descobri q estavas a ocupar espaço em mim
borboletas... tornei-me num clichê
histórias, arrependimentos e medicamentos
aos pontapés, e eu não sei porquê.
testei-te algumas vezes,
só para ter a certeza.
não sabia o que fazer,
queria evitar a eventual tristeza.
é difícil entender
se é real, se realmente existes.
se te quero dar espaço
se te aborto, ou persistes.
não sabia quem consultar
quantos meses esperar
que nome te dar
e tu crescias sem parar.
cada vez ocupavas mais espaço.
os meus olhos
o meu cérebro
e até o baço.
tiraste-me a fome, o sono e o juízo
dei-te alguns traumas, rotinas e um sorriso.
antes sequer de começarmos
esta nova vida
já me ocupavas tempo
empatia
e vontade criativa.
tentei imaginar o teu futuro:
de que irias precisar?
o que te poderia oferecer?
nas minhas entranhas tu continuavas a crescer.
a crescer na minha barriga
uma necessidade de te ver
genes maus ou romarias
os teus átomos compreender.
não sei se somos ímanes
ou se te tenho no coração
vamos só ter um date!
eu, tu e a magnetização.
dei-te acesso ao meu brain
não há estações onde parar
neste runaway train
não tenho prioridade pra sentar.
as ondas rebentam em ti
acho que fui ao engano
não sei ainda o que vais ser pra mim
acho que pari um alentejano.
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