eu sinto o meu pedido de desculpas nas veias
a querer voltar para onde originou.
está arrependido.
estamos arrependidos.
mas já não sabemos o caminho.
o sangue propulsiona, avante!
vamos todos abandonar este barco que se afunda.
já não se faz nada aqui.
este impostor quer destruir-nos,
já não sei quem manda aqui.
ele vai de porta em porta sem olhar para os lados, parece alguém numa missão.
a missão deve ser sobreviver,
porque já não se faz muito aqui.
se eu morrer, gostava de morrer na minha casa. sozinha, sem ninguém a chatear-me em canal nenhum.
assim cumpre-se a profecia e posso, finalmente, ter pena de mim mesma, feliz.
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