É fácil estares aí no teu poleiro
E sorrires daí
para os pobres cá em baixo.
Pobres de nós que não temos a tua companhia.
Pobres de nós que não respiramos o mesmo ar que tu.
Há quem diga que respiramos o mesmo ar que o Shakespeare.
Mas o ar que respiras tem um sabor diferente.
Um veneno suave e doce.
Quando beijas sabes a lágrimas e a sangue das feridas nos pulsos.
Quando abraças mijas para fora.
Porque te mentes?
Porque te fazes de maior?
Pavão do outro lado do espelho.
Tens flashbacks de vidas que já não são tuas.
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