Estas paredes
Estas camas e estas janelas.
Isto tanto podia ser uma prisão como um hospital.
O clímax da saúde e da doença, da felicidade e da tristeza.
A mim ninguém me tira daqui.
As amarras que me prendem são feitas de luxo e glória. São feitas de mais do que iogurte seco nos cantos da minha boca. São muito mais que a minha garganta seca. São feitas de mim e de ti.
As pessoas são cântaros de barro. Cheios de água. Quando a água transborda, tal não é a quantidade abismal de saúde ("tudo de bom!"), nasce um pequeno cântarozinho. Um mini eu ou um mini tu.
Mas a minha água secou hoje, evaporou. E agora estou vazio. E se me partem, transformo-me em pó.
E assim já ninguém me compra. Já não sirvo.
21/03/13
21/03/13
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