toma-me os pulsos
vê que nao te minto
não me faças fazer contas
devemos isto ao destino
não consigo continuar
num espaço onde não és meu
o mesmo ar que eu respiro
não tem porquê não ser o teu
quanto mais me chamas mais eu vou
(não quero ter de ser eu a ligar)
queria ser uma andorinha
imigrar
emigrar
e migrar.
quantas vezes sonhaste isto
quantas vezes compraste cebolas
quantas vezes usei a lógica
só para calcular quando me telefonas?
não sei se é mesmo isto que se quer
na verdade já não sei nada
quase nada
tudo o que eu sabia sobre mim
em relação a ti
eu já-
já não tenho fome
já não sei dançar
já só quero cantar
não tenho sede de trabalhar
não tenho vontade de ouvir algo que não sejas tu a sussurrar.
o meu calendário
no teu horário
as minhas rotinas
nas tuas retinas
mudas de tema
mas eu não tenho pena
cuspo um poema
o meu amor não tem lema
Olá, de onde és?
conheci um alentejano
ele pôs tudo aos meus pés.
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