Cortei-te os braços.
Cortei-te nos ombros, nos cotovelos, nos punhos e nos dedinhos.
Agora já nem podes pensar que me tocas e que mexes em mim.
Agora podes voltar à tua ópera de quem finge e assume que
finge (só para os estranhos.) Podes voltar à tua ópera de circos
sem vida e sem final. Libertei-te da maldição de ser infeliz-cansado. Agora já sabes o que
não queres. Podes voltar a desmembrar as Barbies só pelo gozo de ver que
elas não sangram (tu pensavas que eu era uma Barbie mas eu sou melhor que urânio.)
PS: um miminho.
Friday, June 29, 2012
Tuesday, June 26, 2012
Monday, June 25, 2012
Procuraste uma saída de emergência em mim
Pegaste nas chaves do teu carro
Nas chaves da tua casa
Eu peguei nas chaves-do-teu-corpo
Arrependeste-te e agora tens pesadelos comigo
Naquele bar
Naquela casa de amigos em comum
Naquele frenesim alcoólico
Que no fundo era só uma desculpa para te esqueceres de mim
Para esqueceres que me querias a mim
O comando para me desbloqueares no teu jogo "dos namorados e dos amantes"
Acho que ficou com um erro no algoritmo
E agora tens de instalar tudo de novo
Mas eu acho que preferes viver com o erro.
Eu preferiria viver contigo, mesmo que errada.
Assim, assim não me prestas para nada.
Pegaste nas chaves do teu carro
Nas chaves da tua casa
Eu peguei nas chaves-do-teu-corpo
Arrependeste-te e agora tens pesadelos comigo
Naquele bar
Naquela casa de amigos em comum
Naquele frenesim alcoólico
Que no fundo era só uma desculpa para te esqueceres de mim
Para esqueceres que me querias a mim
O comando para me desbloqueares no teu jogo "dos namorados e dos amantes"
Acho que ficou com um erro no algoritmo
E agora tens de instalar tudo de novo
Mas eu acho que preferes viver com o erro.
Eu preferiria viver contigo, mesmo que errada.
Assim, assim não me prestas para nada.
Teoria do caos
Uma borboleta bate as asas aqui
E tu sentes aí
Continentes depois
Ameaças e perdões
Dizes que me amas
Sinto um arrepio na espinha
Finjo que te ouço
Arrependo-me da magia
Não passas de um fantasma
Amigo imaginário
Amor inventado
Amor inventado
A poesia do nosso amor inventado
Nem sei como fui cair
Na armadilha mais cinzenta
De pensar que sinto coisas
Por uma porta tão poeirenta
Não deixa de ser irónico
Estou sempre tão sozinha
Porque vou eu procurar companhia
Numa pessoa assim tão fria?
Não passas de um fantasma
Amigo imaginário
Amor inventado
Amor inventado
A poesia do nosso amor inventado
Não deixa de ser irónico
Estou sempre tão sozinha
Porque vou eu procurar afecto
Em alguém que não está perto?
Não passas de um fantasma
Quero a realidade
Amigo imaginário
Quero alguém real
Amor inventado
A nossa poesia está morta
------------------------------ ------------------------------ --------
Chaos Theory
A butterfly flaps it's wings here
but you feel it there
Continents afar
threats and apologies in a jar
You tell me you love me
I feel it in my bones
I pretend that I hear you
but all the magic's gone
you're nothing but a ghost
my imaginary friendly ghost
this is make-believe love
this is make-believe love
shitty poetry of make-believe love
I can't believe I was to fall
for the most unbelievable trap
I can't believe I was to feel
for such an untouchable sight
It's still kind of ironic
that I'm always so alone
how could I ever go seek company
in someone so utterly cold?
you're nothing but a ghost
my imaginary friendly ghost
this is make-believe love
this is make-believe love
shitty poetry of make-believe love
It's still kind of ironic
that I'm always so alone
how could I ever look for care
In someone who would never dare?
you're nothing but a ghost
I want reality now, please
my imaginary friendly ghost
I want someone real now, please
this is make-believe love
our poetry is dead, now
Thursday, June 21, 2012
Ensina-me a amar-te. Eu sou pan-saciável, tu és pan-sociável. Somos os perfeitos estranhos para vagabundiar estas ruas apaixonadas. Pedintes
de tempo, amor e dinheiro. Como companhia, cappuccinos e cocaína.
Conta-me as vezes que queres ver o meu esqueleto. Conta-me todos os planos esquisitos que tens para nós. Conta-me as histórias que pensámos. Conta-me os caminhos que tomámos. Conta-me as rezas que rezámos no altar e os infernos que não chorámos. Eu prometo que não lhes conto nada do nosso amor. Só se eles pedirem muito.
Eles pensam que os pixéis da dúvida e os semáforos de Kegel não me ensinaram nada de novo. Mas nós sabemos que só me fizeram mais forte e sobre-humana. A humana de cima. (Aquela sobre quem os teus pais te avisaram.) Os meus pais e as minhas mães só me deixam mais confusa.
Ontem o tempo foi-me ao cú e eu não te disse nada. Os nossos segredos não são cor-de-rosa, mas deviam ser verdades universais. Tu sabes as minhas mentiras todas porque tu estavas lá. Tu mandaste no tempo, tanto como eu. (Porque nós somos universais.)
Ele usa a minha pele como um tatuador cego. Ele não precisa de saber o meu nome porque me cheira à distância. A distância anestesia-nos aos dois.
Conta-me as vezes que queres ver o meu esqueleto. Conta-me todos os planos esquisitos que tens para nós. Conta-me as histórias que pensámos. Conta-me os caminhos que tomámos. Conta-me as rezas que rezámos no altar e os infernos que não chorámos. Eu prometo que não lhes conto nada do nosso amor. Só se eles pedirem muito.
Eles pensam que os pixéis da dúvida e os semáforos de Kegel não me ensinaram nada de novo. Mas nós sabemos que só me fizeram mais forte e sobre-humana. A humana de cima. (Aquela sobre quem os teus pais te avisaram.) Os meus pais e as minhas mães só me deixam mais confusa.
Ontem o tempo foi-me ao cú e eu não te disse nada. Os nossos segredos não são cor-de-rosa, mas deviam ser verdades universais. Tu sabes as minhas mentiras todas porque tu estavas lá. Tu mandaste no tempo, tanto como eu. (Porque nós somos universais.)
Ele usa a minha pele como um tatuador cego. Ele não precisa de saber o meu nome porque me cheira à distância. A distância anestesia-nos aos dois.
Wednesday, June 20, 2012
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
des - culpa
"A culpa não é minha." A culpa não é. A culpa não tem desculpa e o pior é o que não tem perdão.
Jesus só não perdoava quem negasse a existência do Espírito Santo.
Qual é o pecado nosso de cada dia?
Eu peco as vezes que forem precisas. Até que já não te lembres qual era a minha razão.
Ela não sabia o que dizia.
Ela não sabia o que queria.
Ela não sabia bem em que pensava
quando dizia que o feria.
Ela não servia para ninguém.
Ela servia-se a si própria.
Ela contava-se pelos dedos
de uma menina pouco corajosa.
Ela dizia que gostava do caos.
Ela nunca lhe disse que gostava do caos.
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
desculpa desculpa desculpa desculpa desculpa
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des - culpa
"A culpa não é minha." A culpa não é. A culpa não tem desculpa e o pior é o que não tem perdão.
Jesus só não perdoava quem negasse a existência do Espírito Santo.
Qual é o pecado nosso de cada dia?
Eu peco as vezes que forem precisas. Até que já não te lembres qual era a minha razão.
Ela não sabia o que dizia.
Ela não sabia o que queria.
Ela não sabia bem em que pensava
quando dizia que o feria.
Ela não servia para ninguém.
Ela servia-se a si própria.
Ela contava-se pelos dedos
de uma menina pouco corajosa.
Ela dizia que gostava do caos.
Ela nunca lhe disse que gostava do caos.
Monday, June 18, 2012
O Hugo é rei.
O Hugo quando não é rei, não sabe o que ser.
O Hugo não sabe o que há-de ser e depois é tudo.
Quando ele não consegue ser tudo
Ele tira-te as meias.
O Hugo quando não é rei, não sabe o que ser.
O Hugo não sabe o que há-de ser e depois é tudo.
Quando ele não consegue ser tudo
Ele tira-te as meias.
O Hugo diz que não é um ditador.
Ele só gosta muito das suas mascotes,
bonecas-de-trapos, pupilos, órfãs, soldadinhos-de-chumbo.
O Hugo sempre estimou muito os seus brinquedos.
O Hugo não tem pretensões; só intenções e recomendações.
O Hugo não é só um vírus: ele é a vacina também.
O Hugo não tem pretensões; só intenções e recomendações.
O Hugo não é só um vírus: ele é a vacina também.
Ele é como uma mensagem que tu não recebeste a tempo.
Autodestrói-se ao pequeno-almoço.
O Hugo pode ser tudo e também se pode tornar em nada.
O Hugo pode ser tudo e também se pode tornar em nada.
Ele esconde as mãos atrás das costas.
O mal O bem
Dá-te a escolha só para depois te dar a mão.
O Hugo não pode ser confundido com a plebe.
O Hugo não come marca branca.
O Hugo não passa cheques.
O Hugo não dá segundas hipóteses.
Ele não marca os testes.
Ele não diz que não.
Ele não pede perdão.
Wednesday, June 13, 2012
Os meus joelhos desistem de mim. Não sei se é porque a minha consciência pesa demasiado ou porque quero ser mais leve que o ar. Andar de ar em ar.
Mas por mais portas a que eu bata, eles não acreditam em mim. Nem sequer depois ver o brilho nos meus globos oculares, refletindo docemente a luz e as letras da música romântica que ouvimos ontem; nem sequer depois de ouvir o chamado do amor nas minhas palavras tristes.
Porque é que só me mentem de noite? Os meus joelhos não param de tremer assim que me aproximo delas. Elas nunca saem dos baloiços - parece que me querem chatear. Os abismos que elas carregam podem não ser cor-de-rosa, mas eu sei que a carne vai refletir a paixão das nossas horas.
Serás tu a luz que nunca se vai apagar? Tu, que por entre tons mais ou menos cor-de-rosa, por entre mentiras mais ou menos brancas, por entre todos aqueles ares que eu já visitei. Ou és só mais um truque de cartas que eu nunca vou entender? Decide-te. Ou eu decido por ti. De zero a mil quanto é que me vais chatear hoje?
Quantas vezes me queres matar hoje?
De quantas maneiras me queres torturar hoje?
O relógio marca uma quase-hora, só para nos fazer crer que estamos sempre atrasados.
E, para parecer que fiz sempre tudo bem, vou ao dicionário de desculpas. Eu só tenho meninas no Facebook porque não posso tê-las na vida real.
Mas por mais portas a que eu bata, eles não acreditam em mim. Nem sequer depois ver o brilho nos meus globos oculares, refletindo docemente a luz e as letras da música romântica que ouvimos ontem; nem sequer depois de ouvir o chamado do amor nas minhas palavras tristes.
Porque é que só me mentem de noite? Os meus joelhos não param de tremer assim que me aproximo delas. Elas nunca saem dos baloiços - parece que me querem chatear. Os abismos que elas carregam podem não ser cor-de-rosa, mas eu sei que a carne vai refletir a paixão das nossas horas.
Serás tu a luz que nunca se vai apagar? Tu, que por entre tons mais ou menos cor-de-rosa, por entre mentiras mais ou menos brancas, por entre todos aqueles ares que eu já visitei. Ou és só mais um truque de cartas que eu nunca vou entender? Decide-te. Ou eu decido por ti. De zero a mil quanto é que me vais chatear hoje?
Quantas vezes me queres matar hoje?
De quantas maneiras me queres torturar hoje?
O relógio marca uma quase-hora, só para nos fazer crer que estamos sempre atrasados.
E, para parecer que fiz sempre tudo bem, vou ao dicionário de desculpas. Eu só tenho meninas no Facebook porque não posso tê-las na vida real.
Friday, June 8, 2012
Sou aquilo que tu torceste para eu não ser.
Sou aquilo que temias.
Aquilo que menos querias.
A maçã podre do cesto.
Sim, sou a puta da tua vizinha que nunca baixa o som do fado.
Sou cabra da tua ex-mulher que não te veja ver as crias.
Sou a equação que nunca se resolve; a gramática incorrecta; o jogador que só atrapalha.
Sou, sobretudo, a lâmpada que todo o mês se avaria.
Sou o 2 em 1 de azares em promoção-do-dia.
Sou o pacote de políticas que não ajuda ninguém.
Sou o espelho que nunca te responde e a televisão que nunca dá boas notícias.
Sou a coragem que nunca tiveste e o amor que não encontraste.
As vísceras que não desenhaste. O molho de tomate que fingiste ser sangue. Não cortes mais.
Já ninguém acredita.
Sou aquilo que temias.
Aquilo que menos querias.
A maçã podre do cesto.
Sim, sou a puta da tua vizinha que nunca baixa o som do fado.
Sou cabra da tua ex-mulher que não te veja ver as crias.
Sou a equação que nunca se resolve; a gramática incorrecta; o jogador que só atrapalha.
Sou, sobretudo, a lâmpada que todo o mês se avaria.
Sou o 2 em 1 de azares em promoção-do-dia.
Sou o pacote de políticas que não ajuda ninguém.
Sou o espelho que nunca te responde e a televisão que nunca dá boas notícias.
Sou a coragem que nunca tiveste e o amor que não encontraste.
As vísceras que não desenhaste. O molho de tomate que fingiste ser sangue. Não cortes mais.
Já ninguém acredita.
Thursday, June 7, 2012
Sim, estou a juntar as minhas tropas.
Não, não quero alianças contigo.
Sim, vou ocupar a paisagem.
Tudo aquilo que vês e até aquilo que não vês - é meu.
Tudo aquilo que querias, tudo aquilo que não quiseste - vai ser meu.
Não, não é um simulador.
Não, não sou de plástico como tu.
A cruz sempre esteve no mapa. Tu fugiste do tesouro. Menina orgulhosa e teimosa, quiseste ir no sentido contrário. Boa sorte com esse azar. Vitíma ou besta? Escolhe um.
Não, não quero alianças contigo.
Sim, vou ocupar a paisagem.
Tudo aquilo que vês e até aquilo que não vês - é meu.
Tudo aquilo que querias, tudo aquilo que não quiseste - vai ser meu.
Não, não é um simulador.
Não, não sou de plástico como tu.
A cruz sempre esteve no mapa. Tu fugiste do tesouro. Menina orgulhosa e teimosa, quiseste ir no sentido contrário. Boa sorte com esse azar. Vitíma ou besta? Escolhe um.
Saturday, June 2, 2012
quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu
sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem
vou-te matar e nem vais piar. não vais espernear como pensavas que ias. como fantasiaste que ias. imaginaste-nos a gemer durante horas, dias a fio. sofrimento prolongado e ignorado com todas as forças do teu ser. pois bem, agora aqui me tens. e não venho com mensagens nem avisos. eu sei que querias pelo menos um aviso. uma bandeirinha, um estalido.
o único som que vais ouvir vai ser a arma a encaixar no teu queixo. foram feitos um para o outro. sabias que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. sabias que não valia a pena procurares-me. sabias que, no dia e hora certos, eu iria aparecer. talvez não seja como imaginaste. mas eu sei que hoje vais dormir melhor. toda a gente dorme melhor depois.
sou eu quem sou eu quem sou eu quem sou eu quem
vou-te matar e nem vais piar. não vais espernear como pensavas que ias. como fantasiaste que ias. imaginaste-nos a gemer durante horas, dias a fio. sofrimento prolongado e ignorado com todas as forças do teu ser. pois bem, agora aqui me tens. e não venho com mensagens nem avisos. eu sei que querias pelo menos um aviso. uma bandeirinha, um estalido.
o único som que vais ouvir vai ser a arma a encaixar no teu queixo. foram feitos um para o outro. sabias que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. sabias que não valia a pena procurares-me. sabias que, no dia e hora certos, eu iria aparecer. talvez não seja como imaginaste. mas eu sei que hoje vais dormir melhor. toda a gente dorme melhor depois.
E hoje, hoje chorei só do olho esquerdo
E só te recordei com o hemisfério lateral esquerdo
E só sangrei do ventrículo esquerdo.
E só ouvi a tua voz pelo ouvido esquerdo
E acho que só disse meias verdades
E acho que quase te senti na pele
Quase havia electricidade no ar
Penso que te mostrei um meio sorriso
Com esta minha meia felicidade
Tenho-te às metades, esquartejado
Apesar de tudo, os dias têm o dobro das horas.
A dor vem em dobro, o prazer vem às metades.
Tu foste uma ideia genial que Deus, provavelmente, não teve sozinho.
E só te recordei com o hemisfério lateral esquerdo
E só sangrei do ventrículo esquerdo.
E só ouvi a tua voz pelo ouvido esquerdo
E acho que só disse meias verdades
E acho que quase te senti na pele
Quase havia electricidade no ar
Penso que te mostrei um meio sorriso
Com esta minha meia felicidade
Tenho-te às metades, esquartejado
Apesar de tudo, os dias têm o dobro das horas.
A dor vem em dobro, o prazer vem às metades.
Tu foste uma ideia genial que Deus, provavelmente, não teve sozinho.
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