda.
via email, XXX X. @ 19:20
Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
e depois se desvanecem
Sem lembrar se é boa ou má e por isso mesmo se esquecem
Jura que se tiveres uma aventura
vais contar uma mentira
com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
que faz o coração sofrer
Jura que não vais ter uma aventura
porque hei-de estar sempre a altura de saber
que a solidão é dura.
E o amor é uma fervura
que a saudade não segura
e a razão não serena.
Mas jura
que se tiver de ser
ao menos que valha a pena.
via email, XXX X. @ 19:20
Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
e depois se desvanecem
Sem lembrar se é boa ou má e por isso mesmo se esquecem
Jura que se tiveres uma aventura
vais contar uma mentira
com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
que faz o coração sofrer
Jura que não vais ter uma aventura
porque hei-de estar sempre a altura de saber
que a solidão é dura.
E o amor é uma fervura
que a saudade não segura
e a razão não serena.
Mas jura
que se tiver de ser
ao menos que valha a pena.
Thursday, November 10, 2011
Se deixasses por completo a tua antiga pele... ias ser livre. Por completo. Objectivo: liberdade.
P: Sente que tem medo de alguma coisa?
R:
Os anónimos não vão saber se és X, Y ou ABC. Percebeste? Não tens de usar a mesma pele em todas as ocasiões, em todos os lugares, a toda a hora.
Pele nr. 1 - casa
Pele nr. 2 - trabalho
Pele nr. 3 - amigos
Pele nr. 4 - fórum do stand virtual de carros
Pele nr. 5 - sair sozinho
Pele nr. 6 - sair com família
Pele nr. 7 - blogue que escreves anonimamente.
O que ganhas com isso? O objectivo será cumprido e podes dar graças aos céus que o clã ainda não te deu um pontapé no cu.
P: Sente que tem medo de alguma coisa?
R:
Os anónimos não vão saber se és X, Y ou ABC. Percebeste? Não tens de usar a mesma pele em todas as ocasiões, em todos os lugares, a toda a hora.
Pele nr. 1 - casa
Pele nr. 2 - trabalho
Pele nr. 3 - amigos
Pele nr. 4 - fórum do stand virtual de carros
Pele nr. 5 - sair sozinho
Pele nr. 6 - sair com família
Pele nr. 7 - blogue que escreves anonimamente.
O que ganhas com isso? O objectivo será cumprido e podes dar graças aos céus que o clã ainda não te deu um pontapé no cu.
Qual escritor que depois de passar por uma experiência aleatória X, pensava que também ia ficar variadamente inspirada para escrever. Inspiração é muito sobre-estimada.
Periodicamente dá-me umas ganas de abanar as pessoas e dizer-lhes que não têm de ser/viver/andar/foder/tocar/falar/tocar-se/rir assim.
No bar, cada pessoa senta-se numa mesa vazia. Todos virados para o mesmo lado. Para a TV e para a saída (que, curiosamente, estão na mesma direcção). É para não ficarmos confusos?
Eu sei que isto parece tirado de uma série de animação japonesa futurista e/ou pós-apocalíptica [quem é que disse que o apocalipse não está aí à porta?]. Mas não é. Acho eu ?
Periodicamente dá-me umas ganas de abanar as pessoas e dizer-lhes que não têm de ser/viver/andar/foder/tocar/falar/tocar-se/rir assim.
No bar, cada pessoa senta-se numa mesa vazia. Todos virados para o mesmo lado. Para a TV e para a saída (que, curiosamente, estão na mesma direcção). É para não ficarmos confusos?
Eu sei que isto parece tirado de uma série de animação japonesa futurista e/ou pós-apocalíptica [quem é que disse que o apocalipse não está aí à porta?]. Mas não é. Acho eu ?
Primeiro teste. Remorsos e culpa inexistentes. Tudo para trás das costas. O bem e o mal ficaram nos filmes da Disney. Não quero ouvir Nickelback porque me faz lembrar guiões que já não sigo. Não quero telenovelas nem ouvir gente idiota a discutir se determinado tipo de música é sensual ou sexual.
Será que quando os lembretes e notificações de regras quebradas pararem... vão tomar outro tipo de formato? Tipo tremores oculares, sonhos, borbulhas?
No fundo é o que essas coisas são: lembretes de vidas passadas e nas quais não queremos pensar e com as quais não queremos lidar. Incómodos.
Será que quando os lembretes e notificações de regras quebradas pararem... vão tomar outro tipo de formato? Tipo tremores oculares, sonhos, borbulhas?
No fundo é o que essas coisas são: lembretes de vidas passadas e nas quais não queremos pensar e com as quais não queremos lidar. Incómodos.
Tuesday, November 8, 2011
P: "Achas que escolhes de quem gostas?"
R: É uma fórmula muito complicada que muitas vezes, pela sua particularidade e vulnerabilidade, nos enganamos muitas vezes a calcular.
Os vários componentes terão diferentes percentagens e pesos - dependerão das tuas necessidades no momento. E, assim sendo, apraz dizer que é uma escolha consciente.
Actualmente, creio que apenas 1% de tal fórmula se deve a um qualquer processo incógnito.
Os meus sinceros votos,
Dou-te os meus polegares, muco, pâncreas, saliva, artérias, pus, vesícula e amígdalas.
07-11-2011 08:12
XXXXX XXXX via SMS
Acabei de me aperceber por que sou tão impaciente com relações humanas. Não estou habituada a investir, a deixar uma coisa assentar e fermentar e desenvolver. Ao longo do tempo tenho ficado cada vez mais céptica. E é por isso que, quando quero que relação X vá para patamar X2, as pessoas ficam confusas e admiradas com a minha insistência e intenção. Eu não segui o script.
As pessoas têm medo de emoções fora do contexto. Gostam de simplificar (na verdade, complicar).
PS: Tem de haver mais gente como nós, algures.
R: É uma fórmula muito complicada que muitas vezes, pela sua particularidade e vulnerabilidade, nos enganamos muitas vezes a calcular.
Os vários componentes terão diferentes percentagens e pesos - dependerão das tuas necessidades no momento. E, assim sendo, apraz dizer que é uma escolha consciente.
Actualmente, creio que apenas 1% de tal fórmula se deve a um qualquer processo incógnito.
Os meus sinceros votos,
Dou-te os meus polegares, muco, pâncreas, saliva, artérias, pus, vesícula e amígdalas.
07-11-2011 08:12
XXXXX XXXX via SMS
Acabei de me aperceber por que sou tão impaciente com relações humanas. Não estou habituada a investir, a deixar uma coisa assentar e fermentar e desenvolver. Ao longo do tempo tenho ficado cada vez mais céptica. E é por isso que, quando quero que relação X vá para patamar X2, as pessoas ficam confusas e admiradas com a minha insistência e intenção. Eu não segui o script.
As pessoas têm medo de emoções fora do contexto. Gostam de simplificar (na verdade, complicar).
PS: Tem de haver mais gente como nós, algures.
Sunday, November 6, 2011
P: O que fazer quando te cortam as pernas?
R: Paciência. Muita paciência e perseverança. Estratégia e lógica. Ponderar e antecipar.
Mais uma vez quero tudo; agora e já. Não quero cancelamentos de última hora nem desvios. Quero aquilo que estava combinado. Pensar em planos b)'s pode ser perigoso quando ainda não estás à vontade na tua nova pele.
[E deixar alguém pensar que teve uma ideia por si só... é pura e simplesmente delicioso. Achares que tiveste a ideia mais genial de sempre para resolver aquele problema gigante que se te apareceu no caminho...
Pior só mesmo aperceberes-te de que afinal, afinal... foram-te dando sugestões decisivas para chegar aqui.]
Gostava de conseguir hipnotizar a malta e pô-los a fazer o oposto do q queriam (achavam que queriam).
R: Paciência. Muita paciência e perseverança. Estratégia e lógica. Ponderar e antecipar.
Mais uma vez quero tudo; agora e já. Não quero cancelamentos de última hora nem desvios. Quero aquilo que estava combinado. Pensar em planos b)'s pode ser perigoso quando ainda não estás à vontade na tua nova pele.
[E deixar alguém pensar que teve uma ideia por si só... é pura e simplesmente delicioso. Achares que tiveste a ideia mais genial de sempre para resolver aquele problema gigante que se te apareceu no caminho...
Pior só mesmo aperceberes-te de que afinal, afinal... foram-te dando sugestões decisivas para chegar aqui.]
Gostava de conseguir hipnotizar a malta e pô-los a fazer o oposto do q queriam (achavam que queriam).
Saturday, November 5, 2011
E se achas que eu estou a escrever para ti, estás muito enganada. Estou a escrever para ti, para ele, para os outros. Por todos aqueles que já passaram por mim e por quem eu já passei. E se achas que eu não entendo a linguagem que utilizas - estás muito enganada.
Não sei se é porque falo mais línguas que a maioria das pessoas mas a verdade é que percebo
e
x
a
c
t
a
m
e
n
t
e
o que estás a fazer.
Corrige-me se estiver errada.
Não sei se é porque falo mais línguas que a maioria das pessoas mas a verdade é que percebo
e
x
a
c
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m
e
n
t
e
o que estás a fazer.
Corrige-me se estiver errada.
Friday, November 4, 2011
Sorriso = felicidade
Orgasmo = felicidade
P: O meu namorado não sorri, devo ficar preocupada porque não o faço sorrir?
R: Uma vez que nos livramos do antigo OS, que novos protocolos deveremos usar para comunicar com a felicidade? O que nos faz sentir bem - máquinas oleadas a prazer.
Filtrar pessoas e situações por causa da moral ou dos padrões pré-definidos que tens na cabeça não te vai levar a lado nenhum [literalmente]. Tenho de saber lidar com pessoas que não sabem não-filtrar. Personagem nr. 2.
É como ler ou ouvir as perguntas a um questionário, pensar na resposta mas responder outra coisa. Personagem nr. 3. Ainda não estou evoluída suficiente (?) ou estou e... ?
E é como escolher o presente com a facilidade de quem escolhe o que vestir para um funeral... sem pensar no que vão pensar de ti. Porque simplesmente não vão saber que és a versão 2/3/etc. Nota de rodapé: não deixar que espectadores do canal-1 vejam o canal-2 senão o feitiço faz ricochete. Post-it: adaptar sempre os personagens.
[E é como haver diferentes user profiles dentro de uma intranet com direitos de administrador e restrições diferentes. Oh céus, como estou a adorar isto! As configurações são ilimitadas.]
E também é como fazer exactamente o oposto do que te dizem. Como três em cada cinco pessoas terem uma «personalidade» completamente díspar da dos seus irmãos. Como amares o teu pai mas contradizeres (quase) tudo aquilo em que ele acredita. Como ouvires só música que o teu namorado detesta.
P: Porque é que só sou ambiciosa com o que não devo?
R: Só isto já me soa mal - "não devo" - quem diz? Quem disse? Deus? Mas qual? Deves fazer aquilo que te dá prazer, aquilo de que precisas agora. Ser esperta nas decisões... pensar nas consequências que se aplicam. O critério? Aquilo que te interessa e que queres para ti.
Não me interessam os procedimentos técnicos e invisíveis da estrutura de uma rede de telecomunicações.
Não me interessam os problemas conjugais de terceiros.
Não me interessam pessoas irresponsáveis.
Não me interessa entreter ninguém.
Orgasmo = felicidade
P: O meu namorado não sorri, devo ficar preocupada porque não o faço sorrir?
R: Uma vez que nos livramos do antigo OS, que novos protocolos deveremos usar para comunicar com a felicidade? O que nos faz sentir bem - máquinas oleadas a prazer.
Filtrar pessoas e situações por causa da moral ou dos padrões pré-definidos que tens na cabeça não te vai levar a lado nenhum [literalmente]. Tenho de saber lidar com pessoas que não sabem não-filtrar. Personagem nr. 2.
É como ler ou ouvir as perguntas a um questionário, pensar na resposta mas responder outra coisa. Personagem nr. 3. Ainda não estou evoluída suficiente (?) ou estou e... ?
E é como escolher o presente com a facilidade de quem escolhe o que vestir para um funeral... sem pensar no que vão pensar de ti. Porque simplesmente não vão saber que és a versão 2/3/etc. Nota de rodapé: não deixar que espectadores do canal-1 vejam o canal-2 senão o feitiço faz ricochete. Post-it: adaptar sempre os personagens.
[E é como haver diferentes user profiles dentro de uma intranet com direitos de administrador e restrições diferentes. Oh céus, como estou a adorar isto! As configurações são ilimitadas.]
E também é como fazer exactamente o oposto do que te dizem. Como três em cada cinco pessoas terem uma «personalidade» completamente díspar da dos seus irmãos. Como amares o teu pai mas contradizeres (quase) tudo aquilo em que ele acredita. Como ouvires só música que o teu namorado detesta.
P: Porque é que só sou ambiciosa com o que não devo?
R: Só isto já me soa mal - "não devo" - quem diz? Quem disse? Deus? Mas qual? Deves fazer aquilo que te dá prazer, aquilo de que precisas agora. Ser esperta nas decisões... pensar nas consequências que se aplicam. O critério? Aquilo que te interessa e que queres para ti.
Não me interessam os procedimentos técnicos e invisíveis da estrutura de uma rede de telecomunicações.
Não me interessam os problemas conjugais de terceiros.
Não me interessam pessoas irresponsáveis.
Não me interessa entreter ninguém.
Thursday, November 3, 2011
"Mudar é bom, mas desde que te reconheças depois disso... e se isso não der certo".
É como o device software que às vezes volta para uma versão anterior por erro técnico.
Qual é o sentido de voltar atrás no tempo?
Voltar a uma coisa que, por mais familiar que te seja, não vais r e c o n h e c e r
re-conhecer = voltar atrás
É como o device software que às vezes volta para uma versão anterior por erro técnico.
Qual é o sentido de voltar atrás no tempo?
Voltar a uma coisa que, por mais familiar que te seja, não vais r e c o n h e c e r
re-conhecer = voltar atrás
"Põe-te no meu lugar". OK, vou pôr-me literalmente no teu lugar.
Tantas, tantas vezes, quis ser aquela miúda que só posta fotos com muita gente à volta, aquele tipo com ar de engatatão, a depressiva que corta os pulsos em casa, a namorada que trai o gajo quando ele é um atrasado mental, o tipo aborrecido em casa que vai para um bar conhecer pessoas.
O que é que me impedia? O meu OS antigo, o meu OS pré-instalado, o meu OS pré-definido.
E porque isto é um update gigante, tem de ser feito por phases. Mas raramente é isso que eu quero (ou, quiçá, o que um humano quer): quero já, quero tudo. Quero já e tudo agora! Quero um estalar de dedos. Mas então... ia perder o caminho? O caminho é a melhor parte de todo o processo. Como chegaste lá; por que passaste; por que fizeste isto e aquilo; porque não fizeste isto ou aquilo?
Nos melhores momentos, há que ser paciente. Alguém queadmiro e que não percebe nada do que eu estou a dizer (e não estou a falar de barreiras linguísticas apesar de também as haver) certo dia constatou:
I think most of us are more fond of getting to places in a roundabout way than in a straight line. The journey is always more fun than the arrival; the ritual is more exciting than the result. (...)
E claro que muitas vezes (dependendo do nível de malvadez) convém concentrares-te nos fins e não nos meios que usaste para os atingir. Porque o objectivo é mais nobre, mais vistoso e mais valorizado [provavelmente, por ti mesmo]. Não me estou a referir à dinâmica moral/imoral mas sim à dinâmica do poder. Conseguiste isto, logo tens mega poder nas tuas mãos... és invencível durante alguns minutos.
Como destruir o casamento de alguém. Como ir foder com alguém só porque não te apetece estar em casa a ver filmes. Como saber que aquela pessoa vai errar e ficar mal na fotografia e deixar que isso aconteça... porque não gostas dela.
E juro que quero desligar as feeds constantes, os avisos, as notificações mentais que me bombardeiam nos momentos mais reveladores. E é por isso que dou por mim a ansiar que o processo termine.
Para contrapôr os avisos faço uma colheita das provas de que é isto que eu quero. Exemplo disso é lembrar-me dos papéis que sempre quis interpretar.
Há tanta coisa para aperfeiçoar! Para sentir! Sair do personagem é talvez a dificuldade que mais se me apresenta - até agora. Dou por mim a agir como a old version agia. Pensar é que não - já não penso igual.
E quero saber tudo, quero questionar tudo. Mas é como ir ver um walkthrough de Tomb Raider. Qual é a piada de saltar o processo todo sem esforço? Vou sentir coisas com as quais sempre sonhei.
Tantas, tantas vezes, quis ser aquela miúda que só posta fotos com muita gente à volta, aquele tipo com ar de engatatão, a depressiva que corta os pulsos em casa, a namorada que trai o gajo quando ele é um atrasado mental, o tipo aborrecido em casa que vai para um bar conhecer pessoas.
O que é que me impedia? O meu OS antigo, o meu OS pré-instalado, o meu OS pré-definido.
E porque isto é um update gigante, tem de ser feito por phases. Mas raramente é isso que eu quero (ou, quiçá, o que um humano quer): quero já, quero tudo. Quero já e tudo agora! Quero um estalar de dedos. Mas então... ia perder o caminho? O caminho é a melhor parte de todo o processo. Como chegaste lá; por que passaste; por que fizeste isto e aquilo; porque não fizeste isto ou aquilo?
Nos melhores momentos, há que ser paciente. Alguém que
I think most of us are more fond of getting to places in a roundabout way than in a straight line. The journey is always more fun than the arrival; the ritual is more exciting than the result. (...)
E claro que muitas vezes (dependendo do nível de malvadez) convém concentrares-te nos fins e não nos meios que usaste para os atingir. Porque o objectivo é mais nobre, mais vistoso e mais valorizado [provavelmente, por ti mesmo]. Não me estou a referir à dinâmica moral/imoral mas sim à dinâmica do poder. Conseguiste isto, logo tens mega poder nas tuas mãos... és invencível durante alguns minutos.
Como destruir o casamento de alguém. Como ir foder com alguém só porque não te apetece estar em casa a ver filmes. Como saber que aquela pessoa vai errar e ficar mal na fotografia e deixar que isso aconteça... porque não gostas dela.
E juro que quero desligar as feeds constantes, os avisos, as notificações mentais que me bombardeiam nos momentos mais reveladores. E é por isso que dou por mim a ansiar que o processo termine.
Para contrapôr os avisos faço uma colheita das provas de que é isto que eu quero. Exemplo disso é lembrar-me dos papéis que sempre quis interpretar.
Há tanta coisa para aperfeiçoar! Para sentir! Sair do personagem é talvez a dificuldade que mais se me apresenta - até agora. Dou por mim a agir como a old version agia. Pensar é que não - já não penso igual.
E quero saber tudo, quero questionar tudo. Mas é como ir ver um walkthrough de Tomb Raider. Qual é a piada de saltar o processo todo sem esforço? Vou sentir coisas com as quais sempre sonhei.
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